O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Deportivo Laferrere toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Deportivo Laferrere coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ramiro Alderete está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Uma mudança no banco não é uma história, são vinte e cinco. Esta é a de Julián Alveira: era o jogador de alguém e agora tem de ser o de outra pessoa, a começar do zero.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o Deportivo Laferrere sabe em que fase está.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Cristian Blanco treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Deportivo Laferrere, e não vai ser retirado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jeremías Denis está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Matías Digangi, e o treinador deixou.
O Talleres vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Leonel Moreno pré-acordou a mudança para o Deportivo Laferrere, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
O Real Pilar levou os pontos após um 0‑1 que será difícil de explicar nas bancadas.
Plantel28/08/2028
Ramiro Alderete desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco28/08/2028
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Cristian Blanco saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Luciano Nebot.