107 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Persebaya perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Abu Kamara será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Persebaya as despedidas começaram em silêncio.
Remco Balk esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Persebaya sabem-no.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Pedro Matos, e o treinador deixou.
O Arema vai querer esquecer isto depressa: 5‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Persebaya foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Chris Nduwarugira será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Persebaya as despedidas começaram em silêncio.
Aos 36 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.99 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Persebaya coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o Persebaya e o Arema, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Plantel15/09/2031
Felipe Cauã consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Felipe Cauã acabou de assinar pelo Persebaya e, por uma vez, a resposta importava.
Remco Balk esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Persebaya sabem-no.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Persebaya, mais uma semana sem a assinatura de Parvizjon Umarbaev.
Plantel08/09/2031
No Persebaya ainda são estranhos uns para os outros
6 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Rodrigo Real não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
O Persebaya perguntou e o Persib disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Persebaya ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Persebaya podem fingir não ter ouvido.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Witan Sulaeman produziu-o, e o 8.00 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Júnior Brandão e o Persebaya acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Remco Balk esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Persebaya ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Persebaya podem fingir não ter ouvido.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Persebaya já se começa a dizer o nome dele no passado.
A proposta do PSBS Biak por Adam Przybek foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Persebaya coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 15 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Theo Leeming e o Persebaya acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Persebaya perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Semen Padang tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.35 aos 36, e ninguém no campo esteve melhor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Abu Kamara será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Persebaya as despedidas começaram em silêncio.
Jogo21/06/2031
Ninguém quer jogar contra o Persebaya neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
5 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
O Persebaya torna a sua casa um sítio difícil de visitar
31 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
48 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Persebaya perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
15 golos e uma média de 7.46 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Persebaya vai falar em 14 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
55 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Persebaya perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A série sem derrotas chega aos 12 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Persebaya ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Theo Leeming tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
O Persebaya torna a sua casa um sítio difícil de visitar
27 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Plantel03/03/2031
Francisco Rivera lesiona os ligamentos do joelho — 107 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 107 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O Persijap vai querer esquecer isto depressa: 5‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Persebaya foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Dois golos e um 9.26 a acompanhar. Os avançados são julgados por tardes como esta e recordados por muito menos delas do que se imagina.
Plantel03/03/2031
34 dias de fora para Andy Setyo depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Persebaya vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Já são 6 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Persebaya, e não vai ser retirado.
Notas dos jogadores03/03/2031
Mathew Baker, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.61
Um 7.61 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Dion Markx será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Persebaya as despedidas começaram em silêncio.
Remco Balk esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Dion Markx estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Persebaya ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Emprestados23/12/2030
O empréstimo de Adam Przybek mede-se pelo que não acontece
12 balizas a zeros em 34 jogos no PSM. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Persebaya coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Tem 21 anos, média de 7.00, e os profissionais mais velhos começaram a dar-lhe a bola nos minutos difíceis. Essa última parte é o verdadeiro relatório de observação.
Plantel09/12/2030
Palavras no treino do Persebaya sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Remco Balk está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Júnior Brandão está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Júnior Brandão assinar alguma coisa — um contrato no Persebaya ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Em resumo
O bancoTheo Leeming pede uma conversa com o treinador
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Franco Pérez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Persebaya as despedidas começaram em silêncio.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Júnior Brandão e o Persebaya acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Miloš Raičković estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Isah Yahaya Buhari, e o treinador deixou.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Persebaya sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Icaro Mendes será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Persebaya as despedidas começaram em silêncio.
Remco Balk esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
As contas são de leitura incómoda. Primeiro os salários, depois a ambição: é essa a ordem no Persebaya.
Plantel21/10/2030
Palavras no treino do Persebaya sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Miloš Raičković está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Persebaya ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco21/10/2030
Miguel Pereira tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Persebaya dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Persebaya terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Persebaya sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Em resumo
MercadoContinua sem haver assinatura de Dion Markx
30 golos e uma média de 7.83 na época. Uma forma destas nota-se muito para lá desta cidade.
Jogo27/07/2030
O Persebaya torna a sua casa um sítio difícil de visitar
19 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
91 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Persebaya perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.84 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Franco Pérez regressa a Persebaya com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
Remco Balk esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.