“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Tobias Elyounoussi, e o treinador deixou.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Tobias Bjørnebye: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Aalesund a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Endre Osenbroch treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Sander Kartum assinar alguma coisa — um contrato no Aalesund ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
14.º lugar para os anfitriões, uma viagem longa para a bancada visitante, e um jogo que vai parecer banal no papel até ao momento em que deixar de o ser.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Aalesund pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Plantel27/09/2027
Ulrik Fredriksen desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nota 7.68 numa tarde que correu do primeiro ao último apito. Falhasse o que falhasse ao Aalesund, o melhor em campo era deles.
O banco27/09/2027
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Erling Svensson, sobre uma vitória por 1‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 1‑0, Erling Svensson podia dar-se ao luxo de ser generoso.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Philip Storås tem a sua resposta do Aalesund; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
O banco20/09/2027
Adrian Rogulj tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Aalesund dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Emil Engqvist assinar alguma coisa — um contrato no Aalesund ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Sander Kartum
Ulrik Fredriksen desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Aalesund, e 1 jogos em 5 dizem que merece ser ouvido.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Sander Kartum assinar alguma coisa — um contrato no Aalesund ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Aalesund terá de responder com minutos ou com uma transferência.
147 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Aalesund perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.99 para o resto.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Janus Seehusen e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 1‑0, Erling Svensson podia dar-se ao luxo de ser generoso.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Tor Erik Larsen está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 29 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Tobias Bjørnebye marcou, foi avaliado com 7.19 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Aalesund coisas que levam mais de uma semana a retirar.
5 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Plantel12/04/2027
Palavras no treino do Aalesund sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Uba Charles está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A formação existe exatamente para esta manhã. Erling Riise passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Ulrik Fredriksen está a viver essa versão no Aalesund, e costuma notar-se no primeiro mês.
Uba Charles esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A forma vai e vem; esta não foi. Philip Storås tem 19 anos, e a versão que treina agora não teria entrado na equipa em que estava há um ano.
Plantel04/01/2027
Palavras no treino do Aalesund sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ulrik Fredriksen está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Max Nielsen, e o treinador deixou.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Paul Ngongo assinar alguma coisa — um contrato no Aalesund ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Aos 19 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Plantel12/10/2026
Elias Hagen desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Aalesund coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Simen Haram, e o treinador deixou.
Ninguém no Aalesund dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Cheikh Mbacke Diop treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Paul Ngongo assinar alguma coisa — um contrato no Aalesund ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Ivan Djantou apontou a data.