“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Roberto Alonso não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Há golos que ganham jogos e golos que os tiram a alguém. Lautaro De León marcou ao minuto 88, o Getafe já pensava na viagem de regresso, e o Real Sociedad B levou tudo.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.36 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Javi Llabrés esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Javi Llabrés no seu melhor
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Jon Garro assinar alguma coisa — um contrato no Real Sociedad B ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
«Se nos vão ganhar, que não seja porque alguém aqui não se quis chatear.» Levantou-se e disse-o à frente de todos, e isso é algo que um grupo recorda de um homem durante anos.
O Real Sociedad B fez saber ao mercado que Roberto Alonso está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
Os números não ficam secretos num balneário. Não está a pedir mais do que vale; está a perguntar porque é que alguém ao lado dele vale mais, e o Real Sociedad B não tem uma boa resposta.
Em resumo
O bancoLucas Diez pede uma conversa com o treinador
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Jon Garro assinar alguma coisa — um contrato no Real Sociedad B ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Dribles concretizados: 11. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Roberto Alonso fez a conta e não gosta do resultado. Nada corrói um grupo mais depressa, e nenhum clube resolveu isto explicando a um futebolista a estrutura salarial.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
«Se nos vão ganhar, que não seja porque alguém aqui não se quis chatear.» Levantou-se e disse-o à frente de todos, e isso é algo que um grupo recorda de um homem durante anos.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Iván Morales treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Diego Pérez pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
O castigo está cumprido e ele volta a estar disponível. Quem tem jogado no lugar dele teve quinze dias para apresentar um argumento, e o treinador tem agora de decidir se foi bom.
Aos 36 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.35 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Plantel07/11/2033
Javi Puado sofre uma lesão muscular — 17 dias de fora
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 17 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
Tem 18 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 85. O Real Avilés tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Victor Aznar sai dessa comparação dentro da equipa, e o Real Sociedad B beneficiou de cada uma dessas tardes.
200 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Markel Soto e o Real Sociedad B acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Jon Garro assinar alguma coisa — um contrato no Real Sociedad B ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Colocado numa posição que não é a sua, ou substituído antes da hora uma vez de mais: Carlos Soler deixou claro que não gosta da forma como o Real Sociedad B o está a utilizar. Os treinadores sabem destas coisas muito antes da imprensa.
Os números não ficam secretos num balneário. Não está a pedir mais do que vale; está a perguntar porque é que alguém ao lado dele vale mais, e o Real Sociedad B não tem uma boa resposta.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
«Se nos vão ganhar, que não seja porque alguém aqui não se quis chatear.» Levantou-se e disse-o à frente de todos, e isso é algo que um grupo recorda de um homem durante anos.
Em resumo
Notas dos jogadoresO apito seguiu Igor Zubeldia por todo o lado
O bancoLucas Diez pede uma conversa com o treinador
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Roberto Alonso será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Real Sociedad B as despedidas começaram em silêncio.
Aos 36 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.07 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
100 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
15 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Gorka Gorosabel assinar alguma coisa — um contrato no Real Sociedad B ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Deslocado, substituído antes da hora, a correr o que é dos outros: Javi Puado está farto de ser útil e gostava de ser titular. Em Real Sociedad B sabem, e sabem há semanas.
Avaliado com 7.33. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Igor Zubeldia subiu nela.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
A jogar fora da posição, substituído à hora de jogo, obrigado a ser alguém que não é — os detalhes variam e o humor não. O Real Sociedad B tem um jogador a fazer o seu trabalho sob protesto.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Jon Garro assinar alguma coisa — um contrato no Real Sociedad B ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
«Se nos vão ganhar, que não seja porque alguém aqui não se quis chatear.» Levantou-se e disse-o à frente de todos, e isso é algo que um grupo recorda de um homem durante anos.
O Real Sociedad B fez saber ao mercado que Diego Pérez está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
Segue-se, em casa, o Getafe, que chega no 5.º lugar. O tipo de jogo sobre o qual uma época se constrói em silêncio, ou em que perde a forma em silêncio.
Em resumo
PlantelOs relatórios de treino sobre Jaime Rey não são bons
Aos 36 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
9 ações combinadas e 6.70. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Gorka Gorosabel treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
50 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Real Sociedad B perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Coba treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
Yangel Herrera lesiona os ligamentos do joelho — 72 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 72 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Real Sociedad B já se começa a dizer o nome dele no passado.
A proposta do Zamora por Javi Puado foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
416 jogos ao longo de 13 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Real Sociedad B sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
79 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Real Sociedad B perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Verba acordada, salário acordado, e o Sabadell à espera com uma camisola. No Real Sociedad B ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
A proposta do Famalicao por Victor Aznar foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Posição 3, 84 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Real Sociedad B, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Yangel Herrera lesiona os ligamentos do joelho — 93 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 93 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Sabadell tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Yangel Herrera lesiona os ligamentos do joelho — 121 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 121 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Real Sociedad B perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A proposta do Cádiz por Coba foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Real Sociedad B sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Roberto Alonso treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Faltam 1 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Real Sociedad B pode pedir e sobe o salário que Cristian Caballero pode exigir.
Os números não ficam em segredo num vestiário e nunca ficaram. Não pede mais do que vale: pergunta por que o do lado vale mais, e no Real Sociedad B essa pergunta é mais difícil de responder.
151 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Real Sociedad B perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Antonio Giménez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Real Sociedad B as despedidas começaram em silêncio.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Antonio Giménez, e o treinador deixou.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Real Sociedad B sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.92 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Uma média de 7.28 na época, com 4 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Coba: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Real Sociedad B a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Dos campos da formação para uma ficha de jogo da equipa principal aos 21 anos. A estreia é a parte fácil; o segundo jogo é o que todos os jovens têm de merecer.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Real Sociedad B sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Real Sociedad B ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Luken Beitia e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
4 golos e uma média de 7.29 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Noventa minutos, zero golos, e a discussão começou antes de o parque de estacionamento esvaziar: um ponto somado ou dois deitados fora contra o Real Avilés? Na quinta-feira ainda vai haver quem discuta.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Real Sociedad B sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Há golos que ganham jogos e golos que os tiram a alguém. Javi Puado marcou ao minuto 89, o Unionistas já pensava na viagem de regresso, e o Real Sociedad B levou tudo.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Cristian Caballero tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Roberto Alonso, e o treinador deixou.
Diego Pérez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Uma média de 7.28 na época, com 4 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Victor Aznar não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
A primeira derrota em 10 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Ceuta; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
O jogo que o resto da divisão espera com mais vontade do que qualquer das duas equipas envolvidas. Ambas sabem que uma vitória muda a época e uma derrota não a acaba, e é isso que o torna difícil de jogar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Uma média de 7.28 na época, com 4 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Real Sociedad B ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Coba estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Cristian Caballero tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Avaliado com 8.69. Há carreiras inteiras sem uma única tarde assim, e ele acabou de ter uma à frente de todo o Real Sociedad B.
Jogo20/11/2032
O Real Sociedad B torna a sua casa um sítio difícil de visitar
8 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Coba treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
23 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Real Sociedad B perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A série sem derrotas chega aos 14 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
3‑0, e a margem não enganou ninguém — aguentava mais um golo ou dois sem protesto. É por tardes assim que as pessoas continuam a vir.
Notas dos jogadores08/11/2032
Carlos Soler, 35 anos, faz recuar o relógio — 8.20
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.20 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Real Sociedad B terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Diego Pérez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Jon Garro está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
38 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Real Sociedad B perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Real Sociedad B ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
A série sem derrotas chega aos 11 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Coba estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Javi Puado. 1‑0 sobre o Osasuna Promesas, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Coba: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Real Sociedad B a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
A série sem derrotas chega aos 8 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O Villarreal B defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.
4 tentativas, nenhuma lá dentro. Esteve nos sítios certos a tarde toda, que é a parte difícil, e fez mal a parte fácil: com isso um treinador consegue viver.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Cristian Caballero treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Deslocado, substituído antes da hora, a correr o que é dos outros: Carlos Soler está farto de ser útil e gostava de ser titular. Em Real Sociedad B sabem, e sabem há semanas.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Mateo Mejía pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Uma cara nova na posição dele e uma camisola que julgava sua de repente em discussão. O Real Sociedad B não prometeu nada, que é o que os clubes prometem nesta fase.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Real Sociedad B sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jon Eceizabarrena está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A proposta do Eldense por Javi Puado foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
350 jogos ao longo de 8 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Real Sociedad B coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jon Eceizabarrena estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Cristian Caballero treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Quando isto acontece nada se anuncia, e toda a gente sabe. É uma parte maior do plano do Real Sociedad B do que era há um mês, e o centro de treinos percebeu-o antes de a ficha de jogo o dizer.
Em resumo
PlantelAlguém anda atrás da camisola de Carlos Soler
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Aihen Muñoz e o Real Sociedad B acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jon Eceizabarrena está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Real Sociedad B terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.