“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do San Martín SJ, e não vai ser retirado.
Jogo13/03/2032
Ninguém quer jogar contra o San Martín SJ neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Cristian Lima será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no San Martín SJ as despedidas começaram em silêncio.
Leonel Ortíz e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
O bancoO veredicto do treinador
PlantelYair Mena desentende-se com um colega por causa das exigências
O Estudiantes vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O San Martín SJ foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que San Martín SJ podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no San Martín SJ coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos suspeitavam que havia esta versão dele lá dentro, e aqui está a prova. 8.35, e nem uma objeção no estádio.
O banco23/02/2032
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Eduardo Ponce foi breve depois da vitória por 3‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Yair Mena estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Leonel Ortíz treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Em resumo
O bancoNeste momento há alguém melhor do que Benjamín Fariña
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Cristian Lima será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no San Martín SJ as despedidas começaram em silêncio.
Leonel Ortíz e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Enzo Galli quer futebol continental; se o San Martín SJ o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alexis Payes estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alexis Payes, e o treinador deixou.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Eduardo Ponce depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
O banco16/02/2032
Alex Salcedo tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no San Martín SJ dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 70 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Tigre perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $499.7K do que o Tigre pagou por Carlos Palacios é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
A proposta seguiu esta semana para o Colón, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $217.9K — um clube que quer Lautaro Amadé ao ponto de perguntar duas vezes.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 13 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Alexis Payes esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel29/09/2031
Uma transferência que Enzo Galizzi teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Enzo Galizzi está a viver essa versão no San Martín SJ, e costuma notar-se no primeiro mês.
Aos 34 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
7 golos e uma média de 7.31 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Jorge Echeverría lesiona os ligamentos do joelho — 44 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 44 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Independiente pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Independiente ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Diego Tarzia e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Já são 7 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Gustavo Assunção, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Camilo Viganoni estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Plantel18/08/2031
No Independiente ainda são estranhos uns para os outros
12 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Raras vezes este jogo viu exibição assim: 3‑0 frente ao Estudiantes, e podiam ter sido mais.
Jogo26/07/2031
Ninguém quer jogar contra o San Martín SJ neste momento
6 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Mercado28/07/2031
Tão perto: a transferência de Benjamín Garay morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Deportivo Riestra seguiu em frente, Benjamín Garay apresenta-se de volta no San Martín SJ, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do San Martín SJ, e não vai ser retirado.
18 golos e uma média de 7.30 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no San Martín SJ coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Jogo26/07/2031
Mais uma trazida de fora
4 seguidas na estrada para o San Martín SJ. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
17 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
A proposta do Independiente por Lautaro Garzón foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Lautaro Garzón esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A primeira derrota em 7 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Temperley; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o San Martín SJ lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alexis Payes estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Lautaro Garzón, e o treinador deixou.