A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Direção14/04/2036
Em Uralets-TS, 204% das receitas vão para salários
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
David Tsallagov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Evgeni Lopatin e o Uralets-TS acertam mais 3 anos.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Uralets-TS, mais uma semana sem a assinatura de Maxim Sofin.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Timur Pazylov assinar alguma coisa — um contrato no Uralets-TS ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Em resumo
MercadoContinua sem haver assinatura de Timur Pazylov
14 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Uralets-TS perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Uralets-TS, e não vai ser retirado.
Plantel24/03/2036
Palavras no treino do Uralets-TS sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nesher Meulenbroek está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Uralets-TS sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
O banco24/03/2036
Said Seidov tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Uralets-TS dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
21 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Uralets-TS perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Direção17/03/2036
Em Uralets-TS, 268% das receitas vão para salários
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Toda a gente no Uralets-TS viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 35 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
Plantel17/03/2036
Tomas Sagal desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Danila Rulev está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Timur Pazylov assinar alguma coisa — um contrato no Uralets-TS ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
28 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Uralets-TS perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Uralets-TS falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nesher Meulenbroek estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não pode pagar-se um valor por ninguém, precise o plantel do que precisar. Todos os rumores sobre este clube até o embargo ser levantado são rumores sobre um negócio que não se pode fazer.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Maxim Sofin, e o treinador deixou.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Uralets-TS, mais uma semana sem a assinatura de Maxim Sofin.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Daniil Zharov treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Daniil Valkov está nela.
Maxim Sofin lesiona os ligamentos do joelho — 42 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 42 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 97 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Uralets-TS, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Daniil Valkov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Uralets-TS as despedidas começaram em silêncio.
Direção25/02/2036
O prazo passa com 4 contratações e 0 saídas
Está feito o negócio no Uralets-TS até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Franck Song estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Uralets-TS coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Uralets-TS, mais uma semana sem a assinatura de Franck Song.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Daniil Zharov está nela.
Em resumo
O bancoArtem Chaly pede uma conversa com o treinador
Maxim Sofin lesiona os ligamentos do joelho — 49 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 49 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 104 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Timur Pazylov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel18/02/2036
Palavras no treino do Uralets-TS sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nesher Meulenbroek está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
A formação existe exatamente para esta manhã. Miroslav Ostrovsky passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Artyom Zyuganov está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
A formação existe exatamente para esta manhã. Danila Popov passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Maxim Sofin lesiona os ligamentos do joelho — 77 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 77 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Plantel21/01/2036
Palavras no treino do Uralets-TS sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Karol Frankowski está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Direção21/01/2036
Os salários engolem 342% das receitas do Uralets-TS
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Maxim Sofin, e o treinador deixou.
Dribles concretizados: 16. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Uralets-TS, mais uma semana sem a assinatura de Timur Pazylov.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Daniil Valkov.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Rasul Bidjilov tem a sua resposta do Uralets-TS; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
105 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Uralets-TS perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Timur Pazylov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Derrota por 1‑2, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
Direção24/12/2035
Em Uralets-TS, 339% das receitas vão para salários
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Notas dos jogadores24/12/2035
Daniil Zharov fez o trabalho que ninguém conta — 6.91
12 ações combinadas e 6.91. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel24/12/2035
Tomas Sagal desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco24/12/2035
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 1‑2 Interim Coach saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
O banco24/12/2035
Danila Rulev tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Uralets-TS dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
133 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Uralets-TS perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Karol Frankowski estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Direção26/11/2035
Em Uralets-TS, 309% das receitas vão para salários
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Franck Song, e o treinador deixou.
Kristaps Ikaunieks e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Uralets-TS já falam dele no passado.
Notas dos jogadores12/11/2035
Um golo de defesa dá a vitória ao Uralets-TS — 7.84
1 para Danila Rulev, avaliado com 7.84, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Não há pior forma de perder um futebolista. Jens Hauge pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Timur Pazylov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel12/11/2035
Franck Song desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Uma exibição de 8.19 não aparece com frequência e, quando aparece, o resto da equipa passa a cenário. Esteve magnífico.
Plantel12/11/2035
No Uralets-TS ainda são estranhos uns para os outros
5 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 3‑0, Interim Coach podia dar-se ao luxo de ser generoso.
Em resumo
MercadoFedor Rybakov está livre para procurar outro sítio
O bancoArtem Chaly pede uma conversa com o treinador
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Uralets-TS podem fingir não ter ouvido.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.98 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Fedor Rybakov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Uralets-TS as despedidas começaram em silêncio.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 13 ações combinadas e uma nota de 6.53, e nenhuma delas entrará num resumo.
Direção29/10/2035
Em Uralets-TS, 322% das receitas vão para salários
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Nota 8.13 — daquelas que um cronista aponta duas vezes para ter a certeza. Saiu-lhe tudo o que tentou, e o que não tentou não valia a pena.
Plantel29/10/2035
Palavras no treino do Uralets-TS sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jens Hauge está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O banco29/10/2035
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Interim Coach escolheu a versão do copo meio cheio do 2‑2; os adeptos saíram com a outra.
O treinador pode falar com quem quiser e não pode pagar a ninguém. Um plantel sobrevive a um mercado destes com empréstimos, com miúdos da casa e com a esperança de que as lesões caiam noutro sítio.
Plantel22/10/2035
Tomas Sagal desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Tem 19 anos, e os relatórios dos observadores concordam na única linha que importa: o teto. Contratações assim são bilhetes de lotaria preenchidos por profissionais.
O banco22/10/2035
Daniil Zharov tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Uralets-TS dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Kevin Castagne, e o treinador deixou.
Segue-se o Irkutsk, e há um homem no balneário do Uralets-TS que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Danila Rulev assinar alguma coisa — um contrato no Uralets-TS ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Uralets-TS ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Direção01/10/2035
Em Uralets-TS, 279% das receitas vão para salários
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
David Tsallagov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jens Hauge estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Danila Rulev está nela.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Interim Coach depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O Dinamo Stavropol defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.
3‑0, e Fedor Rybakov ficou com os títulos numa tarde em que tudo correu bem ao Uralets-TS. Tardes assim contam-se o inverno inteiro.
Notas dos jogadores24/09/2035
Fedor Rybakov, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.34
Um 8.34 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
7.76, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Uralets-TS coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Fedor Rybakov tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
A proibição impede o pagamento de qualquer verba por um jogador, pense o treinador o que pensar. Cada rumor publicado sobre este clube até ela ser levantada é um rumor sobre um negócio impossível.
Notas dos jogadores24/09/2035
Said Seidov jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.05. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Plantel24/09/2035
Tomas Sagal desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
100 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
O Zenit Penza está fora e o Uralets-TS segue em frente, com um 1‑0 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Fedor Rybakov não precisou: 8.16, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Fedor Rybakov tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jens Hauge estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Magomed-Deni Tsutsulaev, e o treinador deixou.
Em resumo
O bancoA vista do banco
O bancoDanila Rulev tornou-se um homem de confiança do treinador
É a manhã em que uma cidade descobre o que andaram a fazer as contas enquanto ela olhava para o futebol. A dívida é reduzida a algo pagável e é o futebol que paga a fatura, em pontos.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Saba Akhalkatsi será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Uralets-TS as despedidas começaram em silêncio.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Notas dos jogadores06/08/2035
Um golo de defesa dá a vitória ao Uralets-TS — 7.89
1 para Danila Rulev, avaliado com 7.89, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
A ordem veio de cima e não do banco, que é a versão desta conversa de que nenhum treinador gosta. Alguém daquele plantel está agora disponível, ache o homem que faz o onze o que achar.
O buraco nas contas voltou a ser tapado lá de cima. Os adeptos têm o direito de agradecer e de perguntar o que acontece no mês em que não for, e os dois sentimentos chegam juntos.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Said Seidov. 2‑1 sobre o Dinamo Barnaul, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Em resumo
DireçãoOs salários levam 255% do que Uralets-TS recebem
O Chelyabinsk 2 vai querer esquecer isto depressa: 11‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Uralets-TS foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Danila Rulev produziu-o, e o 8.13 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Uralets-TS pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Notas dos jogadores23/07/2035
Michael Nwakali, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.32
Um 8.32 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Nota de 7.98. Há um tipo de avançado cujo valor só aparece quando se conta aquilo em que participou em vez daquilo que finalizou, e este é o dia em que esse argumento se demonstra sozinho.
11 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Uralets-TS e do Chelyabinsk 2 por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O SKA Khabarovsk fica com o seu homem, e o Uralets-TS volta a uma lista com um nome riscado.
Posição 2, 44 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jens Hauge estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Kristaps Ikaunieks e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Uralets-TS, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Uralets-TS sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Saba Akhalkatsi será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Uralets-TS as despedidas começaram em silêncio.
Direção11/06/2035
Em Uralets-TS, 194% das receitas vão para salários
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Uralets-TS coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Tem 18 anos, e os relatórios dos observadores concordam na única linha que importa: o teto. Contratações assim são bilhetes de lotaria preenchidos por profissionais.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Uralets-TS, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Uralets-TS joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Nesher Meulenbroek assinar alguma coisa — um contrato no Uralets-TS ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Uralets-TS, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Georgy Tsygurin será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Uralets-TS as despedidas começaram em silêncio.
David Tsallagov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O treinador pode falar com quem quiser e não pode pagar a ninguém. Um plantel sobrevive a um mercado destes com empréstimos, com miúdos da casa e com a esperança de que as lesões caiam noutro sítio.
Plantel04/06/2035
Jens Hauge desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Timofey Efimov, e o treinador deixou.
Posição 2, 44 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Uralets-TS coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel28/05/2035
Palavras no treino do Uralets-TS sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jens Hauge está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Disseram uma coisa a Saba Akhalkatsi e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Uralets-TS sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Uralets-TS ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Direção14/05/2035
Os salários engolem 188% das receitas do Uralets-TS
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel14/05/2035
Palavras no treino do Uralets-TS sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jens Hauge está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Nesher Meulenbroek assinar alguma coisa — um contrato no Uralets-TS ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Georgy Tsygurin está nela.
Agora parece alguém que vive aqui e não alguém que vem trabalhar aqui. Levou quase uma temporada inteira, e no Uralets-TS a diferença vê-se da última fila.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Uralets-TS vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Uralets-TS vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Stanislav Zhdanov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Uralets-TS as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jens Hauge estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
John Wilson esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Uralets-TS, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Uralets-TS vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Stefan Berge será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Uralets-TS as despedidas começaram em silêncio.
Direção16/04/2035
Em Uralets-TS, 229% das receitas vão para salários
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
David Tsallagov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel16/04/2035
Jens Hauge desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
5 grupos que não se misturam, e 4 jogadores que não pertencem a nenhum. Aqui nada se pode multar nem deixar de fora, e é por isso que dura mais do que qualquer zanga que se possa.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Uralets-TS vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Artem Chaly e o Uralets-TS acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Uralets-TS coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel02/04/2035
Palavras no treino do Uralets-TS sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jens Hauge está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Posição 2, 44 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
O treinador reorganizou as ideias e David Tsallagov saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Uralets-TS, mais uma semana sem a assinatura de Danila Rulev.
Plantel05/03/2035
Palavras no treino do Uralets-TS sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Michael Nwakali está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Danila Rulev treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Uralets-TS sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Os melhores negócios são aqueles em que os contabilistas nem reparam. Jens Hauge chega ao Uralets-TS com o ordenado como único custo e algo a provar como única cláusula.
O Uralets-TS fecha o mercado com um plantel feito por si
0 entradas e 4 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
David Tsallagov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O KAMAZ fica com o seu homem, e o Uralets-TS volta a uma lista com um nome riscado.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o Uralets-TS vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
Plantel26/02/2035
Georgy Tsygurin desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até David Tsallagov assinar alguma coisa — um contrato no Uralets-TS ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Faltam 7 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Uralets-TS pode pedir e sobe o salário que Magomed-Deni Tsutsulaev pode exigir.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Uralets-TS fez a parte difícil com o Spartak Tambov, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
O Uralets-TS perguntou e o Tver disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mikhail Lukjanov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. John Wilson está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Uralets-TS ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Notas dos jogadores15/01/2035
Nikolai Lipatov, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.65
Um 7.65 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Plantel15/01/2035
Mikhail Lukjanov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
John Wilson e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O treinador pode falar com quem quiser e não pode pagar a ninguém. Um plantel sobrevive a um mercado destes com empréstimos, com miúdos da casa e com a esperança de que as lesões caiam noutro sítio.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Uralets-TS estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
17 golos e uma média de 7.22 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
David Tsallagov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel01/01/2035
Mikhail Lukjanov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há uma impotência muito própria em sofrer 2 vezes antes do minuto vinte. O Textilschik tentou reorganizar-se, o Uralets-TS não deixou, e o resultado estava escrito muito antes de ser confirmado.
Segue-se o Ural 2, e as duas equipas para que a divisão olha encontram-se. A quem ganhar dirão que nada está decidido no mesmo fôlego em que lhe dão os parabéns.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 15 ações combinadas e uma nota de 6.75, e nenhuma delas entrará num resumo.
David Tsallagov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel25/12/2034
Mikhail Lukjanov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Direção25/12/2034
Os salários engolem 417% das receitas do Uralets-TS
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Notas dos jogadores25/12/2034
Georgy Tsygurin jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.21. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 1‑1, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Uralets-TS ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Uralets-TS coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel20/11/2034
Mikhail Lukjanov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A proibição impede o pagamento de qualquer verba por um jogador, pense o treinador o que pensar. Cada rumor publicado sobre este clube até ela ser levantada é um rumor sobre um negócio impossível.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Uralets-TS terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
O Uralets-TS fez saber ao mercado que Artem Smoroda está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Uralets-TS sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
O banco20/11/2034
Georgy Tsygurin tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Uralets-TS dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Em resumo
MercadoContinua sem haver assinatura de Danila Rulev
Há golos que ganham jogos e golos que os tiram a alguém. Evgeniy Raspopin marcou ao minuto 88, o Dinamo Barnaul já pensava na viagem de regresso, e o Uralets-TS levou tudo.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Uralets-TS nada responderam, o que também é uma resposta.
Plantel13/11/2034
Palavras no treino do Uralets-TS sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mikhail Lukjanov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Ruslan Maltsev esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Evgeniy Raspopin. 1‑0 sobre o Dinamo Barnaul, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
O KDV Tomsk vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Uralets-TS foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Nesher Meulenbroek produziu-o, e o 8.67 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Danila Rulev marcou, foi avaliado com 7.57 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Jogo04/11/2034
Ninguém quer jogar contra o Uralets-TS neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
David Tsallagov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 33 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
Plantel06/11/2034
Palavras no treino do Uralets-TS sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Savva Chernov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Posição 2, 24 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
11 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Uralets-TS e do Chelyabinsk 2 por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Uma exibição de 9.75 não aparece com frequência e, quando aparece, o resto da equipa passa a cenário. Esteve magnífico.
Plantel30/10/2034
Mikhail Lukjanov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Em resumo
DireçãoOs salários engolem 330% das receitas do Uralets-TS
O Rubin segue em frente e o Uralets-TS vai para casa, com um 0‑3 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
As bancadas09/10/2034
O Uralets-TS é desmontado pelo Rubin — e a cidade quer respostas
Acabou 0-3. Uma eliminação na taça é uma desilusão; isto foi um desmantelamento público, e a diferença mede-se em quantas pessoas ainda falarão nisso em agosto.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Uralets-TS, e não vai ser retirado.
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Uralets-TS vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Nesher Meulenbroek e o Uralets-TS acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Plantel09/10/2034
Palavras no treino do Uralets-TS sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mikhail Lukjanov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Uralets-TS coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Artem Chaly, e o treinador deixou.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Stefan Berge tem a sua resposta do Uralets-TS; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Uralets-TS podem fingir não ter ouvido.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Danila Rulev marcou, foi avaliado com 7.83 e voltou antes de alguém dar pela falta.
A instrução veio da sala da direção e o banco não concordou com ela. Alguém vai sair, à verba chamar-lhe-ão bom negócio, e o treinador vai passar a época a reconstruir à volta do espaço vazio.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Volga fica com o seu homem, e o Uralets-TS volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel07/08/2034
Mikhail Lukjanov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Ruslan Maltsev e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
14‑0, e a margem não enganou ninguém — aguentava mais um golo ou dois sem protesto. É por tardes assim que as pessoas continuam a vir.
Notas dos jogadores17/07/2034
Um golo de defesa dá a vitória ao Uralets-TS — 7.95
3 para Danila Rulev, avaliado com 7.95, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 24 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Uralets-TS podem fingir não ter ouvido.
Acaba esta semana um ano em que era outro a assinar cada fatura. As contas são mais pequenas, o plantel é mais pequeno e, pela primeira vez desde que começou, o clube pode planear.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Plantel05/06/2034
Mikhail Lukjanov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Faz o seu trabalho e não se está a instalar. O Uralets-TS devia ser um passo em frente nas contas dele, e as contas dele foram revistas desde que chegou.
O treinador pode falar com quem quiser e não pode pagar a ninguém. Um plantel sobrevive a um mercado destes com empréstimos, com miúdos da casa e com a esperança de que as lesões caiam noutro sítio.
Os clubes de futebol endividam-se; isso não é notícia. Endividarem-se acima do que lhes foi concedido é, porque a partir daqui é o dinheiro do dono ou a decisão de outra pessoa, e nenhuma das duas coisas pertence à direção.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Uralets-TS não o segura a fingir o contrário.
Eduard Buialskyi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.