20 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Tacuarembo perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Agustín Páez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Facundo Folena estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Tomás Páez treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Anthony Hernández. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Emprestados25/08/2036
O empréstimo de Ivan Garcia mede-se pelo que não acontece
5 balizas a zeros em 16 jogos no Parque del Plata. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
27 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Tacuarembo perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
3.º lugar com 47 pontos. Todas as épocas são uma história e esta é a última linha dela, e agora o clube tem três meses para decidir de que fala a próxima.
Posição 3, 47 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
César Recalde e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel18/08/2036
Tomás Páez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Em resumo
Notas dos jogadoresUm daqueles dias de Agustín Páez
Jefferson Lopez lesiona os ligamentos do joelho — 41 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 41 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Kevin Palivoda estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Um ponto arrancado aos 87 minutos vale exatamente um ponto e consideravelmente mais do que isso para um balneário. Esta equipa não para, e essa reputação vale mais do que o resultado.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 2‑2, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Quando isto acontece nada se anuncia, e toda a gente sabe. É uma parte maior do plano do Tacuarembo do que era há um mês, e o centro de treinos percebeu-o antes de a ficha de jogo o dizer.
Segue-se o Canadian, e há um homem no balneário do Tacuarembo que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
48 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Tacuarembo perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Tacuarembo perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Agustín Páez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Tacuarembo perguntou e o Penarol disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel28/07/2036
Palavras no treino do Tacuarembo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Tomás Páez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Bruno Ferreyra e o Tacuarembo acertam mais 3 anos.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Interim Coach depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Tacuarembo perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Posição 3, 42 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Direção21/07/2036
O prazo passa com 0 contratações e 1 saídas
Está feito o negócio no Tacuarembo até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
Uma média de 7.24 na época, com 15 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Tomás Páez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Tacuarembo perguntou e o River Plate disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Derrota por 0‑1, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
Plantel14/07/2036
Palavras no treino do Tacuarembo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Kevin Palivoda está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Federico Pellistri, e o treinador deixou.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
O Tacuarembo já telefonou ao Central Espanol. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 93. O Villa Teresa vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
Verba acordada, salário acordado, e o Salus à espera com uma camisola. No Tacuarembo ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
10 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Uma média de 7.22 na época, com 14 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
O Tacuarembo perguntou e o Penarol disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Tomás Páez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Agustín Páez tinha feito a sua parte na construção de um colchão de 2 golos. O que veio depois foi coletivo, e ao Albion deixaram voltar a um jogo que estava arrumado.
César Recalde e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Penarol fica com o seu homem, e o Tacuarembo volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel30/06/2036
Tomás Páez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Notas dos jogadores30/06/2036
Tomás Páez jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.35. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Um erro na defesa é um momento; um erro na baliza é um golo. Anthony Hernández sabe-o, a bancada percebeu-o de imediato, e não havia mais ninguém atrás dele para o transformar noutra coisa.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Tacuarembo perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Tacuarembo podem fingir não ter ouvido.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Tacuarembo fez a parte difícil com o Defensor Sporting, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
César Recalde esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Tacuarembo e do Racing por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Há um silêncio muito próprio: o de um estádio a ver dissolver-se uma posição vencedora. O Plaza Colonia continuou a vir porque nada o travou, e ao Tacuarembo vão perguntar pela última meia hora a semana inteira.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Tacuarembo já se começa a dizer o nome dele no passado.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.39 para o resto.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Tomás Páez e o Tacuarembo acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Dribles concretizados: 22. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Tacuarembo, e não vai ser retirado.
O jogo que o resto da divisão espera com mais vontade do que qualquer das duas equipas envolvidas. Ambas sabem que uma vitória muda a época e uma derrota não a acaba, e é isso que o torna difícil de jogar.
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Tacuarembo vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Anthony Hernández, e o treinador deixou.
O painel dos descontos já estava levantado, a vitória já estava dada, e então o Paysandu FC marcou. Não há pior minuto para sofrer, e o estádio esvaziou-se no silêncio que se segue a um desses.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Tacuarembo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As contas são de leitura incómoda. Primeiro os salários, depois a ambição: é essa a ordem no Tacuarembo.
Plantel26/05/2036
Palavras no treino do Tacuarembo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Tomás Páez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Kevin Palivoda esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Já são 9 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
28 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Agustín Páez produziu-o, e o 8.40 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Tacuarembo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Tacuarembo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Notas dos jogadores19/05/2036
Tomás Páez jogou uma tarde diferente da de toda a gente
9.92. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
7 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Tacuarembo e do Huracan del Paso por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Bruno Ferreyra agarrou este contra o Cerro Largo. 3‑1 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Tacuarembo.
Já são 8 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 94. O Cerro Largo vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Pedro Santiago não precisou: 7.97, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Bruno Ferreyra marcou, foi avaliado com 7.95 e voltou antes de alguém dar pela falta.
César Recalde esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Agustín Páez. 2‑0 sobre o Canadian, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Em resumo
JogoMais uma trazida de fora
Notas dos jogadoresAgustín Páez jogou uma tarde diferente da de toda a gente
Já são 6 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Anthony Hernández e o Tacuarembo acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Plantel05/05/2036
Palavras no treino do Tacuarembo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Tomás Páez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Ninguém quer jogar contra o Tacuarembo neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Federico Pellistri e o Tacuarembo acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
As contas estão a ser lidas com mais atenção do que os resultados. Salários antes de ambição é a ordem do dia, e o treinador já foi informado.
Plantel28/04/2036
Palavras no treino do Tacuarembo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Tomás Páez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
César Recalde e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Agustín Páez produziu-o, e o 8.52 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Posição 3, 16 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Jonathan Ugarte será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Tacuarembo as despedidas começaram em silêncio.
Kevin Palivoda e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Pedro Santiago tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Plantel14/04/2036
Palavras no treino do Tacuarembo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Tomás Páez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Agustín Páez. 2‑0 sobre o Salto, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Interim Coach sobre uma tarde de 2‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Deibys Moyano, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Pedro Lapeyra estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Jonathan Ugarte está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Interim Coach sobre uma tarde de 1‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Tacuarembo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Tomás Páez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Federico Pellistri, e o treinador deixou.
A enfermaria confirma 58 dias de paragem para Nicolas Rodriguez, e um plano construído à volta dele tem de ser refeito.
Plantel31/03/2036
Palavras no treino do Tacuarembo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Eyder Restrepo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Nicolás González está nela.
Segue-se o Villa Teresa, e há um homem no balneário do Tacuarembo que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Tomás Páez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Tacuarembo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel24/03/2036
No Tacuarembo ainda são estranhos uns para os outros
7 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Interim Coach sobre uma tarde de 3‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
O Tacuarembo entrevistou o mercado e nomeou o corredor: Interim Coach fica com o trabalho que já fazia em tudo menos no título. Às vezes as mãos mais seguras são as que já seguram o volante.
As estreias sobrevivem-se, não se desfrutam. Esta desfrutou-se: 7.60, 1 golos, e um treinador a quem já perguntam se ele é titular outra vez para a semana.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.02 aos 36, e ninguém no campo esteve melhor.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Tomás Páez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
César Recalde esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Tacuarembo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
Plantel03/03/2036
Palavras no treino do Tacuarembo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Tomás Páez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Agustín Páez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Tacuarembo, e 2 jogos em 9 dizem que merece ser ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Tacuarembo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Anthony Hernández, e o treinador deixou.
0‑1 para o Paysandu FC, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
Plantel25/02/2036
Palavras no treino do Tacuarembo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Pedro Lapeyra está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Plantel25/02/2036
Demasiada mudança demasiado depressa no Tacuarembo
8 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
O banco25/02/2036
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Interim Coach saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Tacuarembo, e não vai ser retirado.
Tomás Páez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 19 anos que sente como seu. Jonathan Ugarte tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
O fim chegou numa terça-feira, como costuma acontecer: uma reunião curta, um comunicado mais curto, e Interim Coach a esvaziar o gabinete antes do meio-dia. O ritual mais cruel do futebol, cumprido a horas.
Direção11/02/2036
O Tacuarembo não tem ninguém para dirigir os treinos
Não é uma nomeação interina — é uma instituição com o gabinete técnico vazio. Esta semana as sessões serão dirigidas por alguém desconhecido, e a pergunta de como um clube chega a este estado será feita à direção e ficará sem resposta.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Tomás Páez agiu, no Tacuarembo, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
“Não penso para lá de sábado, e não aconselharia ninguém a fazê-lo.” A primeira regra do interino é fingir que o trabalho é pequeno; Interim Coach recitou-a na perfeição.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Tacuarembo podem fingir não ter ouvido.
Saiu miúdo e regressa a saber ainda onde fica a bancada dos visitantes. A maioria dos reforços tem de ser explicada à cidade; a este bastou uma fotografia.
Direção11/02/2036
10 jogadores da formação sobem à equipa principal do Tacuarembo
Números de equipa principal entregues a miúdos que os treinadores conhecem desde os doze anos. A maioria não vai lá chegar, e todos já fizeram a parte difícil.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Tacuarembo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Tomás Páez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $30.5K do que o Patriotas pagou por Tomás Páez é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Patriotas, e não vai ser retirado.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Patriotas pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Direção23/07/2035
O Patriotas fecha o mercado com um plantel feito por si
0 entradas e 7 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Gabriel Cadavid será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Patriotas as despedidas começaram em silêncio.
Aos 35 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Patriotas perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Patriotas, e não vai ser retirado.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Patriotas lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Patriotas fez a parte difícil com o Atletico Bucaramanga, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Matías Gastaldi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O Patriotas perguntou e o Atletico Nacional disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Patriotas podem fingir não ter ouvido.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Patriotas perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Patriotas lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Patriotas fez a parte difícil com o Envigado, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Patriotas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Atletico Nacional fica com o seu homem, e o Patriotas volta a uma lista com um nome riscado.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Andrés Dávila. 2‑0 sobre o Jaguares, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Verba acordada, salário acordado, e o Alianza Petrolera à espera com uma camisola. No Patriotas ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Juan Cruz Payal e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Mais um nome na lista: o Valledupar fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Lorenzo Albarracín. A resposta do Patriotas não mudou — para já.
O Patriotas perguntou e o Boca Juniors disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Patriotas podem fingir não ter ouvido.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Elías Ocampo quer futebol continental; se o Patriotas o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Patriotas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Álvaro Cortés estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Notas dos jogadores28/05/2035
Elías Ocampo jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.05. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Patriotas podem fingir não ter ouvido.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Guilherme Smith quer futebol continental; se o Patriotas o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Patriotas ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Patriotas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Bruno Méndez e o Patriotas acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
200 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Patriotas podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Patriotas ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Juan Cruz Payal quer futebol continental; se o Patriotas o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Patriotas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Johan Campaña tem a sua resposta do Patriotas; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Álvaro Cortés estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Johan Campaña treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Jacob Gómez está nela.
2 golos, e o segundo foi o que fechou o jogo. Nota de 8.92, e com mais sorte ao primeiro poste teria tido um terceiro.
Jogo03/03/2035
O Patriotas torna a sua casa um sítio difícil de visitar
13 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Patriotas lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Patriotas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Álvaro Cortés desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Vitória por 3‑1 sobre o Jaguares, e pela primeira vez em muito tempo o sorteio da próxima ronda vê-se com algum interesse.
Jogo24/02/2035
O Patriotas torna a sua casa um sítio difícil de visitar
12 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 14 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Plantel26/02/2035
Elías Ocampo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Alan Luongo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Rodrigo Rey produziu-o, e o 8.58 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Matías Gastaldi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel05/02/2035
Palavras no treino do Patriotas sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Elías Ocampo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Johan Campaña, e o treinador deixou.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Subida confirmada e matemática, e uma cidade que hoje não vai dormir muito. Tenha esta época tido o que teve, termina uma divisão acima de onde começou.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 40 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Verba acordada, salário acordado, e o Real Santander à espera com uma camisola. No Patriotas ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
$160.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Valledupar pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
O Patriotas perguntou e o Alianza Lima disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No Patriotas sabem-no, e também todos os que o veem.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 54 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
O Millonarios aceitou o dinheiro. O que o Patriotas ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lorenzo Albarracín será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Patriotas as despedidas começaram em silêncio.
A proposta do Valledupar por Tomás Páez foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A proposta seguiu esta semana para o Santa Fe, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Andrés Dávila e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Patriotas ofereceu $160.0K; o Depor disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Matías Salerno acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Patriotas substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Em resumo
Alvos de mercadoPorta fechada: Alexis Segovia fica onde está
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Patriotas vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Verba acordada, salário acordado, e o Valledupar à espera com uma camisola. No Patriotas ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Patriotas podem fingir não ter ouvido.
Matías Gastaldi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Patriotas vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Patriotas, e não vai ser retirado.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Pedro Lapadula acabou de assinar pelo Patriotas e, por uma vez, a resposta importava.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Patrick Preciado será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Patriotas as despedidas começaram em silêncio.
O Patriotas foi ao Millonarios com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Pedro Lapadula e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O Patriotas perguntou e o Atletico Nacional disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Patriotas falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Patriotas ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Jorge Georgieff esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Nunca quis estar noutro sítio. Ainda há trabalho por acabar aqui.» Marcos Enrique compromete-se com o Patriotas por mais 2 anos.
Plantel27/11/2034
Palavras no treino do Patriotas sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nicolás Ruiz está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Marcos Enrique, e o treinador deixou.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Patriotas vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Patriotas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel20/11/2034
Dikeni Salifou desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Patriotas, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Faltam 1 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Patriotas pode pedir e sobe o salário que Jorge Georgieff pode exigir.
Em resumo
Emprestados6 golos por empréstimo para Luis Miguel
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Patriotas vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Patrick Preciado será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Patriotas as despedidas começaram em silêncio.
Toda a gente no Patriotas viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 33 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No Patriotas sabem-no, e também todos os que o veem.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Patriotas sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
O banco06/11/2034
Tomás Páez tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Patriotas dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Patriotas falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
54 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Tomás Páez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Patriotas as despedidas começaram em silêncio.
Andrés Dávila e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Isto não é rotação. Cristian Zabala está fora dos planos do treinador há algum tempo, e ninguém no Patriotas finge o contrário.
Plantel30/10/2034
Palavras no treino do Patriotas sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dikeni Salifou está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Plantel30/10/2034
Uma lesão muscular afasta Edilson Pérez durante 15 dias
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Patriotas vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Patriotas falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Não há pior forma de perder um futebolista. Patrick Preciado pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Jair Collahuazo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel09/10/2034
Dikeni Salifou desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Edilson Pérez, e o treinador deixou.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o Patriotas sabe em que fase está.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Patriotas vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Patriotas ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As regras permitem-no e dói na mesma. Jorge Georgieff acertou condições com o America de Cali para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Patriotas sabem-no.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Patriotas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Isto não é rotação. Cristian Zabala está fora dos planos do treinador há algum tempo, e ninguém no Patriotas finge o contrário.
Plantel02/10/2034
Palavras no treino do Patriotas sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dikeni Salifou está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.