Há golos que ganham jogos e golos que os tiram a alguém. Vsevolod Buradjiev marcou ao minuto 87, o Kuban Holding já pensava na viagem de regresso, e o Angusht levou tudo.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Angusht, e não vai ser retirado.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Vsevolod Buradjiev tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Angusht sabem-no.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Angusht coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ushindi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Angusht ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Samal Bangura esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 25 a evolução devia ter acabado. Não acabou: 3 pontos acima da marca do início do ano, o que acontece aos jogadores que levam a sério as partes aborrecidas do ofício.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Yaroslav Frolov, e o treinador deixou.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Angusht foi explícito quanto à situação de Sharip Yusupov, o que é mais do que muitos recebem.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 22 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Angusht coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel31/07/2028
Maxim Tarasov melhorou aos 24, o que ninguém esperava
As carreiras devem estagnar e depois cair, e quem ignora isso é sempre quem estava a ouvir no treino. 3 pontos, ao longo de meses, numa idade em que a direção costuma ser só uma.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Angusht sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Avaliado com 5.61. Nada do que tentou resultou e a partir da hora deixou de tentar grande coisa, que é a parte em que um treinador repara, mais do que nos erros.
Há golos que ganham jogos e golos que os tiram a alguém. Iasonas Kyrkos marcou ao minuto 86, o Rubin Yalta já pensava na viagem de regresso, e o Angusht levou tudo.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Iasonas Kyrkos produziu-o, e o 8.50 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Samal Bangura não precisou: 8.61, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
A forma vai e vem; esta não foi. Leandro Bevin tem 20 anos, e a versão que treina agora não teria entrado na equipa em que estava há um ano.
Notas dos jogadores17/07/2028
Uma estreia que Lev Zaytsev vai querer esquecer — 5.73
Toda a estreia é uma de duas histórias e esta foi a outra. 5.73, e o único consolo disponível é que nenhuma carreira foi alguma vez decidida por noventa minutos com uma camisola acabada de entregar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Angusht ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Aos 25 a evolução devia ter acabado. Não acabou: 3 pontos acima da marca do início do ano, o que acontece aos jogadores que levam a sério as partes aborrecidas do ofício.
Direção17/07/2028
5 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Angusht
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Angusht pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Plantel26/10/2026
Daniil Martovoy desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Aliskhan Akhilgov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.