Dorian Guizouarn esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Hassan Ngaradoumbe e o AS DGSSIE acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O AS DGSSIE disse a Mohamed Aït El Hadj que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Segue-se o Renaissance, e há um homem no balneário do AS DGSSIE que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O AS DGSSIE sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No AS DGSSIE ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Dorian Guizouarn e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Rodrigo Boa Morte estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A primeira derrota em 5 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o CotonTchad; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Elijah Odede, e o treinador deixou.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Édouard N'Diaye produziu-o, e o 8.70 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.87 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
«Disseram-me qual seria o meu papel e assinei por causa disso. Não aconteceu.» Uma queixa com data marcada é a mais difícil de resolver.
Jogo01/03/2036
Ninguém quer jogar contra o AS DGSSIE neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Dorian Guizouarn esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Rodrigo Boa Morte estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que AS DGSSIE podem fingir não ter ouvido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Leon Ademola será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no AS DGSSIE as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no AS DGSSIE coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Foullah Edifice fica com o seu homem, e o AS DGSSIE volta a uma lista com um nome riscado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Rodrigo Boa Morte estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
0‑3 para o Foullah Edifice, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O AS DGSSIE perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O AS DGSSIE pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Direção04/02/2036
O AS DGSSIE fecha o mercado com um plantel feito por si
0 entradas e 2 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Dorian Guizouarn esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Rodrigo Boa Morte estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O AS DGSSIE perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Já são 5 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.95 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
5 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do AS DGSSIE, e não vai ser retirado.
Verba acordada, salário acordado, e o Aiglons à espera com uma camisola. No AS DGSSIE ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no AS DGSSIE coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Rodrigo Boa Morte estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Jogo12/01/2036
Mais uma trazida de fora
3 seguidas na estrada para o AS DGSSIE. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
100 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
Em resumo
Alvos de mercadoUm empréstimo de Andrei Ciobanu está em marcha
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Dorian Guizouarn marcou, foi avaliado com 7.95 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No AS DGSSIE ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no AS DGSSIE coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Rodrigo Boa Morte estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 3‑1, Ryan Wijnaldum podia dar-se ao luxo de ser generoso.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do AS DGSSIE, e não vai ser retirado.
Dorian Guizouarn e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel24/12/2035
Palavras no treino do AS DGSSIE sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rodrigo Boa Morte está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A primeira derrota em 5 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o CotonTchad; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Duas equipas do topo da tabela, uma tarde, e um mês de conversa decidido em noventa minutos. O AS DGSSIE não vai usar a palavra título esta semana e não vai deixar de a pensar.
O banco24/12/2035
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑2 Ryan Wijnaldum saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
O AS PSI vai querer esquecer isto depressa: 5‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O AS DGSSIE foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.08 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no AS DGSSIE coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Notas dos jogadores17/12/2035
Mário Nsumbu jogou uma tarde diferente da de toda a gente
9.69. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
O US Moursal vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O AS DGSSIE foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Jogo24/11/2035
O AS DGSSIE torna a sua casa um sítio difícil de visitar
12 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Notas dos jogadores26/11/2035
Um golo de defesa dá a vitória ao AS DGSSIE — 7.89
1 para Dorian Guizouarn, avaliado com 7.89, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do AS DGSSIE, e não vai ser retirado.
Já são 7 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Dorian Guizouarn e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Ryan Wijnaldum sobre uma tarde de 3‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Em resumo
O bancoMário Nsumbu pede uma conversa com o treinador
O mais difícil de ter 19 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Marius Haroun não precisou: 7.85, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em AS DGSSIE já falam dele no passado.
Jogo03/11/2035
O AS DGSSIE torna a sua casa um sítio difícil de visitar
11 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Dorian Guizouarn e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
“Observei este plantel. Há nele mais do que a tabela diz.” Primeira conferência de imprensa, primeira promessa — Ryan Wijnaldum fez a que todos os treinadores novos fazem, e agora vem a parte em que ela é verificada.
Dorian Guizouarn e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Jogo27/10/2035
O AS DGSSIE torna a sua casa um sítio difícil de visitar
9 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Plantel29/10/2035
Palavras no treino do AS DGSSIE sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rodrigo Boa Morte está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alae Hadaji, e o treinador deixou.
Sofrer é uma coisa; a resposta é o que fala de um balneário. Mário Nsumbu pôs o AS DGSSIE de novo em igualdade em 1 minutos, e o Foullah Edifice nunca chegou a jogar com vantagem.
Em resumo
Notas dos jogadoresNasiru Umar passa por eles um de cada vez
O fim chegou numa terça-feira, como costuma acontecer: uma reunião curta, um comunicado mais curto, e Interim Coach a esvaziar o gabinete antes do meio-dia. O ritual mais cruel do futebol, cumprido a horas.
A equipa técnica esvaziou-se por completo e não havia ninguém internamente para promover, por isso o clube nomeou um nome que quase nenhum adepto reconhecerá. Recupera-se disto; ninguém gosta de o explicar.
“Não penso para lá de sábado, e não aconselharia ninguém a fazê-lo.” A primeira regra do interino é fingir que o trabalho é pequeno; Interim Coach recitou-a na perfeição.
7.94, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nasiru Umar será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no AS DGSSIE as despedidas começaram em silêncio.
Dorian Guizouarn e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
5 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Rodrigo Boa Morte estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Em resumo
Notas dos jogadoresNasiru Umar encarou-os todo o jogo
Dorian Guizouarn e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Rodrigo Boa Morte estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Rodrigo Boa Morte, e o treinador deixou.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no AS DGSSIE, mais uma semana sem a assinatura de Cedric Mongo.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Ezechiel Ndoram: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o AS DGSSIE a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Mário Nsumbu assinar alguma coisa — um contrato no AS DGSSIE ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
20 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O AS DGSSIE perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do AS DGSSIE, e não vai ser retirado.
Cedric Mongo e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O banco24/09/2035
Cedric Mongo volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do AS DGSSIE já trabalhou com Cedric Mongo e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Ninguém no AS DGSSIE dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Faltam 3 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o AS DGSSIE pode pedir e sobe o salário que Alae Hadaji pode exigir.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Oumar Ngaradoumbe, e o treinador deixou.
27 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O AS DGSSIE perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Leon Ademola será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no AS DGSSIE as despedidas começaram em silêncio.
Dorian Guizouarn e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O AS Etat Major fica com o seu homem, e o AS DGSSIE volta a uma lista com um nome riscado.
O banco17/09/2035
Cedric Mongo volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do AS DGSSIE já trabalhou com Cedric Mongo e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Faz o seu trabalho e não se está a instalar. O AS DGSSIE devia ser um passo em frente nas contas dele, e as contas dele foram revistas desde que chegou.
«Há uma distância, e fingir que não há não ajuda ninguém.» Nenhuma das partes se mexeu, e o calendário trabalha para uma delas apenas.
Plantel17/09/2035
8 caras novas e o AS DGSSIE ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Alae Hadaji lesiona os ligamentos do joelho — 34 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 34 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nasiru Umar será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no AS DGSSIE as despedidas começaram em silêncio.
As regras permitem-no e dói na mesma. Justice Sylvester Jonathan acertou condições com o Foullah Edifice para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Djibrine Mbaiguedem e o AS DGSSIE acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Dorian Guizouarn esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O banco10/09/2035
Cedric Mongo volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do AS DGSSIE já trabalhou com Cedric Mongo e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Abdramane Mbainaissem é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
A formação existe exatamente para esta manhã. Ahmat Souleymane passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Moussa Ngaradoumbe é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
41 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O AS DGSSIE perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do AS DGSSIE já se começa a dizer o nome dele no passado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que AS DGSSIE podem fingir não ter ouvido.
Direção03/09/2035
O prazo passa com 3 contratações e 12 saídas
Está feito o negócio no AS DGSSIE até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Justice Sylvester Jonathan regressa a AS DGSSIE com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
48 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O AS DGSSIE perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O AS DGSSIE perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A proposta do AS PSI por Abdoulaye Moustapha foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Dorian Guizouarn e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Ninguém no AS DGSSIE dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em AS DGSSIE, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que AS DGSSIE podem fingir não ter ouvido.
Verba acordada, salário acordado, e o AS PSI à espera com uma camisola. No AS DGSSIE ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Dorian Guizouarn e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lilian Anselin estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Lilian Anselin está nela.
16 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O AS DGSSIE perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do AS DGSSIE, e não vai ser retirado.
Verba acordada, salário acordado, e o AS Algoy à espera com uma camisola. No AS DGSSIE ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No AS DGSSIE ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Toda a gente deixou de fingir: o AS PSI vai fazer a chamada por Abdoulaye Moustapha esta semana. O AS DGSSIE tem um número em mente, e o número não é tímido.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Abdoulaye Moustapha estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Uma sondagem ao Foullah Edifice para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
23 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O AS DGSSIE perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Verba acordada, salário acordado, e o AS Algoy à espera com uma camisola. No AS DGSSIE ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no AS DGSSIE coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O CotonTchad fica com o seu homem, e o AS DGSSIE volta a uma lista com um nome riscado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lilian Anselin estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Adam Oumar lesiona os ligamentos do joelho — 30 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 30 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O CotonTchad segue em frente e o AS DGSSIE vai para casa, com um 1‑4 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
Verba acordada, salário acordado, e o AS Algoy à espera com uma camisola. No AS DGSSIE ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
1-4, e muito antes do fim a bancada visitante tinha passado do incentivo para algo bastante mais afiado. Ninguém liga para um programa de rádio por perder por pouco.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que AS DGSSIE podem fingir não ter ouvido.
Alvos de mercado02/07/2035
Os exames médicos acabam com o negócio de Issa Haroun
Estava tudo acordado com o Foullah Edifice, e então o médico falou. O AS DGSSIE desistiu de uma contratação por conselho de alguém que nunca o viu jogar, que é exatamente como deve funcionar.
Em resumo
O bancoLeon Ademola: não foi isto que me prometeram
36 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O AS DGSSIE perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Abdoulaye Moustapha será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no AS DGSSIE as despedidas começaram em silêncio.
Plantel28/05/2035
Lilian Anselin desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Dorian Guizouarn treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Em resumo
MercadoA história de Alae Hadaji recusa-se a morrer
43 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O AS DGSSIE perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do AS DGSSIE, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nasiru Umar será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no AS DGSSIE as despedidas começaram em silêncio.
Dorian Guizouarn esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel21/05/2035
Palavras no treino do AS DGSSIE sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lilian Anselin está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Alae Hadaji está nela.
Ninguém proibiu o clube de gastar; simplesmente não tem nada para gastar que não tenha primeiro arrecadado. Cada nome que entra vem com outro agarrado à saída.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Dorian Guizouarn treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 50 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que AS DGSSIE podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No AS DGSSIE ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no AS DGSSIE coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Há uma distância, e fingir que não há não ajuda ninguém.» Nenhuma das partes se mexeu, e o calendário trabalha para uma delas apenas.
Plantel14/05/2035
Palavras no treino do AS DGSSIE sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Abdoulaye Moustapha está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O banco14/05/2035
Lilian Anselin tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no AS DGSSIE dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em AS DGSSIE, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
92 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O AS DGSSIE perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No AS DGSSIE ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Dorian Guizouarn e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O prémio é pouca coisa com um significado pesado: durante quatro semanas ninguém neste escalão fez melhor o seu trabalho. AS DGSSIE têm o troféu numa prateleira e o jogador na equipa.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em AS DGSSIE, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Ninguém no AS DGSSIE dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 99 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nasiru Umar será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no AS DGSSIE as despedidas começaram em silêncio.
Dorian Guizouarn esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A primeira derrota em 5 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o CotonTchad; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Uma média de 7.33 na época, com 4 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 1‑3, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Em resumo
DireçãoEm AS DGSSIE, 89% das receitas vão para salários
O Stars Jeunes Talents vai querer esquecer isto depressa: 4‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O AS DGSSIE foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
46 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Mário Nsumbu produziu-o, e o 9.00 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Dorian Guizouarn marcou, foi avaliado com 7.99 e voltou antes de alguém dar pela falta.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no AS DGSSIE, mais uma semana sem a assinatura de Alae Hadaji.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O AS DGSSIE perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Dorian Guizouarn e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O CotonTchad fica com o seu homem, e o AS DGSSIE volta a uma lista com um nome riscado.
Verba acordada, salário acordado, e o AS Algoy à espera com uma camisola. No AS DGSSIE ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do AS DGSSIE, e não vai ser retirado.
Direção05/02/2035
O prazo passa com 0 contratações e 1 saídas
Está feito o negócio no AS DGSSIE até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
Dorian Guizouarn e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O AS DGSSIE perguntou e o Stars Jeunes Talents disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Djibrine Mbaiguedem, e o treinador deixou.
Verba acordada, salário acordado, e o AS Algoy à espera com uma camisola. No AS DGSSIE ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do AS DGSSIE, e não vai ser retirado.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 36 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
O AS DGSSIE perguntou e o Stars Jeunes Talents disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do AS DGSSIE, e não vai ser retirado.
Dorian Guizouarn esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O jogo que o resto da divisão espera com mais vontade do que qualquer das duas equipas envolvidas. Ambas sabem que uma vitória muda a época e uma derrota não a acaba, e é isso que o torna difícil de jogar.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Brahim Haroun tem a sua resposta do AS DGSSIE; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Já são 6 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Dorian Guizouarn e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
7.92, e nenhuma discussão séria de quem lá esteve. O AS DGSSIE tinha onze homens em campo e um deles decidiu como aquilo correu.
Plantel18/12/2034
Palavras no treino do AS DGSSIE sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Abdoulaye Moustapha está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 2‑0, Interim Coach podia dar-se ao luxo de ser generoso.
Em resumo
O bancoAlae Hadaji tornou-se um homem de confiança do treinador
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que AS DGSSIE podem fingir não ter ouvido.
Já trabalharam juntos e não acabou bem. Ninguém no AS DGSSIE espera que o novo treinador tenha esquecido, e Ezechiel Mbaiguedem menos ainda.
Plantel20/11/2034
Palavras no treino do AS DGSSIE sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Abdoulaye Moustapha está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Direção20/11/2034
Em AS DGSSIE não entra ninguém enquanto não sair alguém
O clube não está proibido de gastar; simplesmente não tem nada que não tenha encaixado primeiro. Cada nome associado a AS DGSSIE neste mercado vem com um nome a sair na mesma frase.
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Adam Oumar: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o AS DGSSIE a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Mathéo Moussa assinar alguma coisa — um contrato no AS DGSSIE ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Etebo Obafemi treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
2 defendidos dos onze metros, e um estádio que vai descrever cada um deles durante vinte anos. Um guarda-redes precisa de uma noite assim numa carreira, e foi esta.
Vitória por 1‑1 sobre o Stars Jeunes Talents, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que AS DGSSIE podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no AS DGSSIE coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Três pontos para o AS DGSSIE: um 1‑0 diante do Elect Sport num duelo decidido por pormenores.
Plantel06/11/2034
Palavras no treino do AS DGSSIE sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Etebo Obafemi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do AS DGSSIE, e não vai ser retirado.
Jogo28/10/2034
Ninguém quer jogar contra o AS DGSSIE neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Dorian Guizouarn esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Já trabalharam juntos e não acabou bem. Ninguém no AS DGSSIE espera que o novo treinador tenha esquecido, e Ezechiel Mbaiguedem menos ainda.
O banco30/10/2034
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Interim Coach, sobre uma vitória por 1‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.