Os adeptos organizam-se contra a direção do Cerro Largo
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 26 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Cerro Largo já se começa a dizer o nome dele no passado.
7.07, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Sebastián Assis e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O Cerro Largo perguntou e o Miramar Misiones disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A raiva no Cerro Largo transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Cerro Largo, e não vai ser retirado.
Jogo16/04/2029
Para o Cerro Largo, cada ponto é agora uma discussão
Posição 14 e 8 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
Sebastián Assis e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Agustín Pérez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A raiva no Cerro Largo transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Tiziano Correa agarrou este contra o Lito. 3‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Cerro Largo.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Cerro Largo podem fingir não ter ouvido.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.65 para o resto.
Sebastián Assis e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Participação em 2 golos, de um jogador que passou noventa minutos a fazer aquilo que um treinador quer mesmo: estar onde a bola ia acabar. 7.98 ao lado do nome.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Pedro González, e o treinador deixou.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Cerro Largo
Notas dos jogadoresDiego Simoes em notas de excelência
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Hajduk Split tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Sebastián Assis esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Mauro Rolando acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Cerro Largo substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
«Estamos muito longe um do outro, e fingir o contrário não ajuda ninguém.» Nada se moveu, e o calendário não joga a favor do clube.
Plantel05/02/2029
Agustín Pérez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Plantel05/02/2029
7 caras novas e o Cerro Largo ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Bruno Hernández está nela.
Quando isto acontece nada se anuncia, e toda a gente sabe. É uma parte maior do plano do Cerro Largo do que era há um mês, e o centro de treinos percebeu-o antes de a ficha de jogo o dizer.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Cerro Largo podem fingir não ter ouvido.
Direção29/01/2029
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Cerro Largo
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Leonardo Amaral será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Cerro Largo as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cerro Largo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Toda a gente deixou de fingir: o Hajduk Split vai fazer a chamada por Pedro González esta semana. O Cerro Largo tem um número em mente, e o número não é tímido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Briam Acosta está nela.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Cerro Largo sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cerro Largo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Ninguém no Cerro Largo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
A tabela consulta-se antes de os resultados estarem fechados, o que é sempre o sinal. No Cerro Largo ninguém diz a palavra e todos os jogadores seniores da casa a pensam.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Cerro Largo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Sebastián Assis e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Ninguém no Cerro Largo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Cerro Largo, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Pedro González. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.