Festejou como quem andava com aquilo às costas há meses, porque andava. Hellas Verona têm o reforço desbloqueado e uma pergunta a menos em cada conferência.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Hellas Verona, e 1 jogos em 5 dizem que merece ser ouvido.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Hellas Verona podem fingir não ter ouvido.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Hellas Verona, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
A saída foi de outro, o título de jornal foi de outro. O que ficou em Hellas Verona foi um cabide vazio e um futebolista que não deixa de olhar para ele.
O clube procurou lá fora durante um mês, não encontrou nada de que gostasse mais e entregou o cargo a quem já o estava a fazer. Conhece a casa; falta provar que conhece o resto.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Hellas Verona podem fingir não ter ouvido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Agora é aritmética, e a aritmética está feita. Um verão de perguntas difíceis começa mais cedo no Hellas Verona, e o calendário da próxima época lê-se de outra maneira.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Hellas Verona podem fingir não ter ouvido.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Hellas Verona ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.