Nair Tiknizyan lesiona os ligamentos do joelho — 130 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 130 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
16 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Atromitos foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do OFI, e não vai ser retirado.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.81 para o resto.
Thiago Nuss e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel28/01/2036
Arman Nersesyan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Szabolcs Buki. 1‑0 sobre o Atromitos, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
É sentimental, é completamente sincero e é o princípio de uma saída que ninguém anunciou. O clube pode ser elegante quanto a isso ou pode fingir que não ouviu.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no OFI falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do OFI, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lilian Baret será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no OFI as despedidas começaram em silêncio.
Não há pior forma de perder um futebolista. Nabil Makni pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no OFI coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Arman Nersesyan está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Michael Ayodele, e o treinador deixou.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no OFI, mais uma semana sem a assinatura de Michael Ayodele.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O OFI disse a Alex Chidomere que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Em resumo
MercadoContinua sem haver assinatura de Jashar Beluli
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Alessandro Guenin será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no OFI as despedidas começaram em silêncio.
Não há pior forma de perder um futebolista. Alex Chidomere pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no OFI coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Deen Dekleva estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no OFI sabem-no.
Quatro parágrafos no site do clube, nenhum deles sobre futebol. A direção agradeceu, desejou-lhe felicidades e já tinha a procura em marcha antes de a página ir para o ar.
19 jogos sem vencer, e depois isto, frente ao Anagennisi Karditsa. O alívio é um barulho estranho num estádio de futebol, e foi o único que se ouviu no fim.
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Não é uma nomeação interina — é uma instituição com o gabinete técnico vazio. Esta semana as sessões serão dirigidas por alguém desconhecido, e a pergunta de como um clube chega a este estado será feita à direção e ficará sem resposta.
Há golos que ganham jogos e golos que os tiram a alguém. Szabolcs Buki marcou ao minuto 88, o Anagennisi Karditsa já pensava na viagem de regresso, e o OFI levou tudo.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no OFI falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Alguém tem de fazer a equipa no sábado. Esta semana sou eu, e não pensei mais longe do que isso.» Não houve promessas de parte a parte, que é como estas coisas costumam começar.
0‑4 para o AEK, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 46 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Não há pior forma de perder um futebolista. Nejc Ajhmajer pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Thiago Nuss esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
4 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No OFI ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do OFI, e não vai ser retirado.
David Stojanoski e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Jovan Manev tem a sua resposta do OFI; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Jovan Manev treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Szabolcs Buki: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o OFI a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Eloi Gómez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no OFI as despedidas começaram em silêncio.
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Eloi Gómez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Nejc Ajhmajer, e o treinador deixou.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Szabolcs Buki produziu-o, e o 8.26 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.08 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No OFI ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Nota de 7.97. Há um tipo de avançado cujo valor só aparece quando se conta aquilo em que participou em vez daquilo que finalizou, e este é o dia em que esse argumento se demonstra sozinho.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 7 golos entre o OFI e o Athens Kallithea, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Szabolcs Buki marcou, foi avaliado com 7.76 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no OFI coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Há uma impotência muito própria em sofrer 2 vezes antes do minuto vinte. O Levadiakos tentou reorganizar-se, o OFI não deixou, e o resultado estava escrito muito antes de ser confirmado.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 2‑0, Interim Coach podia dar-se ao luxo de ser generoso.