Não se vê o fim da espera do Paysandu por uma vitória
Já são 11 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Paysandu tem de arrancar um resultado de algum lado.
Plantel09/07/2035
17 dias de fora para Luan Freire depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Paysandu vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Paysandu coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Paysandu perguntou e o Goiás disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Caio Braga estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Paysandu perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Paysandu coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Goiás fica com o seu homem, e o Paysandu volta a uma lista com um nome riscado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Empate aos 90 minutos, depois de uma tarde que o Paysandu tinha praticamente arrumada. O Guarani vai chamar-lhe um ponto ganho; o balneário da casa vai chamar-lhe dois oferecidos, e ambos têm razão.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Kauan estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Paysandu, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Tomer Peleg será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Paysandu as despedidas começaram em silêncio.
Eduardo Melo e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel28/05/2035
Palavras no treino do Paysandu sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Caio Braga está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Guilherme, e o treinador deixou.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Interim Coach depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Em resumo
Notas dos jogadoresUm dia para esquecer de Caio Braga
Vitória por 1‑0 sobre o Joinville, e pela primeira vez em muito tempo o sorteio da próxima ronda vê-se com algum interesse.
Notas dos jogadores21/05/2035
Tiago Batista, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.69
Um 7.69 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Eduardo Melo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Kauan estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Matheus Soares e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel14/05/2035
Caio Braga desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Paysandu foi explícito quanto à situação de Matheus Emiliano, o que é mais do que muitos recebem.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Paysandu, mais uma semana sem a assinatura de Kauã Alves.
As regras permitem-no e dói na mesma. Tomer Peleg acertou condições com o Náutico para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Paysandu coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Luiz Peixoto estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Segue-se a equipa do topo da tabela, e a medida honesta de onde esta equipa realmente está. Qualquer um ganha ao clube que tem abaixo; a pergunta é o que acontece contra o Nova Iguaçu.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 29 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Matheus Soares e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel26/03/2035
Caio Braga desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
7 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Gustavo Bagatini apontou a data.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Paysandu, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Faltam 4 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Paysandu pode pedir e sobe o salário que Tomer Peleg pode exigir.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Paysandu está a esgotar-se.
A proposta do Anápolis por Vitão foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Paysandu coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Paysandu perguntou e o Santa Cruz disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel01/01/2035
Palavras no treino do Paysandu sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Caio Braga está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Paysandu ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Paysandu, e não vai ser retirado.
Plantel11/12/2034
Ilusionista consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Ilusionista acabou de assinar pelo Paysandu e, por uma vez, a resposta importava.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Marcos Nardo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Paysandu as despedidas começaram em silêncio.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Paysandu fez a parte difícil com o Universidad de Chile, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Eduardo Melo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
Plantel11/12/2034
Caio Braga desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Plantel11/12/2034
No Paysandu ainda são estranhos uns para os outros
10 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
O Paysandu já telefonou ao América Mineiro. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Em resumo
Alvos de mercadoO Paysandu tenta Ney por empréstimo
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Paysandu falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Paysandu coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel06/11/2034
Caio Braga desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
28 dias, diz o exame, e os exames são mais simpáticos do que a realidade. Os jogos desse período acabaram de passar a ser trabalho de outro.
O banco06/11/2034
o treinador enfrenta as perguntas
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” o treinador depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
MercadoExperiência a entrar pela porta do Paysandu
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Vini Oliveira produziu-o, e o 8.32 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Paysandu já se começa a dizer o nome dele no passado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Paysandu coisas que levam mais de uma semana a retirar.
5 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Londrina foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
Plantel19/06/2034
Palavras no treino do Paysandu sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Henrique está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Eduardo Melo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel01/05/2034
Caio Braga desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O golo que pôs o Nova Iguaçu na frente ainda passava nos ecrãs do corredor quando o Paysandu empatou, 2 minutos depois. Uma vantagem vale o que se fizer com ela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Paysandu ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
O banco01/05/2034
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑2, ditas por o treinador a uma sala que já as tinha ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Paysandu ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As regras permitem-no e dói na mesma. Marat Asatryan acertou condições com o Floresta para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Eduardo Melo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel24/04/2034
Palavras no treino do Paysandu sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Caio Braga está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Avaliado com 7.43. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
O banco24/04/2034
Um o treinador satisfeito
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 1‑0, o treinador podia dar-se ao luxo de ser generoso.
14 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Paysandu perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 40 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Paysandu ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Joelinton e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel06/03/2034
Palavras no treino do Paysandu sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Caio Braga está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Paysandu, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
O novo treinador do Paysandu já trabalhou com Matheus Emiliano e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Vini Oliveira lesiona os ligamentos do joelho — 22 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 22 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Plantel27/02/2034
47 dias de fora para Jacy Maranhão depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Paysandu vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Marcelo Bourscheidt será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Paysandu as despedidas começaram em silêncio.
Eduardo Melo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel27/02/2034
Uma transferência que Marcos Nardo teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Marcos Nardo está a viver essa versão no Paysandu, e costuma notar-se no primeiro mês.
O novo treinador do Paysandu já trabalhou com Matheus Emiliano e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Paysandu sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Kauan treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
24 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Paysandu perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Plantel16/01/2034
91 dias de fora para Jacy Maranhão depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Paysandu vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Paysandu, e não vai ser retirado.
Não há pior forma de perder um futebolista. Danilo Pacheco pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Eduardo Melo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Agustín Borello pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Paysandu, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Paysandu coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Fortaleza fica com o seu homem, e o Paysandu volta a uma lista com um nome riscado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Kauan, e o treinador deixou.
Plantel12/12/2033
Palavras no treino do Paysandu sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Yeison Castillo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
O Paysandu já telefonou ao Palmeiras. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.