2 golos de vantagem e depois uma rendição lenta de tudo o que fora ganho. Niklo Dailly não será o apontado, mas ninguém no Olympic Charleroi escapa à conversa que se segue a um colapso destes.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Olympic Charleroi falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Mika van der Horst acabou de assinar pelo Olympic Charleroi e, por uma vez, a resposta importava.
O telefone voltou a tocar por causa de Ilyas Lefrancq, e desta vez do outro lado está o RWDM. No Olympic Charleroi ouvem com educação e não prometem nada.
Adrien Saussez e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Em resumo
Notas dos jogadoresUm daqueles dias de Niklo Dailly
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Toshio Lake no seu melhor
Notas dos jogadoresMarc Giger jogou uma tarde diferente da de toda a gente
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Olympic Charleroi falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Olympic Charleroi coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel22/11/2027
Marc Giger desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Leander Doku depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
122 dias de fora para Ruben Tilburgs depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Olympic Charleroi vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Vito Kopić não precisou: 8.10, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Olympic Charleroi, e não vai ser retirado.
A série sem derrotas chega aos 7 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Olympic Charleroi coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel25/10/2027
Marc Giger desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Mathieu Cachbach. 2‑1 sobre o Lokeren-Temse, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Pedro Monteiro e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel11/10/2027
Marc Giger desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Plantel11/10/2027
Antonio Théa sofre uma lesão muscular — 15 dias de fora
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 15 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Dino Arslanagić, e o treinador deixou.
O banco11/10/2027
Adrien Saussez tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Olympic Charleroi dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Niklo Dailly: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Olympic Charleroi a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Olympic Charleroi, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Adrien Saussez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Marc Giger estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco20/09/2027
Daan Dierckx tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Olympic Charleroi dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
O banco20/09/2027
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Leander Doku não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Olympic Charleroi também ninguém o escondia.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O RSCA Futures defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Antonio Théa: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Olympic Charleroi a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Olympic Charleroi tem de arrancar um resultado de algum lado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Marc Giger estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Adrien Saussez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Noventa minutos, zero golos, e a discussão começou antes de o parque de estacionamento esvaziar: um ponto somado ou dois deitados fora contra o RFC Liege? Na quinta-feira ainda vai haver quem discuta.