Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Godoy Cruz falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Godoy Cruz ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O negócio que levaria Nahuel Ulariaga para o Dinamo Tbilisi caiu na fase final e ele reapresenta-se no Godoy Cruz com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Godoy Cruz coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel07/09/2026
Palavras no treino do Godoy Cruz sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Benjamín Schamine está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Toda a gente deixou de fingir: o Austria Salzburg vai fazer a chamada por Oscar Gonzalez esta semana. O Godoy Cruz tem um número em mente, e o número não é tímido.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 124 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
O Defensores vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Godoy Cruz foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Brian Orosco produziu-o, e o 8.07 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Mirandés tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
7.13, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Lucas Arce e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Godoy Cruz
O bancoO veredicto do treinador
PlantelBrian Orosco estreia-se finalmente a marcar
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Godoy Cruz vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Mateo Mendoza quer futebol continental; se o Godoy Cruz o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Plantel10/08/2026
Lucas Arce desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Noah Vázquez é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.