81 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O 12 de Junio perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Dois golos e um 8.34 a acompanhar. Os avançados são julgados por tardes como esta e recordados por muito menos delas do que se imagina.
Notas dos jogadores17/07/2028
Thiago Drago, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.71
Um 7.71 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Sol de America fica com o seu homem, e o 12 de Junio volta a uma lista com um nome riscado.
Fernando Galeano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Três pontos para o 12 de Junio: um 2‑0 diante do Rubio Nu num duelo decidido por pormenores.
Jogo15/07/2028
O 12 de Junio torna a sua casa um sítio difícil de visitar
8 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do 12 de Junio sobre quem trabalha
Carlos Romero lesiona os ligamentos do joelho — 138 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 138 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 7 golos entre o 12 de Junio e o Tacuary, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Alberto Montiel e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
20 pontos à viragem. A primeira volta de uma época é uma promessa; a segunda é uma fatura, e a cidade está prestes a descobrir qual das duas foi esta.
O banco22/05/2028
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 3‑4, ditas por Fernando Valdez a uma sala que já as tinha ouvido.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do 12 de Junio sobre quem trabalha
Carlos Romero e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel27/03/2028
Jesús Servín desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de 12 de Junio foi explícito quanto à situação de Diego Aranda, o que é mais do que muitos recebem.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Mathías León está nela.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Carlos Romero treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Carlos Romero: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o 12 de Junio a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Em resumo
PlantelOs relatórios de treino sobre Lucas Amarilla não são bons
Alberto Montiel e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel28/02/2028
Palavras no treino do 12 de Junio sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Giovanni Matteo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Miguel Pereira, e o treinador deixou.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 0‑0, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O Sportivo Carapegua defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.
Vestiu a outra camisola. No sábado joga contra o Deportivo Capiata com esta, e tudo o que disser esta semana sobre ser um jogo como os outros será mentira.
Colocado numa posição que não é a sua, ou substituído antes da hora uma vez de mais: Jorge Colmán deixou claro que não gosta da forma como o 12 de Junio o está a utilizar. Os treinadores sabem destas coisas muito antes da imprensa.
As contas estão a ser lidas com mais atenção do que os resultados. Salários antes de ambição é a ordem do dia, e o treinador já foi informado.
Plantel17/01/2028
Lucas Amarilla desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Carlos Romero esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Jorge Colmán assinar alguma coisa — um contrato no 12 de Junio ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Em resumo
PlantelAlguém anda atrás da camisola de Luis Becerra
Alberto Montiel e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel10/01/2028
Palavras no treino do 12 de Junio sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lucas Amarilla está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em 12 de Junio, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Cristián Magaña tem 37 e já não tem nada a provar. O que lhe resta é saber onde se colocar, quando baixar o ritmo e o que dizer ao intervalo, e nada disso aparece num gráfico físico.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o 12 de Junio terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Uma cara nova na sua posição e, de repente, Miguel Pereira tem de reconquistar o que julgava seu. O 12 de Junio não prometeu nada — nesta fase raramente promete.
Bryan Bentaberry esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Luis Becerra estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Plantel18/01/2027
Demasiada mudança demasiado depressa no 12 de Junio
9 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Juan Villamayor lesiona os ligamentos do joelho — 60 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 60 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Alberto Montiel e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel23/11/2026
6 caras novas e o 12 de Junio ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
117 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O 12 de Junio perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Mathías León está nela.
Agora parece alguém que vive aqui e não alguém que vem trabalhar aqui. Levou quase uma temporada inteira, e no 12 de Junio a diferença vê-se da última fila.