“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Rubin 2, e não vai ser retirado.
Dribles concretizados: 21. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
200 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
Dribles concretizados: 29. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Dmitry Prokhorov chama-lhe outra coisa em privado.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Rubin 2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O Chaika defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Artem Ismagilov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Rubin 2 as despedidas começaram em silêncio.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Rubin 2, mais uma semana sem a assinatura de Dmitry Prokhorov.
Faltam 1 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Rubin 2 pode pedir e sobe o salário que Dmitry Zheltukhin pode exigir.
Em resumo
MercadoDanil Akhatov colocado na lista de transferências
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Rubin 2 ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Adel Teshkin marcou, foi avaliado com 7.93 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Dmitry Radikovskiy e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Alexei Tolstoy tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
Deslocado, substituído antes da hora, a correr o que é dos outros: Danil Akhatov está farto de ser útil e gostava de ser titular. Em Rubin 2 sabem, e sabem há semanas.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Artem Ismagilov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Rubin 2 as despedidas começaram em silêncio.
Avaliado com 7.73. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Dmitry Borodin: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Rubin 2 a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Ninguém no Rubin 2 sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
Faltam 2 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Rubin 2 pode pedir e sobe o salário que Dmitry Zheltukhin pode exigir.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Alexandr Dobroditskiy treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Dmitry Borodin marcou, foi avaliado com 7.99 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Metade do calendário jogado, 4.º lugar, 31 pontos somados. Multiplicar por dois é a conta que todos os adeptos já fizeram e a única que ninguém no clube fará em voz alta.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Daniil Motorin treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
4.º lugar com 31 pontos, e os lugares que dão bilhete para a Europa estão perto o suficiente para se contarem. Épocas assim decidem-se em dois resultados em abril, e o clube sabe quais.
Colocado numa posição que não é a sua, ou substituído antes da hora uma vez de mais: Lenar Fattakhov deixou claro que não gosta da forma como o Rubin 2 o está a utilizar. Os treinadores sabem destas coisas muito antes da imprensa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Rubin 2 coisas que levam mais de uma semana a retirar.
200 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
1‑1, e os dois balneários vão falar de dois pontos perdidos. Um empate que fez muitas perguntas e não respondeu a nenhuma.
Antevisão31/10/2033
O Rubin 2 mede-se com a equipa que todos perseguem
O Krylya Sovetov chega como líder. Uma equipa no topo perde mais ou menos uma vez por mês, e o clube que o consegue ganha uma semana de que se lembra durante um ano.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Dmitry Zheltukhin treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Faltam 4 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Rubin 2 pode pedir e sobe o salário que Daniil Motorin pode exigir.
0‑3 para o Dinamo Moscow 2, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
A jogar fora da posição, substituído à hora de jogo, obrigado a ser alguém que não é — os detalhes variam e o humor não. O Rubin 2 tem um jogador a fazer o seu trabalho sob protesto.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Dmitry Zheltukhin assinar alguma coisa — um contrato no Rubin 2 ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Ninguém no Rubin 2 sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
«De fora não vem ninguém salvar-nos.» Foi curto, foi incómodo e, segundo todos, o vestiário do Rubin 2 ficou depois mais calado do que em toda a temporada.
Nem dispensado, nem lesionado: poupado. A equipa técnica decidiu que as pernas importavam mais do que a tarde, e não é por acaso que esta é a linha menos dramática desta página.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Rubin 2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Daniil Motorin subiu nela.
Um fim de semana, avaliado contra o de todos os outros. Dmitry Radikovskiy ficou por cima, e para a maioria dos futebolistas um prémio semanal é o único troféu que uma carreira produz.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O Spartak Kostroma defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
Faltam 5 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Rubin 2 pode pedir e sobe o salário que Daniil Motorin pode exigir.
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.12 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Dmitry Radikovskiy esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Alexei Tolstoy tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Dmitry Zheltukhin, e o treinador deixou.
Em resumo
AntevisãoO líder é o próximo adversário do Rubin 2
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Rubin 2, e não vai ser retirado.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Hassan Ali sai dessa comparação dentro da equipa, e o Rubin 2 beneficiou de cada uma dessas tardes.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Yegor Guziev: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Rubin 2 a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Denis Terekhov subiu nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Dmitry Prokhorov assinar alguma coisa — um contrato no Rubin 2 ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Alexandr Dobroditskiy treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Rubin 2 perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Neman tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Rubin 2, mais uma semana sem a assinatura de Dmitry Prokhorov.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Alexei Tolstoy pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Daniil Motorin será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Rubin 2 as despedidas começaram em silêncio.
Plantel09/05/2033
Artem Nekrasov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Rubin 2 já falam dele no passado.
Plantel11/04/2033
Artem Nekrasov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Daniil Motorin será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Rubin 2 as despedidas começaram em silêncio.
Duas equipas do topo da tabela, uma tarde, e um mês de conversa decidido em noventa minutos. O Rubin 2 não vai usar a palavra título esta semana e não vai deixar de a pensar.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
A jogar fora da posição, substituído à hora de jogo, obrigado a ser alguém que não é — os detalhes variam e o humor não. O Rubin 2 tem um jogador a fazer o seu trabalho sob protesto.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Rubin 2 sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Dmitry Prokhorov produziu-o, e o 8.76 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.07 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
6 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Dinamo Moscow 2 foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Ninguém no Rubin 2 sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
5 tentativas, nenhuma lá dentro. Esteve nos sítios certos a tarde toda, que é a parte difícil, e fez mal a parte fácil: com isso um treinador consegue viver.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Maxim Shichanin será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Rubin 2 as despedidas começaram em silêncio.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 94. O Sokol tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
3‑3, e os dois balneários vão falar de dois pontos perdidos. Um empate que fez muitas perguntas e não respondeu a nenhuma.
Antevisão21/02/2033
O Rubin 2 mede-se com a equipa que todos perseguem
O Dinamo Moscow 2 chega como líder. Uma equipa no topo perde mais ou menos uma vez por mês, e o clube que o consegue ganha uma semana de que se lembra durante um ano.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
200 jogos com esta camisola, através de treinadores, descidas e tudo o resto. Uma entrega assim está a desaparecer do futebol, e a bancada sabe o que está a ver.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Rubin 2 ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Yegor Guziev: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Rubin 2 a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Rubin 2 sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Rubin 2 ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Rubin 2 sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
«Se nos vão ganhar, que não seja porque alguém aqui não se quis chatear.» Levantou-se e disse-o à frente de todos, e isso é algo que um grupo recorda de um homem durante anos.
Segue-se o Spartak Kostroma, e há um homem no balneário do Rubin 2 que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Rubin 2 sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
«Saberei quando chegar a altura. Ainda não chegou.» Fran Álvarez tem 34 anos e 319 jogos nas pernas, e o Rubin 2 terá de planear para qualquer das respostas.
Deslocado, substituído antes da hora, a correr o que é dos outros: Hassan Ali está farto de ser útil e gostava de ser titular. Em Rubin 2 sabem, e sabem há semanas.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Daniil Motorin será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Rubin 2 as despedidas começaram em silêncio.
Hassan Ali esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Artem Bykovskiy. 1‑0 sobre o Rodina, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Danil Akhatov: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Rubin 2 a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Rubin 2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Dmitry Prokhorov. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Não peço a ninguém que seja melhor do que é. Peço a todos que sejam tão bons como são, todas as semanas.” Dito em voz alta, à frente de todos, e o balneário do Rubin 2 ficou diferente depois.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ilja Bulygin será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Rubin 2 as despedidas começaram em silêncio.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.66 para o resto.
200 jogos com esta camisola, através de treinadores, descidas e tudo o resto. Uma entrega assim está a desaparecer do futebol, e a bancada sabe o que está a ver.
As bancadas01/11/2032
A bancada visitante no Torpedo Moscow volta para casa feliz
2-0, e um canto do estádio dos outros que cantou mais alto do que o resto. Aqueles autocarros saem antes do amanhecer, e fora deles ninguém fala disso.
Duas equipas do topo da tabela, uma tarde, e um mês de conversa decidido em noventa minutos. O Rubin 2 não vai usar a palavra título esta semana e não vai deixar de a pensar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Mutalip Alibekov, e o treinador deixou.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Fran Álvarez treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Dmitry Prokhorov assinar alguma coisa — um contrato no Rubin 2 ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
A jogar fora da posição, substituído à hora de jogo, obrigado a ser alguém que não é — os detalhes variam e o humor não. O Rubin 2 tem um jogador a fazer o seu trabalho sob protesto.
«De fora não vem ninguém salvar-nos.» Foi curto, foi incómodo e, segundo todos, o vestiário do Rubin 2 ficou depois mais calado do que em toda a temporada.
Em resumo
Notas dos jogadoresHassan Ali tinha sempre o passe
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Artem Bykovskiy produziu-o, e o 9.08 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Terminou 2‑0, e a tarde foi de Artem Bykovskiy: marcou quando era preciso, e é a razão de os pontos ficarem com o Rubin 2.
Jogo25/09/2032
O Rubin 2 torna a sua casa um sítio difícil de visitar
8 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Vestiu a outra camisola. No sábado joga contra o SKA Khabarovsk com esta, e tudo o que disser esta semana sobre ser um jogo como os outros será mentira.
11 ações defensivas e uma baliza a zero no fim delas. A tarde de um defesa só se pode contar pelo que não aconteceu, e é por isso que ninguém faz um resumo com ela e qualquer treinador da divisão a assinava.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Ilja Bulygin treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
2 golos de vantagem e depois uma rendição lenta de tudo o que fora ganho. Dmitry Prokhorov não será o apontado, mas ninguém no Rubin 2 escapa à conversa que se segue a um colapso destes.
“Não peço a ninguém que seja melhor do que é. Peço a todos que sejam tão bons como são, todas as semanas.” Dito em voz alta, à frente de todos, e o balneário do Rubin 2 ficou diferente depois.
100 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Rubin 2 terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
A jogar fora da posição, substituído à hora de jogo, obrigado a ser alguém que não é — os detalhes variam e o humor não. O Rubin 2 tem um jogador a fazer o seu trabalho sob protesto.
«Se nos vão ganhar, que não seja porque alguém aqui não se quis chatear.» Levantou-se e disse-o à frente de todos, e isso é algo que um grupo recorda de um homem durante anos.
Cabeceamentos, cortes, desarmes, interceções: 8 no total, e nem um golo às suas costas. Daquelas exibições que nunca entram nos melhores momentos e ganham jogos.
A proposta do Ufa por Daniil Motorin foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Danila Kalin será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Rubin 2 as despedidas começaram em silêncio.
Dribles concretizados: 21. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 4 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
Aos 28 anos conquistou um lugar em vez de o receber, e outro tem de arranjar alguma coisa para dizer sobre isso. O Rubin 2 tem uma decisão que se tomou sozinha.
Em resumo
PlantelYegor Guziev passou a ter companhia no lugar
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Rubin 2, e não vai ser retirado.
Lenar Fattakhov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Danil Akhatov treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Uma cara nova na sua posição e, de repente, Dmitry Prokhorov tem de reconquistar o que julgava seu. O Rubin 2 não prometeu nada — nesta fase raramente promete.
Lenar Fattakhov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os números não ficam em segredo num vestiário e nunca ficaram. Não pede mais do que vale: pergunta por que o do lado vale mais, e no Rubin 2 essa pergunta é mais difícil de responder.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Rubin 2 sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Um treinador perdoa um mau sábado muito mais depressa do que uma má terça, porque um explica-se e o outro escolheu-o. Os relatos desta semana não foram bons.
Yegor Ushakov lesiona os ligamentos do joelho — 100 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 100 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Yury Petrovskiy e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Rubin 2 foi explícito quanto à situação de Semyon Stolbov, o que é mais do que muitos recebem.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Rubin 2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Yury Petrovskiy e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Rubin 2 sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
23 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Rubin 2 perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Rubin 2 ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Lenar Fattakhov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.