Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 55 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Esteghlal ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel27/07/2043
Palavras no treino do Esteghlal sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dejan Radonjić está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Toda a gente deixou de fingir: o Padideh vai fazer a chamada por Mehdi Vafaei esta semana. O Esteghlal tem um número em mente, e o número não é tímido.
O Esteghlal torna a sua casa um sítio difícil de visitar
80 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
49 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Esteghlal perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Esteghlal falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nil Gómez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Esteghlal as despedidas começaram em silêncio.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Selton
Mehdi Moharrami lesiona os ligamentos do joelho — 115 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 115 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Esteghlal ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Plantel30/03/2043
Selton desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Esteghlal ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 111 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Marcos Ortíz produziu-o, e o 8.10 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Esteghlal ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Jogo01/11/2042
Ninguém quer jogar contra o Esteghlal neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Selton e o Esteghlal acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Em resumo
Notas dos jogadoresUma tarde de defesa para Dejan Radonjić
18 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Esteghlal perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.97 aos 37, e ninguém no campo esteve melhor.
Plantel11/08/2042
Palavras no treino do Esteghlal sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nilson Angulo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Matej Jurička esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Toda a gente deixou de fingir: o Padideh vai fazer a chamada por Denso Kasius esta semana. O Esteghlal tem um número em mente, e o número não é tímido.
Luka Romero lesiona os ligamentos do joelho — 59 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 59 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Esteghlal ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Luka Romero lesiona os ligamentos do joelho — 110 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 110 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há um silêncio muito próprio: o de um estádio a ver dissolver-se uma posição vencedora. O Persepolis continuou a vir porque nada o travou, e ao Esteghlal vão perguntar pela última meia hora a semana inteira.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Esteghlal falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Marcos Ortíz produziu-o, e o 8.28 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Esteghlal, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Dino Godec será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Esteghlal as despedidas começaram em silêncio.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Esteghlal falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Esteghlal, e não vai ser retirado.
2 golos de vantagem e depois uma rendição lenta de tudo o que fora ganho. Tynan Thompson não será o apontado, mas ninguém no Esteghlal escapa à conversa que se segue a um colapso destes.
19 golos e uma média de 7.48 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
O negócio que levaria Jordy Bawuah para o Tractor caiu na fase final e ele reapresenta-se no Esteghlal com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Esteghlal ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Em resumo
PlantelUma transferência que Matej Jurička teria feito de graça