Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Famalicao coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel16/11/2026
Palavras no treino do Famalicao sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Leonardo Realpe está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Antevisão16/11/2026
O Famalicao mede-se com a equipa que todos perseguem
O Benfica chega como líder. Uma equipa no topo perde mais ou menos uma vez por mês, e o clube que o consegue ganha uma semana de que se lembra durante um ano.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Famalicao disse a Pedro Santos que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Sorriso assinar alguma coisa — um contrato no Famalicao ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Umar Abubakar está nela.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Gil Dias: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Famalicao a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Ricardo Alves e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O banco16/11/2026
João Daniel volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do Trofense já trabalhou com João Daniel e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Trofense. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
2.º lugar e 17 pontos no marcador. No estádio ainda ninguém diz a palavra, e no estádio toda a gente pensa nela.
Notas dos jogadores09/11/2026
Lamine Bèye, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.00
Um 8.00 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Ricardo Ryller marcou, foi avaliado com 7.94 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Diogo Leitão estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Trofense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
João Daniel volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do Trofense já trabalhou com João Daniel e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 19 anos que sente como seu. Lamine Bèye tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Famalicao coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Famalicao sabem-no.
Dribles concretizados: 18. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
O banco05/10/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Simao Goncalves a uma sala que já as tinha ouvido.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
Em resumo
O bancoUmar Abubakar pede uma conversa com o treinador
Emprestados3 golos por empréstimo para Lamine Bèye
Notas dos jogadoresA tarde passou toda por Gil Dias
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.32 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 19 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Trofense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O banco05/10/2026
João Daniel volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do Trofense já trabalhou com João Daniel e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
O mais difícil de ter 18 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Diego Castel-Branco não precisou: 8.28, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.24 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.65 para o resto.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Trofense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Estoril Praia fica com o seu homem, e o Trofense volta a uma lista com um nome riscado.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Leo Lopes treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Khalid Hachadi deixa o Trofense pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Rafael Assis deixa o Trofense pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.