Para o Los Andes, cada ponto é agora uma discussão
Posição 18 e 11 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Los Andes coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sebastián Arias estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Juan Pablo Arias treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Em resumo
O bancoTomás Benardoni tornou-se um homem de confiança do treinador
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Los Andes podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Los Andes coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O treinador tem uma lista e a direção pôs-lhe uma condição. Não é uma crise — metade do futebol funciona assim — mas decide qual dos dois leva a sua avante em agosto.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Juan Pablo Arias pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Iván Paniagua. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Los Andes está a esgotar-se.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Los Andes, e não vai ser retirado.
Benjamín Morales e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel12/11/2029
Sebastián Arias desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Benjamín Morales esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Prefiro dizer-lho na cara do que ler no jornal.» A reunião foi pedida pelo jogador, e isso diz quase tudo.
O banco29/10/2029
Tomás Benardoni tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Los Andes dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Los Andes, e não vai ser retirado.
Benjamín Morales e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sebastián Arias estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Juan Pablo Arias treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Los Andes
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Los Andes, e não vai ser retirado.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Mauricio Asenjo e o Los Andes acertam mais 2 anos.
Julián Navas e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Juan Pablo Arias treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Los Andes coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel01/10/2029
Sebastián Arias desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Tomás Benardoni está nela.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Los Andes, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Los Andes coisas que levam mais de uma semana a retirar.
1‑2 para o Racing, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
Plantel24/09/2029
Sebastián Arias desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Los Andes está a esgotar-se.
Verba acordada, salário acordado, e o Vorskla à espera com uma camisola. No Los Andes ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Los Andes, e não vai ser retirado.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Los Andes coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
AntevisãoO Los Andes defronta o Racing no jogo que mais conta
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Los Andes, e não vai ser retirado.
Benjamín Morales e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
5 jogos, dois ou mais sofridos em todos eles. Equipas que criam tanto podem viver com isso durante algum tempo. Ninguém vive com isso para sempre.
Jogo25/08/2029
Ninguém conseguiu parar de marcar
7 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Los Andes e do Quilmes por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Los Andes coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Não há pior forma de perder um futebolista. Franco Ali pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
7 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Los Andes e do San Miguel por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Benjamín Morales e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
3 defesas não encerram a discussão sobre de quem foi a culpa, e a discussão vai durar a semana toda. Os guarda-redes carregam estes resultados, cause-os quem os causar.
Plantel13/08/2029
Sebastián Arias desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Los Andes podem fingir não ter ouvido.
Joaquín Flores e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Dribles concretizados: 17. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Benjamín Morales, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Minuto 88, meio estádio já a caminho da saída, e Tomás Benardoni decidiu que ninguém ia a lado nenhum. O Alvarado não teve tempo para responder.
Direção23/07/2029
O Los Andes fecha o mercado com um plantel feito por si
1 entradas e 7 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Mercado23/07/2029
Tão perto: a transferência de Tomás Benardoni morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Morón seguiu em frente, Tomás Benardoni apresenta-se de volta no Los Andes, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
O Los Andes perguntou e o Talleres disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Benjamín Morales e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não se vê o fim da espera do Los Andes por uma vitória
Já são 23 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Los Andes tem de arrancar um resultado de algum lado.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
1‑5 para o Madryn, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 8 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Facundo Villarreal será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Los Andes as despedidas começaram em silêncio.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Los Andes, e não vai ser retirado.
As regras permitem-no e dói na mesma. Facundo Villarreal acertou condições com o Defensa y Justicia para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Não se vê o fim da espera do Los Andes por uma vitória
Já são 22 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Los Andes tem de arrancar um resultado de algum lado.
Um 2‑5 imposto pelo Gimnasia y Tiro é o tipo de resultado que esvazia o estádio muito antes do apito final.
Jogo09/07/2029
Para o Los Andes, cada ponto é agora uma discussão
Posição 18 e 8 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Los Andes podem fingir não ter ouvido.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 7 golos entre o Los Andes e o Gimnasia y Tiro, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Colegiales fica com o seu homem, e o Los Andes volta a uma lista com um nome riscado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Los Andes podem fingir não ter ouvido.
O Los Andes perguntou e o Colón disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A série chega a 19 e as perguntas em torno do Los Andes já não são delicadas.
As bancadas18/06/2029
Os adeptos organizam-se contra a direção do Los Andes
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Los Andes, e não vai ser retirado.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Los Andes fez a parte difícil com o Gimnasia La Plata, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Mario Galeano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sebastián Arias estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Diego Vázquez depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Em resumo
Alvos de mercadoUm empréstimo de Franco Monla está em marcha
Não se vê o fim da espera do Los Andes por uma vitória
Já são 18 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Los Andes tem de arrancar um resultado de algum lado.
Verba acordada, salário acordado, e o Tristán Suárez à espera com uma camisola. No Los Andes ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Los Andes coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Tomás Benardoni marcou, e pouco mais correu bem: 1‑2 para o Colegiales, e um caminho silencioso até ao balneário.
Plantel11/06/2029
Moayad Al-Houti desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Diego Vázquez depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Diego Vázquez treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Los Andes, e não vai ser retirado.
Mario Galeano esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Los Andes está a esgotar-se.
Mario Galeano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sebastián Arias estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Um ponto arrancado aos 96 minutos vale exatamente um ponto e consideravelmente mais do que isso para um balneário. Esta equipa não para, e essa reputação vale mais do que o resultado.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Los Andes toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Los Andes podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Los Andes coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Participação em 2 golos, de um jogador que passou noventa minutos a fazer aquilo que um treinador quer mesmo: estar onde a bola ia acabar. 7.74 ao lado do nome.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sebastián Arias estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Los Andes está a esgotar-se.
Mario Galeano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 1‑2, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Los Andes sobre quem trabalha
A raiva no Los Andes transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
0‑3 frente ao Ferro Carril Oeste, e nenhuma queixa que sobreviva ao replay. O treinador falou de carácter no final; a bancada usou palavras mais curtas.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 8 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Mario Galeano e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel23/04/2029
Sebastián Arias desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Daniel Moretti, e o treinador deixou.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 9 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Mario Galeano esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 7 golos entre o Los Andes e o San Miguel, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel16/04/2029
Palavras no treino do Los Andes sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sebastián Arias está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
0‑2 para o Alvarado, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
Plantel26/03/2029
Sebastián Arias desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Diego Vázquez depois do 0‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Mario Galeano
Mario Galeano esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Direção19/03/2029
Em Los Andes não entra ninguém enquanto não sair alguém
O clube não está proibido de gastar; simplesmente não tem nada que não tenha encaixado primeiro. Cada nome associado a Los Andes neste mercado vem com um nome a sair na mesma frase.
Plantel19/03/2029
Moayad Al-Houti desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
2‑3 frente ao Alvarado, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Los Andes, e não vai ser retirado.
Jogo10/03/2029
Não se vê o fim da espera do Los Andes por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Los Andes tem de arrancar um resultado de algum lado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Los Andes coisas que levam mais de uma semana a retirar.
7 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Los Andes e do Gimnasia y Tiro por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Tomás Benardoni tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
A raiva no Los Andes transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
O Los Andes entrevistou o mercado e nomeou o corredor: Diego Vázquez fica com o trabalho que já fazia em tudo menos no título. Às vezes as mãos mais seguras são as que já seguram o volante.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Los Andes podem fingir não ter ouvido.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Mario Galeano e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel26/02/2029
Palavras no treino do Los Andes sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Moayad Al-Houti está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑3, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Tomás Benardoni
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O Los Andes marcou aos 93, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Mario Galeano produziu-o, e o 9.09 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Los Andes coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Mario Galeano. 2‑1 sobre o Colegiales, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Quatro parágrafos no site do clube, nenhum deles sobre futebol. A direção agradeceu, desejou-lhe felicidades e já tinha a procura em marcha antes de a página ir para o ar.
“Não penso para lá de sábado, e não aconselharia ninguém a fazê-lo.” A primeira regra do interino é fingir que o trabalho é pequeno; Diego Vázquez recitou-a na perfeição.
Mario Galeano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
5 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
A formação existe exatamente para esta manhã. Fernando Arias passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Los Andes, e não vai ser retirado.
O nome de Tomás Benardoni apareceu em conversas de que o Los Andes não fez parte. Nada formal, nada assinado — mas também nada de acidental.
Plantel29/01/2029
Palavras no treino do Los Andes sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Moayad Al-Houti está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Iván Paniagua, e o treinador deixou.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Nazareno Fernández Colombo assinar alguma coisa — um contrato no Los Andes ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Los Andes podem fingir não ter ouvido.
Mario Galeano esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel22/01/2029
Sebastián Arias desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Los Andes sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Mario Galeano pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Mario Galeano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Sebastián Arias e o Los Andes acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Plantel08/01/2029
Palavras no treino do Los Andes sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Moayad Al-Houti está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
O bancoMario Galeano perde o treinador que acreditava nele
A raiva no Los Andes transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Los Andes podem fingir não ter ouvido.
Mais um nome na lista: o Rampla Juniors fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Tomás Benardoni. A resposta do Los Andes não mudou — para já.
Plantel01/01/2029
Sebastián Arias desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Uma mudança no banco não é uma história, são vinte e cinco. Esta é a de Mario Galeano: era o jogador de alguém e agora tem de ser o de outra pessoa, a começar do zero.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Los Andes podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Los Andes coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel18/12/2028
Palavras no treino do Los Andes sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Moayad Al-Houti está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Franco Ali treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Moayad Al-Houti pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Lucas Barrientos deixa o Los Andes pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Daniel Frías deixa o Los Andes pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Los Andes, e não vai ser retirado.
Mario Galeano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Uma sondagem ao Boca Juniors para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Los Andes, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Franco Ali pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Lucas Barrientos fez a conta e não gosta do resultado. Nada corrói um grupo mais depressa, e nenhum clube resolveu isto explicando a um futebolista a estrutura salarial.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Los Andes podem fingir não ter ouvido.
Mario Galeano esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gabriel Carrasco estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Gabriel Carrasco está nela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Iván Paniagua, e o treinador deixou.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Los Andes sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Faltam 1 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Los Andes pode pedir e sobe o salário que Lucas Barrientos pode exigir.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Los Andes, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Mario Galeano esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gabriel Carrasco estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Gabriel Carrasco está nela.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Los Andes sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Não se vê o fim da espera do Los Andes por uma vitória
Já são 32 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Los Andes tem de arrancar um resultado de algum lado.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Los Andes está a esgotar-se.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Los Andes podem fingir não ter ouvido.
Mario Galeano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gabriel Carrasco estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Um ponto arrancado aos 94 minutos vale exatamente um ponto e consideravelmente mais do que isso para um balneário. Esta equipa não para, e essa reputação vale mais do que o resultado.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
1‑5 para o Güemes, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Los Andes, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Iván Paniagua será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Los Andes as despedidas começaram em silêncio.
Mario Galeano esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
6 golos num jogo, Tomás Benardoni na ficha e um resultado que vai parecer uma gralha. Os neutros não podiam pedir mais ao Los Andes nem ao Güemes.
Plantel11/09/2028
Moayad Al-Houti desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Los Andes podem fingir não ter ouvido.
Mario Galeano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel28/08/2028
Palavras no treino do Los Andes sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gabriel Carrasco está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Derrota por 0‑1, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
O banco28/08/2028
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Felipe Méndez a uma sala que já as tinha ouvido.
Não se vê o fim da espera do Los Andes por uma vitória
Já são 28 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Los Andes tem de arrancar um resultado de algum lado.
Direção21/08/2028
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Los Andes
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Los Andes, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Los Andes coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o Los Andes e o Ferro Carril Oeste, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Los Andes perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Mario Galeano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel31/07/2028
Palavras no treino do Los Andes sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Moayad Al-Houti está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não se vê o fim da espera do Los Andes por uma vitória
Já são 24 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Los Andes tem de arrancar um resultado de algum lado.
Direção24/07/2028
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Los Andes
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
Verba acordada, salário acordado, e o Lanús à espera com uma camisola. No Los Andes ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Direção24/07/2028
O Los Andes fecha o mercado com um plantel feito por si
4 entradas e 5 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Almagro ninguém diz, e no Los Andes ninguém gosta de estar a adivinhar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Los Andes coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
Não se vê o fim da espera do Los Andes por uma vitória
Já são 21 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Los Andes tem de arrancar um resultado de algum lado.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Felipe Méndez treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Los Andes podem fingir não ter ouvido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Franco Rodríguez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Los Andes as despedidas começaram em silêncio.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Colegiales fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Mario Galeano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Los Andes
MercadoJulián Navas está livre para procurar outro sítio
Não se vê o fim da espera do Los Andes por uma vitória
Já são 19 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Los Andes tem de arrancar um resultado de algum lado.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Tomás Benardoni não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Mario Galeano esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
27 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Los Andes perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 12 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Los Andes toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Los Andes, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Franco Rodríguez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Los Andes as despedidas começaram em silêncio.
6 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Los Andes sabe dizer em que semana.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Jogo22/04/2028
Não se vê o fim da espera do Los Andes por uma vitória
Já são 11 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Los Andes tem de arrancar um resultado de algum lado.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Los Andes vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Los Andes podem fingir não ter ouvido.
Mario Galeano esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Los Andes
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 66 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
0‑3 para o All Boys, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Mario Galeano esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Moayad Al-Houti estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.