“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Barcelona de Ilhéus, e não vai ser retirado.
O Barcelona de Ilhéus tinha feito tudo menos convencer o próprio. Fica no Vasco da Gama, e o treinador volta à estaca zero com o dinheiro ainda no banco.
Danilo Guimarães e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O Barcelona de Ilhéus perguntou e o Operário Ferroviário disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Carlos Villalba. 2‑0 sobre o Santa Cruz de Natal, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Notas dos jogadores12/06/2028
Dylan López jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.11. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Perguntou-se ao Cruzeiro se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
O banco12/06/2028
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Antônio Gomes foi breve depois da vitória por 2‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
O Guarani segue em frente e o Barcelona de Ilhéus vai para casa, com um 1‑5 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
1-5, e muito antes do fim a bancada visitante tinha passado do incentivo para algo bastante mais afiado. Ninguém liga para um programa de rádio por perder por pouco.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Barcelona de Ilhéus, e não vai ser retirado.
8 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Sergipe foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Barcelona de Ilhéus e do Guarani por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Já são 7 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Barcelona de Ilhéus tem de arrancar um resultado de algum lado.
Hernán Sanabria e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Dylan López tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Avaliado com 7.73. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Antônio Gomes depois do empate por 1‑1, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sardor Qudratov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Em resumo
O bancoNeste momento há alguém melhor do que Diego Borges
43 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Barcelona de Ilhéus perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Dylan López e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Hulk assinar alguma coisa — um contrato no Barcelona de Ilhéus ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Bruno Sena lesiona os ligamentos do joelho — 50 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 50 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Plantel03/04/2028
Matías Mosquera desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Matías Mosquera está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
Todos os plantéis são metade jogadores que o treinador escolheu e metade jogadores que herdou. Kevyn foi escolhido, o homem que o escolheu foi-se, e ele recomeça do zero com o próximo.
O clube não está proibido de gastar; simplesmente não tem nada que não tenha encaixado primeiro. Cada nome associado a Barcelona de Ilhéus neste mercado vem com um nome a sair na mesma frase.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Barcelona de Ilhéus, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Bruno Sena lesiona os ligamentos do joelho — 94 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 94 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 43 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Barcelona de Ilhéus falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Barcelona de Ilhéus podem fingir não ter ouvido.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Sardor Qudratov acabou de assinar pelo Barcelona de Ilhéus e, por uma vez, a resposta importava.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Erick Daltro e o Barcelona de Ilhéus acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Barcelona de Ilhéus coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Barcelona de Ilhéus já telefonou ao Bragantino. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 46 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Barcelona de Ilhéus, e não vai ser retirado.
O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Roger Gabriel não precisou: 8.16, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Barcelona de Ilhéus nada responderam, o que também é uma resposta.
Dylan López e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Roger Gabriel marcou, e pouco mais correu bem: 1‑3 para o Ferroviário, e um caminho silencioso até ao balneário.
Plantel29/11/2027
Matías Mosquera desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco29/11/2027
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 1‑3 Antônio Gomes saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Matías Mosquera
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.01 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Cauã Soares e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 35 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 20 anos que sente como seu. Roger Gabriel tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Barcelona de Ilhéus, e 7 jogos em 18 dizem que merece ser ouvido.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 51 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Antônio Gomes depois do 0‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
O banco20/09/2027
Cauã Soares tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Barcelona de Ilhéus dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Barcelona de Ilhéus, mais uma semana sem a assinatura de Christianno.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Barcelona de Ilhéus vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Barcelona de Ilhéus coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Barcelona de Ilhéus perguntou e o Inter de Limeira disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Danilo Guimarães. 1‑0 sobre o Central, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
O Barcelona de Ilhéus já telefonou ao Londrina. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 1‑0, Antônio Gomes podia dar-se ao luxo de ser generoso.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Barcelona de Ilhéus falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Barcelona de Ilhéus coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Cauã Soares estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Disseram uma coisa a Erick Daltro e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
O banco17/05/2027
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Dylan López
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
123 dias de fora para Facundo Romero depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Barcelona de Ilhéus vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Barcelona de Ilhéus ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Thiago Santos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Direção19/04/2027
5 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Barcelona de Ilhéus
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Já ia em 6 jogos. Os jogadores não festejaram como quem ganhou um jogo; festejaram como quem acabou de ser libertado de alguma coisa.
Plantel19/04/2027
Matías Mosquera desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Samuel Freitas está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Bruno Machado é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No Barcelona de Ilhéus sabem-no, e também todos os que o veem.
Perguntou-se ao Sport Recife se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
O Barcelona de Ilhéus já telefonou ao Londrina. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Jhonesy Vásquez e o Barcelona de Ilhéus acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Pedro Gomes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Clayton Sales treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.