Não há pior forma de perder um futebolista. Martín Naser pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juventud coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Isto não é rotação. Mladen Blažević está fora dos planos do treinador há algum tempo, e ninguém no Juventud finge o contrário.
Plantel11/08/2036
Palavras no treino do Juventud sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Santiago López está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
0‑1 para o Danubio, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
O banco11/08/2036
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Fernando Godoy a uma sala que já as tinha ouvido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Mladen Blažević tem a sua resposta do Juventud; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $167.0K do que o Juventud pagou por Nahuel Soria é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Juventud vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Juventud sabem-no.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Emiliano Araujo e o Juventud acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Juventud, mais uma semana sem a assinatura de Andrés Muñoz.
Verba acordada, salário acordado, e o Wanderers à espera com uma camisola. No Juventud ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 51 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Juventud, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juventud coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Juan Martín Domínguez, e o treinador deixou.
O Defensor Sporting segue em frente e o Juventud vai para casa, com um 1‑3 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
O Juventud e o Montevideo City Torque acertaram em $9.0K. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
1 para Nicolás Castillo, avaliado com 7.71, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juventud coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Juventud perguntou e o Rampla Juniors disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
17 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Juventud perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 8 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Juventud, e não vai ser retirado.
O Juventud perguntou e o River Plate disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Ciro Rivas esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
41 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Fernando de la Mora perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Fernando de la Mora nada responderam, o que também é uma resposta.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Salvador Fuster está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fernando de la Mora coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Carlos Quiñónez está nela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
48 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Fernando de la Mora perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fernando de la Mora ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fernando de la Mora coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel08/10/2035
Santiago Palacios desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fernando de la Mora coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Santiago Palacios estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Fernando de la Mora, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Fernando de la Mora sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Orlando Benítez apontou a data.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Salvador Fuster estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Facundo Faija, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Ángel Aguilera está nela.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Fernando de la Mora, mais uma semana sem a assinatura de Elías Bacre.
Faltam 1 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Fernando de la Mora pode pedir e sobe o salário que Thomas Blázquez pode exigir.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Elías Bacre treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
1.º lugar com 82 pontos. Todas as épocas são uma história e esta é a última linha dela, e agora o clube tem três meses para decidir de que fala a próxima.
Uma média de 7.21 na época, com 15 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Salvador Fuster está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Notas dos jogadores03/09/2035
Ángel Aguilera jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.33. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Notas dos jogadores03/09/2035
Thomas Blázquez jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.23. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Já são 12 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
79 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Minuto 85, meio estádio já a caminho da saída, e Joaquín Bogarín decidiu que ninguém ia a lado nenhum. O General Caballero JLM não teve tempo para responder.
12 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ronald Peralta será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fernando de la Mora as despedidas começaram em silêncio.
15 golos e uma média de 7.21 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Plantel27/08/2035
Santiago Palacios desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Já são 11 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
O 12 de Junio vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Fernando de la Mora foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.98 para o resto.
5 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fernando de la Mora coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel20/08/2035
Salvador Fuster desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
2 golos em vinte minutos com Esteban Samudio no meio de tudo, e o 12 de Junio sem conseguir chegar à bola tempo suficiente para mudar seja o que for. Há jogos que se ganham antes da primeira bebida.
Duas equipas do topo da tabela, uma tarde, e um mês de conversa decidido em noventa minutos. O Fernando de la Mora não vai usar a palavra título esta semana e não vai deixar de a pensar.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Thomas Blázquez no seu melhor
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Sebastián Flores no seu melhor
Já são 10 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Angel Lopez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fernando de la Mora as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Salvador Fuster estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
9 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Plantel06/08/2035
Edgar Nanque lesiona os ligamentos do joelho — 19 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 19 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Antonio Sanabria será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fernando de la Mora as despedidas começaram em silêncio.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Benjamín Iriart e o Fernando de la Mora acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
4 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Santiago Palacios estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Fernando de la Mora perguntou e o Olimpia disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
26 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Fernando de la Mora perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
8 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
67 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fernando de la Mora ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
1 para Salvador Fuster, avaliado com 7.53, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
10 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Sebastián Flores esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
33 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Fernando de la Mora perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Já são 7 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Lisandro Santomé produziu-o, e o 8.98 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
1 entradas e 5 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Santiago Palacios está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Cerro Porteno fica com o seu homem, e o Fernando de la Mora volta a uma lista com um nome riscado.
Em resumo
Notas dos jogadoresThomas Blázquez jogou uma tarde diferente da de toda a gente
Notas dos jogadoresÁngel Aguilera em notas de excelência
40 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Fernando de la Mora perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Já são 6 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Fernando de la Mora perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Santiago Palacios estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
3 seguidas na estrada para o Fernando de la Mora. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
O Pastoreo vai querer esquecer isto depressa: 4‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Fernando de la Mora foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fernando de la Mora ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Sebastián Flores esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Santiago Palacios está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Guarani fica com o seu homem, e o Fernando de la Mora volta a uma lista com um nome riscado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Já são 14 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Verba acordada, salário acordado, e o Pastoreo à espera com uma camisola. No Fernando de la Mora ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Fernando de la Mora, e não vai ser retirado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O River Plate fica com o seu homem, e o Fernando de la Mora volta a uma lista com um nome riscado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Joaquín Bogarín estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fernando de la Mora coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Fernando de la Mora podem fingir não ter ouvido.
«Nunca quis estar noutro sítio. Ainda há trabalho por acabar aqui.» Alejandro Soto compromete-se com o Fernando de la Mora por mais 2 anos.
Plantel04/06/2035
Santiago Palacios desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Lisandro Santomé, e o treinador deixou.
11 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
A bola do jogo é de Benjamín Iriart, cujos 3 golos transformaram uma tarde difícil num passeio.
Jogo26/05/2035
Mais uma trazida de fora
6 seguidas na estrada para o Fernando de la Mora. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Joaquín Bogarín estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Jhovani Ocampos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 4‑1, Interim Coach podia dar-se ao luxo de ser generoso.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Martín García, e o treinador deixou.
Em resumo
O bancoÁngel Aguilera tornou-se um homem de confiança do treinador
O Sportivo Carapegua vai querer esquecer isto depressa: 4‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Fernando de la Mora foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Fernando de la Mora nada responderam, o que também é uma resposta.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Santiago Palacios está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há uma impotência muito própria em sofrer 2 vezes antes do minuto vinte. O Sportivo Carapegua tentou reorganizar-se, o Fernando de la Mora não deixou, e o resultado estava escrito muito antes de ser confirmado.
Notas dos jogadores21/05/2035
Thomas Blázquez jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.28. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Notas dos jogadores21/05/2035
Joaquín Bogarín jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.10. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Notas dos jogadores21/05/2035
Bruno Duarte jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.04. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
5 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Sebastián Flores e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel14/05/2035
Santiago Palacios desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Um 1‑0 sobre o General Caballero JLM, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Martín García e o Fernando de la Mora acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Interim Coach sobre uma tarde de 1‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Já são 8 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
33 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Participação em 3 golos, de um jogador que passou noventa minutos a fazer aquilo que um treinador quer mesmo: estar onde a bola ia acabar. 6.70 ao lado do nome.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Joaquín Bogarín está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O jogo que o resto da divisão espera com mais vontade do que qualquer das duas equipas envolvidas. Ambas sabem que uma vitória muda a época e uma derrota não a acaba, e é isso que o torna difícil de jogar.
Toda a gente no Fernando de la Mora viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 33 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Santiago Palacios estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
100 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
Martín García e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 15 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Joaquín Bogarín está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
3 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco16/04/2035
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Interim Coach, sobre uma vitória por 2‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Fernando de la Mora falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
23 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Fernando de la Mora perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Carlos Quiñónez e o Fernando de la Mora acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Jhovani Ocampos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Joaquín Bogarín está nela.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Matías Cortizas tem a sua resposta do Fernando de la Mora; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Carlos Quiñónez. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Faltam 7 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Fernando de la Mora pode pedir e sobe o salário que Thomas Blázquez pode exigir.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Fernando de la Mora falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Segundo Pachamé estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Martín García esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Segundo Pachamé, e o treinador deixou.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 2‑0, Interim Coach podia dar-se ao luxo de ser generoso.
O banco19/03/2035
Carlos Quiñónez tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Fernando de la Mora dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Fernando de la Mora falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
O Rubio Nu vai querer esquecer isto depressa: 4‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Fernando de la Mora foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
1 para Taddeo Alfaro, avaliado com 7.57, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alejandro Soto, e o treinador deixou.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Fernando de la Mora falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Fernando de la Mora pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Joaquín Bogarín está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fernando de la Mora coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No Fernando de la Mora sabem-no, e também todos os que o veem.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Ángel Aguilera está nela.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Rodrigo Fernandez tem a sua resposta do Fernando de la Mora; o que fizer com ela é a história da próxima janela.