Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Deportes Copiapó vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Deportes Copiapó, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Deportes Copiapó coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Diego Sanhueza está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O treinador reorganizou as ideias e Gabriel Morales saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Deportes Copiapó, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Vestiu a outra camisola. No sábado joga contra o Unión San Felipe com esta, e tudo o que disser esta semana sobre ser um jogo como os outros será mentira.
Nicolás Toloza lesiona os ligamentos do joelho — 47 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 47 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Posição 15 e 19 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Deportes Copiapó podem fingir não ter ouvido.
Lautaro Palacios e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel25/12/2028
Tiago Piris consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Tiago Piris acabou de assinar pelo Deportes Copiapó e, por uma vez, a resposta importava.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gabriel Morales estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Uma sondagem ao Central Córdoba SdE para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Deportes Copiapó, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
A desvantagem de 2 golos foi real e a recuperação também. Stefano Moreyra esteve no centro, o Huracán no fim, e quem saiu cedo vai ouvir falar desta tarde durante anos.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Independiente Rivadavia ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Conrado Ibarra e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
80 dias de fora para Leonard Costa depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Independiente Rivadavia vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Plantel24/01/2028
Stefano Moreyra desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Santiago Cena esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Raúl Loaiza, e o treinador deixou.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e José Florentín treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Diego Crego fez a conta e não gosta do resultado. Nada corrói um grupo mais depressa, e nenhum clube resolveu isto explicando a um futebolista a estrutura salarial.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Tomás Muro pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Independiente Rivadavia ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Lautaro Torres Calderón e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O banco15/11/2027
Diego Crego tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Independiente Rivadavia dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Independiente Rivadavia, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Tomás Bottari assinar alguma coisa — um contrato no Independiente Rivadavia ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Independiente Rivadavia, mais uma semana sem a assinatura de Ulises Abreliano.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Um treinador perdoa um mau sábado muito mais depressa do que uma má terça, porque um explica-se e o outro escolheu-o. Os relatos desta semana não foram bons.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Stefano Moreyra estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Independiente Rivadavia foi explícito quanto à situação de Facundo Ortíz, o que é mais do que muitos recebem.
O nome de Álex Arce não para de aparecer nas páginas desportivas alheias. O Independiente Rivadavia nada diz, o que já diz muito.
O banco27/09/2027
Kevin Vázquez tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Independiente Rivadavia dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Segue-se o Sarmiento, e há um homem no balneário do Independiente Rivadavia que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Os números não ficam secretos num balneário. Não está a pedir mais do que vale; está a perguntar porque é que alguém ao lado dele vale mais, e o Independiente Rivadavia não tem uma boa resposta.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Alex Vigo treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.