Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Real Murcia falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lorenzo Gori será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Real Murcia as despedidas começaram em silêncio.
Alvos de mercado23/06/2036
$430.0K põem os clubes de acordo sobre Vicente Sosa
O Celta aceitou o dinheiro. O que o Real Murcia ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Real Murcia podem fingir não ter ouvido.
O Mérida queria mais do que $22.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Thiago Segura, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Timur Minets estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Real Murcia ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O Real Murcia foi ao Valencia com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Bartosz Mazurek e o Real Murcia acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
$460.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Real Sociedad pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Real Murcia coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Real Murcia perguntou e o Ponferradina disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Timur Minets estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
8.º lugar com 59 pontos. Todas as épocas são uma história e esta é a última linha dela, e agora o clube tem três meses para decidir de que fala a próxima.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.15 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bartosz Mazurek estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Máximo Murcia, e o treinador deixou.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Iván Peña e o Real Murcia acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Real Murcia já falam dele no passado.
Jogo08/03/2036
Não se vê o fim da espera do Real Murcia por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Real Murcia tem de arrancar um resultado de algum lado.
4 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. Thiago Segura volta a ser jogador do Real Murcia, e a cidade tem a sua história do verão.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Real Murcia coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel10/03/2036
Timur Minets desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Em resumo
O bancoThiago Segura volta a ter um treinador que o conhece
19 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Real Murcia perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Real Murcia ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Maxim Balakhonov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Real Murcia vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Espanyol pode já não estar a vender.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Timur Minets estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Timur Minets, e o treinador deixou.
Dribles concretizados: 14. Havia sempre um defesa à frente dele, e nunca houve um defesa à frente dele por muito tempo.
O banco18/02/2036
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Ricardo Ramos escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Andrés Cano lesiona os ligamentos do joelho — 40 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 40 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A proposta seguiu esta semana para o Espanyol, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Real Murcia foi ao Espanyol com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O aperto de mão com o Celta está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Ilarion Tuhai e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Real Murcia ofereceu $210.0K; o Espanyol disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Plantel21/01/2036
Palavras no treino do Real Murcia sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Bartosz Mazurek está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Mérida fica com o seu homem, e o Real Murcia volta a uma lista com um nome riscado.
23 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Real Murcia perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Pape Guèye será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Real Murcia as despedidas começaram em silêncio.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.58 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Jogo01/12/2035
O Real Murcia torna a sua casa um sítio difícil de visitar
10 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e David Larrubia estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Ziad Kamal lesiona os ligamentos do joelho — 30 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 30 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há um silêncio muito próprio: o de um estádio a ver dissolver-se uma posição vencedora. O Algeciras continuou a vir porque nada o travou, e ao Real Murcia vão perguntar pela última meia hora a semana inteira.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Real Murcia ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Maxim Balakhonov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e David Larrubia estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Maxim Balakhonov, e o treinador deixou.
O banco26/11/2035
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 2‑3, ditas por Ricardo Ramos a uma sala que já as tinha ouvido.
38 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Real Murcia perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Maxim Balakhonov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel19/11/2035
Bartosz Mazurek desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Emanuel Quiroga, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Real Murcia. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Carlos Richards assinar alguma coisa — um contrato no Real Murcia ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
52 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Real Murcia perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Pape Guèye será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Real Murcia as despedidas começaram em silêncio.
Ilarion Tuhai e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel05/11/2035
Palavras no treino do Real Murcia sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. David Larrubia está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ilarion Tuhai, e o treinador deixou.
80 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Real Murcia perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Real Murcia ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 14 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Pape Guèye e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Pablo Sosa e o Real Murcia acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Real Murcia, mais uma semana sem a assinatura de Ilarion Tuhai.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Ricardo Ramos depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
117 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Real Murcia perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Plantel03/09/2035
50 dias de fora para Pablo Iglesias depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Real Murcia vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
O Real Murcia e o Betis acertaram em $1.4M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
O interesse é real o suficiente para ter chegado aos jornais. O Real Murcia nada diz, o que em pleno mercado também é uma resposta.
Direção03/09/2035
O Real Murcia fecha o mercado com um plantel feito por si
19 entradas e 19 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Maxim Balakhonov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Real Murcia podem fingir não ter ouvido.
O Real Murcia tinha feito tudo menos convencer o próprio. Fica no Zaragoza, e o treinador volta à estaca zero com o dinheiro ainda no banco.
Plantel30/07/2035
Palavras no treino do Real Murcia sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. David Larrubia está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Verba acordada, salário acordado, e o Levante à espera com uma camisola. No Real Murcia ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
18 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Real Murcia perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Real Murcia ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Thiago Segura e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Timur Minets e o Real Murcia acertam mais 3 anos.
Plantel16/07/2035
Bartosz Mazurek desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Valencia fica com o seu homem, e o Real Murcia volta a uma lista com um nome riscado.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bartosz Mazurek estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O prémio é pouca coisa com um significado pesado: durante quatro semanas ninguém neste escalão fez melhor o seu trabalho. Real Murcia têm o troféu numa prateleira e o jogador na equipa.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Real Murcia, mais uma semana sem a assinatura de Ilarion Tuhai.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Carlos Richards está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Ilarion Tuhai treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Real Murcia sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
18 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Maxim Balakhonov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel19/03/2035
Jonás Luna desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Real Murcia ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Josip Cundeković, e o treinador deixou.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Real Murcia joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
A primeira derrota em 12 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Eldense; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Jonás Luna e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Manuel Caviglia e o Real Murcia acertam mais 4 anos.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jordi Palacios estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A porta ficou fechada muito depois do apito final. O que ali se disse é com eles; se resultou, decide-se no sábado.
Plantel12/03/2035
No Real Murcia ainda são estranhos uns para os outros
8 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.