Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Eddy Doué produziu-o, e o 7.98 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O São João de Ver pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Leandro Soares e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Ser difícil de bater não é o mesmo que ganhar, mas 6 jogos sem derrota são uma base que o São João de Ver não tinha no outono.
Plantel14/12/2026
Nailson desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 12 ações, 7.28, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
O jogo que o resto da divisão espera com mais vontade do que qualquer das duas equipas envolvidas. Ambas sabem que uma vitória muda a época e uma derrota não a acaba, e é isso que o torna difícil de jogar.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Jackson Jaramillo produziu-o, e o 8.90 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Eddy Doué não precisou: 7.61, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no São João de Ver coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel07/12/2026
Tobías Medina desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Jackson Jaramillo. 2‑1 sobre o Marco 09, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
O prémio é pouca coisa com um significado pesado: durante quatro semanas ninguém neste escalão fez melhor o seu trabalho. São João de Ver têm o troféu numa prateleira e o jogador na equipa.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no São João de Ver coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nailson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Aos 20 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Há uma impotência muito própria em sofrer 2 vezes antes do minuto vinte. O Sanjoanense tentou reorganizar-se, o São João de Ver não deixou, e o resultado estava escrito muito antes de ser confirmado.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Estrela da Amadora pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Dominik Prpić e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Leo Ceara estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Leandro Antonetti, e o treinador deixou.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Segue-se o Casa Pia, e há um homem no balneário do Estrela da Amadora que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Estrela da Amadora. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
11 jogos no Amarante e os golos deixaram de entrar. O Estrela da Amadora emprestou um guarda-redes e vê a época de outro clube melhorar todas as semanas.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 37 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Tobías Medina está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para JP Martins, e o treinador deixou.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O São João de Ver disse a Eddy Doué que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
21 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑2, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
1‑2 frente ao Pacos de Ferreira, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 77 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Nailson esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 20 anos que sente como seu. Eddy Doué tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Fran Delgado estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Estrela da Amadora fez a parte difícil com o Kashima Antlers, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Verba acordada, salário acordado, e o Marco 09 à espera com uma camisola. No Estrela da Amadora ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
$2.6M era o máximo que o clube pagaria, e o Vitoria Guimaraes pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
O Estrela da Amadora foi ao Académico de Viseu com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Abraham Marcus e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.