Moustapha Zeghba lesiona os ligamentos do joelho — 14 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 14 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no CR Belouizdad falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Tem 18 anos, e os relatórios dos observadores concordam na única linha que importa: o teto. Contratações assim são bilhetes de lotaria preenchidos por profissionais.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Julien Bègue está nela.
73 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O CR Belouizdad perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
19 golos e uma média de 7.30 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
8 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 93. O USM Alger tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 1‑1, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Aos 19 anos está a ser medido contra os restantes jovens da divisão e sai à frente. A versão sénior deste prémio é onde o clube gostaria que isto levasse.
97 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O CR Belouizdad perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Posição 3, 44 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.18 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do CR Belouizdad, e não vai ser retirado.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Mehdi Boudjemaa marcou, foi avaliado com 7.91 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Naoufel Khacef e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 19 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
114 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O CR Belouizdad perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Naoufel Khacef esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
200 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o CR Belouizdad joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Moustapha Zeghba lesiona os ligamentos do joelho — 131 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 131 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» CR Belouizdad nada responderam, o que também é uma resposta.
Direção01/02/2027
O prazo passa com 3 contratações e 3 saídas
Está feito o negócio no CR Belouizdad até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Krasnodar fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Omar Haddad depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
O banco14/12/2026
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Moustapha Zeghba
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Mehdi Boudjemaa: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o CR Belouizdad a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Siriman Konaté está nela.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o CR Belouizdad vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.