Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Nicolás Leites produziu-o, e o 8.57 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
O aperto de mão com o Boston River está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Jogo10/07/2027
Não se vê o fim da espera do Artigas por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Artigas tem de arrancar um resultado de algum lado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Artigas ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As regras permitem-no e dói na mesma. Martín López acertou condições com o Plaza Colonia para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Artigas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Artigas
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 11 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Sergio Montero esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Em resumo
DireçãoNinguém saiu depressa do balneário de Artigas
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Artigas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Juan Ugarte depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Dribles concretizados: 14. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 15 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Fabricio Santos e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Ivan Pellistri é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Andrés García, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Um treinador perdoa um mau sábado muito mais depressa do que uma má terça, porque um explica-se e o outro escolheu-o. Os relatos desta semana não foram bons.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 22 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Fabricio Santos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sergio Montero está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Martín López pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Artigas vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Artigas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
50 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Artigas perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Artigas vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
6 de fora, e o treinador escolhe entre o que sobra em vez de entre o que queria. As épocas não se perdem na enfermaria, mas raramente se ganham a partir dela.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Penarol fica com o seu homem, e o Artigas volta a uma lista com um nome riscado.
A formação existe exatamente para esta manhã. Gaston Viera passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Marcelo Garcia é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
67 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Artigas perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Artigas falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
81 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Artigas perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Artigas vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Artigas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Matias Pereira é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Alejandro Garcia é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Plantel09/11/2026
9 caras novas e o Artigas ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Matías Duffard lesiona os ligamentos do joelho — 88 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 88 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 116 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Octavio Pereira será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Artigas as despedidas começaram em silêncio.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Artigas, mais uma semana sem a assinatura de Octavio Pereira.
“Quero ficar no futebol quando parar, e não vou esperar até parar para me preparar.” Aos 33 anos os cursos já começaram, e todos os treinadores da divisão se lembram de ter feito o mesmo.
Em resumo
PlantelOs relatórios de treino sobre Facundo Coello não são bons
Matías Duffard lesiona os ligamentos do joelho — 95 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 95 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Artigas falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Artigas, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Artigas joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Martin Hernandez está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Agustin Torres está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Plantel14/09/2026
8 caras novas e o Artigas ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Andrés García apontou a data.