O clube procurou lá fora durante um mês, não encontrou nada de que gostasse mais e entregou o cargo a quem já o estava a fazer. Conhece a casa; falta provar que conhece o resto.
0‑0 frente ao Westerlo, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do RAAL La Louviere, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No RAAL La Louviere ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não sobra ninguém para promover nem ninguém para dirigir um treino. A direção trouxe um nome que os adeptos não conhecem, e a pergunta de como um clube chega aqui vai durar mais do que quem lhe responder.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Club Brugge fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Marcos Peano esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
18 dias de fora para Ilias Sebaoui depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O RAAL La Louviere vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Verba acordada, salário acordado, e o Seraing à espera com uma camisola. No RAAL La Louviere ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No RAAL La Louviere ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que RAAL La Louviere podem fingir não ter ouvido.
Não há pior forma de perder um futebolista. Nicolò Artesani pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Marcos Peano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Racing Genk fica com o seu homem, e o RAAL La Louviere volta a uma lista com um nome riscado.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no RAAL La Louviere falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que RAAL La Louviere podem fingir não ter ouvido.
$920.0K em cima da mesa do KAA Gent. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
Mercado27/06/2033
Tão perto: a transferência de Stanisław Gieroba morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Seraing seguiu em frente, Stanisław Gieroba apresenta-se de volta no RAAL La Louviere, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no RAAL La Louviere coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel27/06/2033
Uma transferência que Seybou Konaté teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Seybou Konaté está a viver essa versão no RAAL La Louviere, e costuma notar-se no primeiro mês.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Club Brugge fica com o seu homem, e o RAAL La Louviere volta a uma lista com um nome riscado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mateo Aćimović estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 67 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No RAAL La Louviere ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no RAAL La Louviere coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. Sebastiaan Timmers volta a ser jogador do RAAL La Louviere, e a cidade tem a sua história do verão.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Jasper Samooja agiu, no RAAL La Louviere, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Marcos Peano estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Marcos Peano está nela.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Marcos Peano treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no RAAL La Louviere falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do RAAL La Louviere está a esgotar-se.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Stanisław Gieroba será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no RAAL La Louviere as despedidas começaram em silêncio.
Marcos Peano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Marcelo Fernández estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Sebastiaan Timmers acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o RAAL La Louviere substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No RAAL La Louviere ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
81 dias de fora para Ilias Sebaoui depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O RAAL La Louviere vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que RAAL La Louviere podem fingir não ter ouvido.
Marcos Peano e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel16/05/2033
Mateo Aćimović desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no RAAL La Louviere sabem-no.
O banco16/05/2033
Ilias Sebaoui tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no RAAL La Louviere dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Marcos Peano. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no RAAL La Louviere falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que RAAL La Louviere podem fingir não ter ouvido.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O RAAL La Louviere pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Marcos Peano e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel18/04/2033
Mateo Aćimović desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco18/04/2033
Ilias Sebaoui tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no RAAL La Louviere dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Marcos Peano. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
14 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O RAAL La Louviere perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 32 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que RAAL La Louviere podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No RAAL La Louviere ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Marcelo Fernández e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Marcos Peano estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Marcos Peano. 2‑1 sobre o KAA Gent, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Paulos Abraham, e o treinador deixou.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Babacar Mboup tem a sua resposta do RAAL La Louviere; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
42 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O RAAL La Louviere perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que RAAL La Louviere podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No RAAL La Louviere ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não há pior forma de perder um futebolista. Marcelo Fernández pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Othmane Boussaid e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Saiu miúdo e regressa a saber ainda onde fica a bancada dos visitantes. A maioria dos reforços tem de ser explicada à cidade; a este bastou uma fotografia.
O Waasland-Beveren vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Matteo Carbone pré-acordou a mudança para o RAAL La Louviere, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do RAAL La Louviere já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do RAAL La Louviere, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Almar Grindhaug será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no RAAL La Louviere as despedidas começaram em silêncio.
Marcelo Fernández e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marcos Peano está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No RAAL La Louviere ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que RAAL La Louviere podem fingir não ter ouvido.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 6 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Othmane Boussaid e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marcos Peano está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Plantel11/10/2032
Christ Batola consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Christ Batola acabou de assinar pelo RAAL La Louviere e, por uma vez, a resposta importava.
Marcelo Fernández e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no RAAL La Louviere, mais uma semana sem a assinatura de Marcelo Fernández.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No RAAL La Louviere ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no RAAL La Louviere falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
1‑2 frente ao FC Nordsjaelland, e uma noite que mediu a distância mais do que os noventa minutos. Nada nela foi uma vergonha, e nada nela esteve perto.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Valdemar Møller será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no RAAL La Louviere as despedidas começaram em silêncio.
Marcos Peano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Marcos Peano, e o treinador deixou.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o RAAL La Louviere lida com um homem que quer outro país.
Em resumo
O bancoA ficha de jogo disse tudo sobre Babacar Mboup
102 dias de fora para Djibril Lamego depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O RAAL La Louviere vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em RAAL La Louviere toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que RAAL La Louviere podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No RAAL La Louviere ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O KV Kortrijk aceitou o dinheiro. O que o RAAL La Louviere ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Marcelo Fernández esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Olivier Aertssen está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o RAAL La Louviere lida com um homem que quer outro país.