Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Krasnodar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel15/05/2034
Palavras no treino do Krasnodar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alexandr Chernikov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Sergey Volkov, e o treinador deixou.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Tobias Canale quer futebol continental; se o Krasnodar o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
A série sem derrotas chega aos 20 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Krasnodar podem fingir não ter ouvido.
Alexandr Chernikov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Abubakar Adams e o Krasnodar acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.