Fábio Santos lesiona os ligamentos do joelho — 106 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 106 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Nova Iguaçu podem fingir não ter ouvido.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Nova Iguaçu nada responderam, o que também é uma resposta.
Plantel02/07/2035
Palavras no treino do Nova Iguaçu sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Bruno Díaz está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Floresta fica com o seu homem, e o Nova Iguaçu volta a uma lista com um nome riscado.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
113 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Nova Iguaçu perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Nova Iguaçu ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Nova Iguaçu já se começa a dizer o nome dele no passado.
Arthur Neves e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel25/06/2035
Bruno Díaz desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Nova Iguaçu perguntou e o Náutico disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Nova Iguaçu perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Nova Iguaçu, e não vai ser retirado.
Máximo Ramón esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel18/06/2035
Palavras no treino do Nova Iguaçu sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Arthur Neves está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Santos fica com o seu homem, e o Nova Iguaçu volta a uma lista com um nome riscado.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Nova Iguaçu, e 9 jogos em 27 dizem que merece ser ouvido.
O banco18/06/2035
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑2, ditas por Willian Rodrigues a uma sala que já as tinha ouvido.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Adriano marcou, foi avaliado com 7.95 e voltou antes de alguém dar pela falta.
As regras permitem-no e dói na mesma. Renan Cosenza acertou condições com o Coritiba para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Nova Iguaçu coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Dribles concretizados: 21. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
Plantel11/06/2035
Joel Lapadula consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Joel Lapadula acabou de assinar pelo Nova Iguaçu e, por uma vez, a resposta importava.
Plantel11/06/2035
Bruno Díaz desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Bragantino pagou $62.0K e o Nova Iguaçu aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
A proposta do Grêmio por Gustavinho foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Nova Iguaçu, e não vai ser retirado.
Máximo Ramón e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O interesse é real o suficiente para ter chegado aos jornais. O Nova Iguaçu nada diz, o que em pleno mercado também é uma resposta.
Plantel04/06/2035
Bruno Díaz desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
100 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
18 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Nova Iguaçu perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Plantel28/05/2035
Joseph Ruiz desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
O banco28/05/2035
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Willian Rodrigues escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Arthur Neves lesiona os ligamentos do joelho — 25 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 25 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O Nova Iguaçu marcou aos 111, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 8 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
O mais difícil de ter 18 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Cristiano Pacheco não precisou: 8.00, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.26 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Santiago Del Valle será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Nova Iguaçu as despedidas começaram em silêncio.
Dribles concretizados: 24. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Arthur Neves lesiona os ligamentos do joelho — 33 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 33 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Nova Iguaçu, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Nova Iguaçu coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel14/05/2035
Bruno Díaz desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Toda a gente no Nova Iguaçu viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 35 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Nova Iguaçu, e 4 jogos em 22 dizem que merece ser ouvido.
O banco14/05/2035
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Willian Rodrigues saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
41 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Nova Iguaçu perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Nova Iguaçu falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Nova Iguaçu ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Arthur Neves e o Nova Iguaçu acertam mais 3 anos.
Já são 7 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Arthur Neves e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Arthur Neves lesiona os ligamentos do joelho — 50 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 50 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Alexis Saavedra produziu-o, e o 8.65 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Plantel30/04/2035
27 dias de fora para Roberto Souza depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Nova Iguaçu vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.23 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Nova Iguaçu e do ABC por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Plantel30/04/2035
Bruno Díaz desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Arthur Neves lesiona os ligamentos do joelho — 57 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 57 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
4‑1, e Adriano ficou com os títulos numa tarde em que tudo correu bem ao Nova Iguaçu. Tardes assim contam-se o inverno inteiro.
Plantel23/04/2035
34 dias de fora para Roberto Souza depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Nova Iguaçu vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.22 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Nova Iguaçu, e não vai ser retirado.
As regras permitem-no e dói na mesma. Santiago Del Valle acertou condições com o Náutico para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Máximo Ramón esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Nova Iguaçu
72 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Nova Iguaçu perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Nova Iguaçu falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Nova Iguaçu ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Nova Iguaçu, e não vai ser retirado.
O Avaí vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Ryan pré-acordou a mudança para o Nova Iguaçu, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bruno Díaz estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Bruno Díaz, e o treinador deixou.
Bill e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Nova Iguaçu, mais uma semana sem a assinatura de Gustavinho.
79 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Nova Iguaçu perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Nova Iguaçu falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Direção02/04/2035
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Nova Iguaçu
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
Arthur Neves e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel02/04/2035
Palavras no treino do Nova Iguaçu sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Bruno Díaz está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Nova Iguaçu, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
MercadoContinua sem haver assinatura de Gustavinho
86 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Nova Iguaçu perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Plantel26/03/2035
63 dias de fora para Roberto Souza depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Nova Iguaçu vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Alexis Saavedra e o Nova Iguaçu acertam mais 3 anos.
Arthur Neves esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Gustavinho, e o treinador deixou.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Nova Iguaçu, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Gustavinho assinar alguma coisa — um contrato no Nova Iguaçu ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Em resumo
O bancoLuiz Amaral tornou-se um homem de confiança do treinador
101 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Nova Iguaçu perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Plantel12/03/2035
77 dias de fora para Roberto Souza depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Nova Iguaçu vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Nova Iguaçu ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Máximo Ramón e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bruno Díaz estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Nova Iguaçu, e 0 jogos em 13 dizem que merece ser ouvido.
117 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Nova Iguaçu perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Plantel26/02/2035
92 dias de fora para Roberto Souza depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Nova Iguaçu vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Máximo Ramón esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel26/02/2035
Bruno Díaz desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Nova Iguaçu sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Luiz Amaral está nela.
124 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Nova Iguaçu perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 14 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Nova Iguaçu, e não vai ser retirado.
Plantel19/02/2035
Uma transferência que Alex Viana teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Alex Viana está a viver essa versão no Nova Iguaçu, e costuma notar-se no primeiro mês.
Plantel19/02/2035
Palavras no treino do Nova Iguaçu sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Bruno Díaz está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Arthur Augusto assinar alguma coisa — um contrato no Nova Iguaçu ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
131 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Nova Iguaçu perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 22 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Nova Iguaçu podem fingir não ter ouvido.
Arthur Neves e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel12/02/2035
Caio Carvalho consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Caio Carvalho acabou de assinar pelo Nova Iguaçu e, por uma vez, a resposta importava.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Fabiano acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Nova Iguaçu substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
“Vejo todos os jogos do Nova Iguaçu daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Capital segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
138 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Nova Iguaçu perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Nova Iguaçu vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Nova Iguaçu está a esgotar-se.
Arthur Neves e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel05/02/2035
Bruno Díaz desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Nova Iguaçu, mais uma semana sem a assinatura de Arthur Augusto.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Nova Iguaçu vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Nova Iguaçu, e não vai ser retirado.
Arthur Neves esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bruno Díaz estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Toda a gente no Nova Iguaçu viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 34 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Gustavinho assinar alguma coisa — um contrato no Nova Iguaçu ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Luiz Amaral está nela.
Bruno Díaz consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Bruno Díaz acabou de assinar pelo Nova Iguaçu e, por uma vez, a resposta importava.
Máximo Ramón e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel15/01/2035
Bruno Díaz desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Palmeiras fica com o seu homem, e o Nova Iguaçu volta a uma lista com um nome riscado.
“Vejo todos os jogos do Nova Iguaçu daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Capital segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Plantel15/01/2035
No Nova Iguaçu ainda são estranhos uns para os outros
5 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Verba acordada, salário acordado, e o Rubio Nu à espera com uma camisola. No Nacional ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Nacional, e não vai ser retirado.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Sebastián Vargas quer futebol continental; se o Nacional o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Nacional ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Diego Duarte esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Dribles concretizados: 22. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Plantel12/06/2034
Alexis Cantero desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Nacional perguntou e o River Plate disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Sebastián Vargas e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel30/01/2034
Diego Duarte desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Alexis Cantero está nela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Bruno Díaz, e o treinador deixou.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Luigi Ortiz treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Francisco Mongelos fez a conta e não gosta do resultado. Nada corrói um grupo mais depressa, e nenhum clube resolveu isto explicando a um futebolista a estrutura salarial.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Víctor Barona será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Nacional as despedidas começaram em silêncio.
Diego Duarte e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Plantel12/09/2033
Alexis Cantero desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
11 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Diego Duarte está nela.
6 jogos no Sportivo Ameliano e os golos deixaram de entrar. O Nacional emprestou um guarda-redes e vê a época de outro clube melhorar todas as semanas.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Nacional falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Nacional ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Nacional coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel22/08/2033
Uma transferência que Bruno Díaz teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Bruno Díaz está a viver essa versão no Nacional, e costuma notar-se no primeiro mês.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alexis Cantero estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Santiago Bogace acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Nacional substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Sebastián Vargas está nela.