José Paradela e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Jesús Orozco Chiquete e o Cruz Azul acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Raúl Rangel estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Luis Gustavo Sánchez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Cruz Azul lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Cruz Azul, mais uma semana sem a assinatura de Raúl Rangel.
19 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Raúl Rangel treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Cruz Azul sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cruz Azul coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Cruz Azul perguntou e o Tigres disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O novo treinador do Cruz Azul já trabalhou com Jeremy Márquez e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Cruz Azul vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
Plantel12/08/2030
14 caras novas e o Cruz Azul ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
O Cruz Azul já telefonou ao Pumas UNAM. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Alguns jogos decidem-se num instante; este decidiu-se num homem. 7.46 na ficha, e os adeptos do Cruz Azul saíram a repetir um nome.
O banco12/08/2030
José Paradela tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Cruz Azul dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Cruz Azul
O Cruz Azul ofereceu $640.0K; o Monterrey disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Cruz Azul ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cruz Azul coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Nenhum deles será visto por quem quer que seja fora do centro de treinos durante três anos, a maioria nunca jogará um jogo sénior, e um deles pode mudar o clube. É toda a proposta, e é por isso que as academias existem.
Diego Sánchez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Tomás Muia quer futebol continental; se o Cruz Azul o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Ninguém no Cruz Azul dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de José Paradela. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Cruz Azul, mais uma semana sem a assinatura de Osvaldo Rodríguez.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Cruz Azul, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Cruz Azul lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O banco25/03/2030
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Kevin Araujo não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Cruz Azul também ninguém o escondia.
Disseram uma coisa a Alex Valencia e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cruz Azul coisas que levam mais de uma semana a retirar.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Tomás Muia quer futebol continental; se o Cruz Azul o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Kevin Araujo depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
A genialidade sem glamour de um contrato bem escrito. Agustín Palavecino já é de outros, e chegaram $190.0K porque quem o vendeu pensou para lá do mercado.
Em resumo
MercadoA história de José Paradela recusa-se a morrer
Verba acordada, salário acordado, e o Leon à espera com uma camisola. No Cruz Azul ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Carlos Rotondi e o Cruz Azul acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
$28.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Monterrey pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
O Cruz Azul perguntou e o Dorados disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Cruz Azul perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Cruz Azul podem fingir não ter ouvido.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Cruz Azul a ouviu como outra coisa.
O Cruz Azul perguntou e o Tigres disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cruz Azul coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Mathieu Choinière esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
3 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Cruz Azul sabe dizer em que semana.
O treinador prendeu-os no balneário e disse o que tinha a dizer. Espera-se resposta no sábado e, se não vier, as perguntas sobem um andar.
O banco10/12/2029
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Kevin Araujo a uma sala que já as tinha ouvido.
O banco10/12/2029
Omar Campos tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Cruz Azul dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Tomás Muia, e o treinador deixou.
Em resumo
Notas dos jogadoresJosé Paradela podia ter feito três
MercadoA história de José Paradela recusa-se a morrer
«Disseram-me qual seria o meu papel e assinei por causa disso. Não aconteceu.» Uma queixa com data marcada é a mais difícil de resolver.
Jogo01/12/2029
Não se vê o fim da espera do Cruz Azul por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Cruz Azul tem de arrancar um resultado de algum lado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cruz Azul coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Kevin Araujo depois do 0‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que José Paradela está nela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
0‑1 frente ao Puebla, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
“Vejo todos os jogos do Cruz Azul daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Pumas UNAM segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Tomás Muia quer futebol continental; se o Cruz Azul o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Isaías Delpupo está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Yago Lincoln esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Omar Campos está nela.
Vestiu a outra camisola. No sábado joga contra o Santos Laguna com esta, e tudo o que disser esta semana sobre ser um jogo como os outros será mentira.
Osvaldo Rodríguez fez a conta e não gosta do resultado. Nada corrói um grupo mais depressa, e nenhum clube resolveu isto explicando a um futebolista a estrutura salarial.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Cruz Azul ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
7 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Cruz Azul e do Queretaro por igual; os restantes divertiram-se imenso.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Andrés Gudiño, e o treinador deixou.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Cruz Azul lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Ninguém no Cruz Azul dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 0‑0, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Miguel Núñez, e o treinador deixou.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O Toluca defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.
20 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Cruz Azul perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cruz Azul coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O banco20/08/2029
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Carlos Rotondi
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Kevin Araujo sobre uma tarde de 2‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
O Cruz Azul perguntou e o Athletic Bilbao disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Tomás Muia quer futebol continental; se o Cruz Azul o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Kevin Balanta esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Cruz Azul vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Osvaldo Rodríguez apontou a data.
Uma audição de uma época inteira: o passe continua a ser do Guadalajara, mas a camisola e os minutos são do Cruz Azul. Um empréstimo é uma aposta que ambos os clubes acreditam estar a ganhar.
Em resumo
PlantelAlguém anda atrás da camisola de Gonzalo Piovi
Verba acordada, salário acordado, e o Chiapas à espera com uma camisola. No Cruz Azul ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O Tigres paga $6.3M, e o negócio está fechado. O número lê-se bem num balanço; se se lê bem dentro de campo é pergunta para a próxima época.
As bancadas11/06/2029
Os adeptos revoltam-se com a venda de Erik Lira por $6.3M
Vai para o Tigres, o clube tem $6.3M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
Willer Ditta esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Tomás Muia e o Cruz Azul acertam mais 3 anos.
Plantel11/06/2029
No Cruz Azul ainda são estranhos uns para os outros
5 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Cruz Azul joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
67 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Cruz Azul perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Cruz Azul podem fingir não ter ouvido.
Willer Ditta e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel23/04/2029
Palavras no treino do Cruz Azul sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Emi Ochoa está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Jesús Orozco Chiquete está nela.
A língua chegou, o encolher de ombros foi-se, e discute nos treinos como um homem que conta estar cá para o ano. Nada disto aparece num valor de transferência, e tudo isto aparece no relvado.
127 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Cruz Azul perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” José Paradela e o Cruz Azul acertam mais 4 anos.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.