Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Fernando Mimbacas produziu-o, e o 9.36 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Nacional vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Luciano Boggio esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Nicolás Rodríguez e o Nacional acertam mais 1 anos.
Em resumo
PlantelFranco Díaz desentende-se com um colega por causa das exigências
Camilo Da Silva lesiona os ligamentos do joelho — 29 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 29 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Nacional falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Nacional lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Luciano Boggio estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Alexander Machado e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Cerro Largo vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Federico Pintado pré-acordou a mudança para o Nacional, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
O Racing vai querer esquecer isto depressa: 5‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Nacional foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
0‑1 frente ao Rentistas, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
O negócio que levaria Lucas Morales para o Progreso caiu na fase final e ele reapresenta-se no Nacional com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
O Nacional ficou sem tempo com o Penarol. Os papéis estavam abertos quando o prazo passou, e uma transferência que estava quase feita é agora uma transferência que nunca aconteceu.
Não há pior forma de perder um futebolista. Franco Romero pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Verba acordada, salário acordado, e o Central Espanol à espera com uma camisola. No Nacional ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Nacional ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As regras permitem-no e dói na mesma. Rico Browne acertou condições com o Wanderers para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Maximiliano Gómez e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Em resumo
Alvos de mercadoNão há negócio por Mauro Molina a esse preço
46 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Nacional perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Já são 9 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Nacional ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Luciano Boggio e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
10 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.