Os adeptos organizam-se contra a direção do Al-Ra'ed
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
28 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Al-Ra'ed perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O Al-Ra'ed ofereceu $49.0K; o Al-Taawoun disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
88 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Al-Ra'ed perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $490.0K porque Maher Tawashi é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Jean-Baptiste Richard agiu, no Al-Ra'ed, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Hassan Rabea e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sibongakonke Nkosi estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Rashid Al-Shammari, e o treinador deixou.
102 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Al-Ra'ed perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Verba acordada, salário acordado, e o Al-Nahda à espera com uma camisola. No Al-Ra'ed ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Al-Ra'ed, e não vai ser retirado.
O Al-Hilal não queria vender e o número é a razão por que o fez. $350.0K por Bassam Hazazi, e a expectativa que chega com ele não é suavizada por nenhum período de adaptação.
O Al-Hilal queria mais do que $97.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
O Al-Ra'ed perguntou e o Al-Hilal disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
116 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Al-Ra'ed perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Al-Ra'ed já se começa a dizer o nome dele no passado.
O Al-Ra'ed foi ao Al-Ahli com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
$340.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Al-Ittihad pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
O telefone voltou a tocar por causa de Rashid Al-Shammari, e desta vez do outro lado está o Al-Njoom. No Al-Ra'ed ouvem com educação e não prometem nada.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
Hassan Rabea e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Al-Ra'ed sobre quem trabalha
Hassan Rabea esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Al-Ra'ed, mais uma semana sem a assinatura de Hassan Rabea.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Hassan Rabea treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
A língua chegou, o encolher de ombros foi-se, e discute nos treinos como um homem que conta estar cá para o ano. Nada disto aparece num valor de transferência, e tudo isto aparece no relvado.
Alguém com quem falar no cabide ao lado, umas palavras na língua, e um centro de treinos que deixou de ser um país estrangeiro. Nunca aparece num relatório de observação e decide a maioria das contratações.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Al-Ra'ed está a esgotar-se.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Al-Ra'ed toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Valentino Cozza estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todo o plantel tem homens contratados por um treinador concreto e homens que foram simplesmente herdados. Faisal Al-Ghamdi está no primeiro grupo, e quem o quis aqui já não está no edifício.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Adeeb Al-Hassan está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
O dinheiro que disseram ao treinador que tinha é agora dinheiro que o treinador tinha. $2.0M desaparecidos da mesa sem comunicado, e um balneário que percebe o que isso quer dizer.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Al-Ra'ed, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Al-Ra'ed ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Al-Ra'ed coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A formação existe exatamente para esta manhã. Salem Al-Qahtani passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
A formação existe exatamente para esta manhã. Hamad Al-Nemer passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
A formação existe exatamente para esta manhã. Hamad Al-Shammari passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Plantel24/03/2036
Valentino Cozza desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Plantel24/03/2036
No Al-Ra'ed ainda são estranhos uns para os outros
9 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Hassan Rabea lesiona os ligamentos do joelho — 16 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 16 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 7 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Al-Qadisiyah fica com o seu homem, e o Al-Ra'ed volta a uma lista com um nome riscado.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Al-Ra'ed vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Al-Qadisiyah pode já não estar a vender.
19 ações defensivas e uma baliza a zero no fim delas. A tarde de um defesa só se pode contar pelo que não aconteceu, e é por isso que ninguém faz um resumo com ela e qualquer treinador da divisão a assinava.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Al-Ra'ed coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Hassan Rabea lesiona os ligamentos do joelho — 23 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 23 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Plantel11/02/2036
Uma transferência que Mark Ugboh teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Mark Ugboh está a viver essa versão no Al-Ra'ed, e costuma notar-se no primeiro mês.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 6 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Não há pior forma de perder um futebolista. Ahmed Al-Sheikh pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Saiu miúdo e regressa a saber ainda onde fica a bancada dos visitantes. A maioria dos reforços tem de ser explicada à cidade; a este bastou uma fotografia.
Ali Al-Hussain esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Al-Ra'ed ofereceu $70.0K; o Al-Hilal disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
O Al-Ra'ed ficou sem tempo com o Al-Ittihad. Os papéis estavam abertos quando o prazo passou, e uma transferência que estava quase feita é agora uma transferência que nunca aconteceu.
30 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Al-Ra'ed perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
As bancadas04/02/2036
A raiva no Al-Ra'ed transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Interim Coach treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Al-Ra'ed já se começa a dizer o nome dele no passado.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $163.2K do que o Al-Ra'ed pagou por Hernandez Avouzoua é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
O aperto de mão com o Al-Qadisiyah está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Plantel04/02/2036
Hassan Rabea consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Hassan Rabea acabou de assinar pelo Al-Ra'ed e, por uma vez, a resposta importava.
Hassan Rabea lesiona os ligamentos do joelho — 37 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 37 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Al-Fateh falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Al-Fateh perdeu-o em tudo menos nos papéis.
13 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
44 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Al-Fateh perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Al-Fateh vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
52 pontos e ninguém por cima. A palavra ainda não se diz à volta do estádio, e pensa-se em todas as cadeiras.
Jogo19/01/2036
Ninguém quer jogar contra o Al-Fateh neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Ammar Al-Khaibari e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
14 golos e uma média de 7.29 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Al-Taawoun fica com o seu homem, e o Al-Fateh volta a uma lista com um nome riscado.
Jogo19/01/2036
Mais uma trazida de fora
3 seguidas na estrada para o Al-Fateh. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
51 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Al-Fateh perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 79 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Najran tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Al-Fateh podem fingir não ter ouvido.
Jogo12/01/2036
O Al-Fateh torna a sua casa um sítio difícil de visitar
12 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
58 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Al-Fateh perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Al-Fateh vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
A proposta do Al-Qadisiyah por Mohammed Al-Essa foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Verba acordada, salário acordado, e o Al-Batin à espera com uma camisola. No Al-Fateh ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Al-Fateh ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Al-Fateh estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Al-Fateh, e não vai ser retirado.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Daler Tuxsanov e o Al-Fateh acertam mais 2 anos.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. Mohammed Al-Subaie volta a ser jogador do Al-Fateh, e a cidade tem a sua história do verão.
Ammar Al-Khaibari esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Sultan Harun. 2‑0 sobre o Ohod, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
2 golos em vinte minutos com Sultan Harun no meio de tudo, e o Ohod sem conseguir chegar à bola tempo suficiente para mudar seja o que for. Há jogos que se ganham antes da primeira bebida.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Adel Khadhari estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Abdullah Al-Otaibi e o Al-Fateh acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Hassan Rabea será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Al-Fateh as despedidas começaram em silêncio.
Mohammed Mahzari esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
12 golos e uma média de 7.22 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Metade do calendário jogado, 1.º lugar, 36 pontos somados. Multiplicar por dois é a conta que todos os adeptos já fizeram e a única que ninguém no clube fará em voz alta.
Ammar Al-Khaibari esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Dimpho Madalane estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Ahmed Al-Shamrani está nela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Abdulmalik Al-Jaber. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Al-Fateh, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Hassan Rabea: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Al-Fateh a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Já são 7 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Abdulmalik Al-Jaber produziu-o, e o 8.37 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Al-Fateh coisas que levam mais de uma semana a retirar.
4 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Uma média de 7.23 na época, com 12 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Adel Khadhari estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A raiva no Al-Fateh transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Al-Fateh coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 33 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
Plantel15/10/2035
Dimpho Madalane desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
A raiva no Al-Fateh transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Ahmed Al-Shamrani produziu-o, e o 8.67 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Al-Fateh ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
7.49, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Hassan Rabea marcou, foi avaliado com 7.14 e voltou antes de alguém dar pela falta.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Al-Fateh nada responderam, o que também é uma resposta.
Notas dos jogadores17/09/2035
Um golo e uma assistência para Wadhah Malik — 7.93
Participação em 2 golos, de um jogador que passou noventa minutos a fazer aquilo que um treinador quer mesmo: estar onde a bola ia acabar. 7.93 ao lado do nome.
Ammar Al-Khaibari e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Al-Fateh entrevistou o mercado e nomeou o corredor: Interim Coach fica com o trabalho que já fazia em tudo menos no título. Às vezes as mãos mais seguras são as que já seguram o volante.
Plantel10/09/2035
Ivan Aravena lesiona os ligamentos do joelho — 17 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 17 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Al-Fateh coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Al-Hilal fica com o seu homem, e o Al-Fateh volta a uma lista com um nome riscado.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Al-Fateh sabem-no.
Toda a carreira longa chega à semana em que o jogador começa a pensar na última. Gostaria que fosse no clube que o pôs pela primeira vez num campo, e no Al-Fateh já sabem disso.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ahmed Al-Shamrani, e o treinador deixou.
Ivan Aravena lesiona os ligamentos do joelho — 31 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 31 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Al-Fateh fez a parte difícil com o Hajer, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Ammar Al-Khaibari e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Al-Khaleej fica com o seu homem, e o Al-Fateh volta a uma lista com um nome riscado.
Três pontos para o Al-Fateh: um 2‑0 diante do Al-Ettifaq num duelo decidido por pormenores.
Plantel27/08/2035
Palavras no treino do Al-Fateh sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Adel Khadhari está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
38 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Al-Fateh perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Al-Fateh ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.08 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
As regras permitem-no e dói na mesma. Hassan Rabea acertou condições com o Al-Ra'ed para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Ammar Al-Khaibari e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
$71.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Al-Khaleej pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Yasser Al-Sulami não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Al-Ra'ed, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Rashid Al-Shammari será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Al-Ra'ed as despedidas começaram em silêncio.
A proposta seguiu esta semana para o Najran, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Al-Fateh vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Hassan Rabea pré-acordou a mudança para o Al-Ra'ed, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Yasir Al-Shammari e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Abdel Ali Hamadi estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Al-Fateh ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Abdulmalik Al-Jaber estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Mohammed Hazazi e o Al-Fateh acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Rizky Ridho esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel16/07/2035
12 caras novas e o Al-Fateh ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Abdulmalik Al-Jaber assinar alguma coisa — um contrato no Al-Fateh ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Al-Fateh, e não vai ser retirado.
O aperto de mão com o Najran está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
O Al-Fateh foi ao Al-Faisaly com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Ammar Al-Khaibari esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Al-Khaleej queria mais do que $160.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Al-Fateh vai falar em 18 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Al-Fateh está a esgotar-se.
Ammar Al-Khaibari esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Al-Khaleej fica com o seu homem, e o Al-Fateh volta a uma lista com um nome riscado.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Abdulaziz Al-Suwailem tem a sua resposta do Al-Fateh; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Abdulmalik Al-Jaber. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Al-Fateh, e não vai ser retirado.
Plantel28/05/2035
Palavras no treino do Al-Fateh sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Kelvin Ihunwo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Al-Fateh coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Omar Shami, e o treinador deixou.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Mohammed Al-Subaie apontou a data.
Quatro parágrafos no site do clube, nenhum deles sobre futebol. A direção agradeceu, desejou-lhe felicidades e já tinha a procura em marcha antes de a página ir para o ar.
Jogo03/02/2035
Não se vê o fim da espera do Al-Fateh por uma vitória
Já são 13 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Al-Fateh tem de arrancar um resultado de algum lado.
As bancadas05/02/2035
A raiva no Al-Fateh transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Verba acordada, salário acordado, e o Al-Khaleej à espera com uma camisola. No Al-Fateh ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Não sobra ninguém para promover nem ninguém para dirigir um treino. A direção trouxe um nome que os adeptos não conhecem, e a pergunta de como um clube chega aqui vai durar mais do que quem lhe responder.
Todo o departamento de futebol numa sala, numa manhã de dia de semana. Nada foi anunciado depois, que é o que uma direção anuncia quando a paciência acabou.
«Alguém tem de fazer a equipa no sábado. Esta semana sou eu, e não pensei mais longe do que isso.» Não houve promessas de parte a parte, que é como estas coisas costumam começar.
Em resumo
PlantelHassan Rabea consegue a transferência que sempre quis