Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Celta Fortuna já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Celta Fortuna a ouviu como outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Celta Fortuna coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Metade do calendário jogado, 20.º lugar, 12 pontos somados. Multiplicar por dois é a conta que todos os adeptos já fizeram e a única que ninguém no clube fará em voz alta.
Dribles concretizados: 33. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Houve 8 defesas pelo meio e pelo menos três que não tinham nada que ser defesas. Os dez jogadores de campo devem-lhe um copo, e sabem-no.
Jogo21/12/2030
Não se vê o fim da espera do Celta Fortuna por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Celta Fortuna tem de arrancar um resultado de algum lado.
Avaliado com 7.84. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Pablo Gavián. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
O Celta Fortuna fez saber ao mercado que Cristian Arceo está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
«De fora não vem ninguém salvar-nos.» Foi curto, foi incómodo e, segundo todos, o vestiário do Celta Fortuna ficou depois mais calado do que em toda a temporada.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 20 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Dribles concretizados: 17. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
«Se nos vão ganhar, que não seja porque alguém aqui não se quis chatear.» Levantou-se e disse-o à frente de todos, e isso é algo que um grupo recorda de um homem durante anos.
Dribles concretizados: 18. Havia sempre um defesa à frente dele, e nunca houve um defesa à frente dele por muito tempo.
Plantel25/11/2030
Lesão muscular e 14 dias de fora para Ferenc Lányi
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Celta Fortuna vai falar em 14 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Luis Bilbao: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Celta Fortuna a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Pablo Gavián. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Os números não ficam secretos num balneário. Não está a pedir mais do que vale; está a perguntar porque é que alguém ao lado dele vale mais, e o Celta Fortuna não tem uma boa resposta.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Cristian Arceo pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
«De fora não vem ninguém salvar-nos.» Foi curto, foi incómodo e, segundo todos, o vestiário do Celta Fortuna ficou depois mais calado do que em toda a temporada.
Faltam 7 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Celta Fortuna pode pedir e sobe o salário que Alfie Brooks pode exigir.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Anthony Khayat treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 10 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Dribles concretizados: 30. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Pablo Meixús e o Celta Fortuna acertam mais 4 anos.
Pablo Gavián esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Pablo Meixús, e o treinador deixou.
0‑3 frente ao Talavera, e nenhuma queixa que sobreviva ao replay. O treinador falou de carácter no final; a bancada usou palavras mais curtas.
Jogo26/10/2030
Não se vê o fim da espera do Celta Fortuna por uma vitória
Já são 8 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Celta Fortuna tem de arrancar um resultado de algum lado.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Pablo Gavián. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Celta Fortuna, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Celta Fortuna, e não vai ser retirado.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Celta Fortuna terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Luis Bilbao: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Celta Fortuna a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
13 defesas, e um resultado a que os dez à frente dele não tinham direito. Nos guarda-redes só se repara nos dias maus; este foi dos outros.
Jogo28/09/2030
Não se vê o fim da espera do Celta Fortuna por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Celta Fortuna tem de arrancar um resultado de algum lado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Celta Fortuna coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Pablo Gavián assinar alguma coisa — um contrato no Celta Fortuna ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Anthony Khayat treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Celta Fortuna coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alfie Brooks, e o treinador deixou.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Andrés Antañón assinar alguma coisa — um contrato no Celta Fortuna ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Celta Fortuna, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
«De fora não vem ninguém salvar-nos.» Foi curto, foi incómodo e, segundo todos, o vestiário do Celta Fortuna ficou depois mais calado do que em toda a temporada.
Pablo Gavián esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Anthony Khayat, e o treinador deixou.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e David Torres treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Celta Fortuna sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Os números não ficam secretos num balneário. Não está a pedir mais do que vale; está a perguntar porque é que alguém ao lado dele vale mais, e o Celta Fortuna não tem uma boa resposta.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Quando isto acontece nada se anuncia, e toda a gente sabe. É uma parte maior do plano do Celta Fortuna do que era há um mês, e o centro de treinos percebeu-o antes de a ficha de jogo o dizer.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Pablo Gavián assinar alguma coisa — um contrato no Celta Fortuna ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
«Prefiro dizer-lho na cara do que ler no jornal.» A reunião foi pedida pelo jogador, e isso diz quase tudo.
Mercado02/09/2030
O mercado disse que não: David Torres fica onde está
O Celta Fortuna abriu a porta e ninguém a atravessou. Por isso David Torres fica — listado, treinado e disponível — enquanto ambos os lados riscam os dias até janeiro no mesmo calendário.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Celta Fortuna, mais uma semana sem a assinatura de Pablo Gavián.
Disseram uma coisa a Luciano Ortega e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o Celta Fortuna vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
Em resumo
MercadoA história de Pablo Gavián recusa-se a morrer
A proposta do Grazer AK por Iván Villar foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o Celta Fortuna vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Lucas Alfonzo subiu nela.
Em resumo
MercadoA conversa sobre Álvaro Marín não desaparece
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Iván Villar será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Celta Fortuna as despedidas começaram em silêncio.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Anthony Khayat treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Os números não ficam secretos num balneário. Não está a pedir mais do que vale; está a perguntar porque é que alguém ao lado dele vale mais, e o Celta Fortuna não tem uma boa resposta.
Uma cara nova na posição dele e uma camisola que julgava sua de repente em discussão. O Celta Fortuna não prometeu nada, que é o que os clubes prometem nesta fase.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 32 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Hugo González será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Celta Fortuna as despedidas começaram em silêncio.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Celta Fortuna ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Ninguém no Celta Fortuna sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
19 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Celta Fortuna perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
7.º lugar com 60 pontos. Todas as épocas são uma história e esta é a última linha dela, e agora o clube tem três meses para decidir de que fala a próxima.
Notas dos jogadores13/05/2030
Noah, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.95
Um 7.95 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Marcos González será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Celta Fortuna as despedidas começaram em silêncio.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Marcos González, e o treinador deixou.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Pablo Gavián assinar alguma coisa — um contrato no Celta Fortuna ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Cristian Arceo treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Em resumo
MercadoLuciano Ortega colocado na lista de transferências
33 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Celta Fortuna perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 90. O Arenteiro vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Celta Fortuna vai falar em 14 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Um 1‑0 sobre o Arenteiro, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
As bancadas29/04/2030
A bancada visitante no Arenteiro volta para casa feliz
1-0, e um canto do estádio dos outros que cantou mais alto do que o resto. Aqueles autocarros saem antes do amanhecer, e fora deles ninguém fala disso.
Alfie Brooks e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
40 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Celta Fortuna perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Celta Fortuna ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Celta Fortuna pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Celta Fortuna coisas que levam mais de uma semana a retirar.
6 tentativas, nenhuma lá dentro. Esteve nos sítios certos a tarde toda, que é a parte difícil, e fez mal a parte fácil: com isso um treinador consegue viver.
61 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Celta Fortuna perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Celta Fortuna ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Celta Fortuna terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
68 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Celta Fortuna perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lucas Alfonzo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Celta Fortuna as despedidas começaram em silêncio.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Celta Fortuna sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Faltam 4 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Celta Fortuna pode pedir e sobe o salário que Iván Villar pode exigir.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Cristian Arceo treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
75 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Celta Fortuna perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Celta Fortuna, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Celta Fortuna ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Celta Fortuna coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Celta Fortuna disse a Luciano Ortega que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
98 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Celta Fortuna perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Celta Fortuna podem fingir não ter ouvido.
6 defesas, e um resultado a que os dez à frente dele não tinham direito. Nos guarda-redes só se repara nos dias maus; este foi dos outros.
Jogo23/02/2030
Não se vê o fim da espera do Celta Fortuna por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Celta Fortuna tem de arrancar um resultado de algum lado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Celta Fortuna coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Iván Villar lesiona os ligamentos do joelho — 106 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 106 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Dribles concretizados: 27. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Celta Fortuna ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Pablo Gavián assinar alguma coisa — um contrato no Celta Fortuna ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Faltam 6 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Celta Fortuna pode pedir e sobe o salário que Hugo González pode exigir.
Ninguém no Celta Fortuna sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
Em resumo
MercadoCristian Arceo colocado na lista de transferências
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
O Real Avilés vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Celta Fortuna foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Jogo19/01/2030
Luciano Ortega ganha-o quando o apito já devia ter soado
Minuto 93. Luciano Ortega encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o Zaragoza passou do ponto ao nada num só movimento.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Celta Fortuna já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Celta Fortuna, e não vai ser retirado.
Álvaro Marín e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
A série sem derrotas chega aos 12 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 5 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
9 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
Álvaro Marín esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
100 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O Getafe defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Cristian Arceo treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Cristian Arceo treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Celta Fortuna ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Álvaro Marín esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Celta Fortuna terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Iván Villar assinar alguma coisa — um contrato no Celta Fortuna ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Hugo Burcio e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Agustín Alaniz. 1‑0 sobre o Real Avilés, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Cristian Arceo treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o Celta Fortuna vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Germain Milla será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Celta Fortuna as despedidas começaram em silêncio.
Pablo Gavián e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel28/05/2029
Palavras no treino do Celta Fortuna sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Pablo Meixús está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Cristian Arceo treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
A língua chegou, o encolher de ombros foi-se, e discute nos treinos como um homem que conta estar cá para o ano. Nada disto aparece num valor de transferência, e tudo isto aparece no relvado.
Em resumo
O bancoO treinador crava a sua bandeira em Germain Milla
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Celta Fortuna podem fingir não ter ouvido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Seyni N'Diaye será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Celta Fortuna as despedidas começaram em silêncio.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Celta Fortuna estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
Hugo Burcio esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Andrés Antañón assinar alguma coisa — um contrato no Celta Fortuna ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Seyni N'Diaye treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.