«Disseram-me qual seria o meu papel e assinei por causa disso. Não aconteceu.» Uma queixa com data marcada é a mais difícil de resolver.
Direção21/07/2036
O San Martín fecha o mercado com um plantel feito por si
0 entradas e 0 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Belgrano fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Não pode pagar-se um valor por ninguém, precise o plantel do que precisar. Todos os rumores sobre este clube até o embargo ser levantado são rumores sobre um negócio que não se pode fazer.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no San Martín coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O San Martín já telefonou ao Talleres. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Lucas Martínez lesiona os ligamentos do joelho — 19 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 19 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do San Martín, e não vai ser retirado.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O San Martín vai falar em 14 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Guillermo Rodríguez. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Em resumo
DireçãoA formação do San Martín continua a produzir
26 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O San Martín perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
9.º lugar com 10 pontos. Todas as épocas são uma história e esta é a última linha dela, e agora o clube tem três meses para decidir de que fala a próxima.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do San Martín, e não vai ser retirado.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Boca Juniors fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
O San Martín perguntou e o Gimnasia La Plata disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Matías González. 1‑0 sobre o Ferro Carril Oeste, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Os adeptos organizam-se contra a direção do San Martín
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
33 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O San Martín perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Jogo02/06/2036
Para o San Martín, cada ponto é agora uma discussão
Posição 10 e 7 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Interim Coach treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que San Martín podem fingir não ter ouvido.
Direção02/06/2036
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em San Martín
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
Jogo31/05/2036
Não se vê o fim da espera do San Martín por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no San Martín tem de arrancar um resultado de algum lado.
O buraco voltou a ser tapado lá de cima. Os adeptos têm direito a ficar aliviados e direito a perguntar o que acontece no mês em que não for tapado, e os dois sentimentos costumam chegar juntos.
40 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O San Martín perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
2 golos, e o segundo foi o que fechou o jogo. Nota de 8.13, e com mais sorte ao primeiro poste teria tido um terceiro.
Jogo24/05/2036
Não se vê o fim da espera do San Martín por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no San Martín tem de arrancar um resultado de algum lado.
O treinador pode falar com quem quiser e não pode pagar a ninguém. Um plantel sobrevive a um mercado destes com empréstimos, com miúdos da casa e com a esperança de que as lesões caiam noutro sítio.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 2‑3, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Segue-se a equipa do topo da tabela, e a medida honesta de onde esta equipa realmente está. Qualquer um ganha ao clube que tem abaixo; a pergunta é o que acontece contra o Nueva Chicago.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Diego Muñoz, e o treinador deixou.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do San Martín, e não vai ser retirado.
A porta ficou fechada muito depois do apito final. O que ali se disse é com eles; se resultou, decide-se no sábado.
O banco19/05/2036
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑4, ditas por Interim Coach a uma sala que já as tinha ouvido.
Se a responsabilidade foi do guarda-redes ou dos dez à frente dele é a discussão que vai encher as conversas da cidade esta semana. E 2 defesas não a resolvem para nenhum dos lados.
Dribles concretizados: 12. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Guillermo Rodríguez assinar alguma coisa — um contrato no San Martín ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
O banco19/05/2036
Gustavo Suárez tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no San Martín dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Dribles concretizados: 14. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
O banco12/05/2036
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Interim Coach escolheu a versão do copo meio cheio do 1‑1; os adeptos saíram com a outra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Matías González assinar alguma coisa — um contrato no San Martín ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Começou-se a ver a tabela antes de os jogos acabarem, e esse é sempre o sinal. No San Martín ninguém diz a palavra em voz alta, e todos no edifício estão a pensá-la.
12 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o All Boys foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
Notas dos jogadores28/04/2036
Rosarino, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.68
Um 7.68 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.99 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 19 anos que sente como seu. Rosarino tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
A proibição impede o pagamento de qualquer verba por um jogador, pense o treinador o que pensar. Cada rumor publicado sobre este clube até ela ser levantada é um rumor sobre um negócio impossível.
Dribles concretizados: 16. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Interim Coach sobre uma tarde de 2‑1 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.81 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 12 ações, 6.76, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
Dribles concretizados: 18. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
O banco21/04/2036
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑3, ditas por Interim Coach a uma sala que já as tinha ouvido.
Não se vê o fim da espera do San Martín por uma vitória
Já são 11 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no San Martín tem de arrancar um resultado de algum lado.
4 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Benicio Navarro e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Leonardo Arias, e o treinador deixou.
Aos 17 anos foi o melhor de todos da sua idade na divisão durante um fim de semana. Ninguém devia construir uma carreira em cima disso, e toda a gente o faz sem dizer.
Em resumo
Notas dos jogadoresAs ocasiões vieram e foram-se para Tobías Dieni
A série chega a 10 e as perguntas em torno do San Martín já não são delicadas.
Jogo07/04/2036
Para o San Martín, cada ponto é agora uma discussão
Posição 10 e 3 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
O buraco voltou a ser tapado lá de cima. Os adeptos têm direito a ficar aliviados e direito a perguntar o que acontece no mês em que não for tapado, e os dois sentimentos costumam chegar juntos.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Os clubes de futebol endividam-se; isso não é notícia. Endividarem-se acima do que lhes foi concedido é, porque a partir daqui é o dinheiro do dono ou a decisão de outra pessoa, e nenhuma das duas coisas pertence à direção.
Metade do calendário jogado, 10.º lugar, 3 pontos somados. Multiplicar por dois é a conta que todos os adeptos já fizeram e a única que ninguém no clube fará em voz alta.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Valentín Figueroa sai dessa comparação dentro da equipa, e o San Martín beneficiou de cada uma dessas tardes.
Em resumo
O bancoA vista do banco
PlantelUm jovem do San Martín leva o prémio de melhor sub-21
Acima do limite que o banco impôs, que é a linha entre um clube financiado e um clube em apuros. $17.7M é agora o número com que todas as conversas sobre este clube vão começar.
A música estava desligada e os duches correram até tarde. O que se disse naquele balneário fica lá, mas o sábado publicará a ata.
O banco10/03/2036
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑3 Interim Coach saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Dribles concretizados: 14. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Rosarino, e o treinador deixou.
O buraco voltou a ser tapado lá de cima. Os adeptos têm direito a ficar aliviados e direito a perguntar o que acontece no mês em que não for tapado, e os dois sentimentos costumam chegar juntos.
O treinador pode falar com quem quiser e não pode pagar a ninguém. Um plantel sobrevive a um mercado destes com empréstimos, com miúdos da casa e com a esperança de que as lesões caiam noutro sítio.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Daniel Ruiz está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
Dribles concretizados: 14. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 1‑1, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
4 defesas não encerram a discussão sobre de quem foi a culpa, e a discussão vai durar a semana toda. Os guarda-redes carregam estes resultados, cause-os quem os causar.
Beto e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Notas dos jogadores18/02/2036
Daniel Ruiz fez o trabalho que ninguém conta — 6.72
10 ações combinadas e 6.72. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑3, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Segue-se o Arsenal, e há um homem no balneário do San Martín que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Guillermo Rodríguez. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Em resumo
PlantelEstreia na equipa principal aos 16 anos para Felipe Navarro
O endividamento passou o que o banco tinha autorizado, e é aí que uma dívida deixa de ser a forma como o futebol se financia e passa a ser um problema. Todos os programas de adeptos desta cidade vão citar o número nos próximos cinco anos.
Dribles concretizados: 16. Havia sempre um defesa à frente dele, e nunca houve um defesa à frente dele por muito tempo.
O banco11/02/2036
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Interim Coach saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Direção11/02/2036
Em San Martín não entra ninguém enquanto não sair alguém
O clube não está proibido de gastar; simplesmente não tem nada que não tenha encaixado primeiro. Cada nome associado a San Martín neste mercado vem com um nome a sair na mesma frase.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Gustavo Suárez, e o treinador deixou.
Dos campos da formação para uma ficha de jogo da equipa principal aos 15 anos. A estreia é a parte fácil; o segundo jogo é o que todos os jovens têm de merecer.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Gustavo Suárez está nela.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que San Martín podem fingir não ter ouvido.
4 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Laureano Rodríguez, e o treinador deixou.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Valentín Figueroa é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Jorge Figueroa está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Eduardo Ojeda está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Boca Juniors fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no San Martín coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Direção07/01/2036
Em San Martín não entra ninguém enquanto não sair alguém
O clube não está proibido de gastar; simplesmente não tem nada que não tenha encaixado primeiro. Cada nome associado a San Martín neste mercado vem com um nome a sair na mesma frase.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Gustavo Suárez, e o treinador deixou.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O San Martín sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
5.º lugar com 24 pontos, e os lugares que dão bilhete para a Europa estão perto o suficiente para se contarem. Épocas assim decidem-se em dois resultados em abril, e o clube sabe quais.
O San Martín passou o mercado a tentar colocar Leandro Ballota e não apareceu ninguém. Treina com um plantel que já lhe disse que não conta com ele, e ambas as partes esperam agora pela próxima janela.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do San Martín, e não vai ser retirado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do San Martín, e não vai ser retirado.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Guillermo Rodríguez e o San Martín acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
O buraco voltou a ser tapado lá de cima. Os adeptos têm direito a ficar aliviados e direito a perguntar o que acontece no mês em que não for tapado, e os dois sentimentos costumam chegar juntos.
Uma sondagem ao Brown de Adrogué para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
O San Martín já telefonou ao Gimnasia La Plata. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Uma sondagem ao Talleres para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do San Martín, e não vai ser retirado.
A proibição impede o pagamento de qualquer verba por um jogador, pense o treinador o que pensar. Cada rumor publicado sobre este clube até ela ser levantada é um rumor sobre um negócio impossível.
O endividamento passou o que o banco tinha autorizado, e é aí que uma dívida deixa de ser a forma como o futebol se financia e passa a ser um problema. Todos os programas de adeptos desta cidade vão citar o número nos próximos cinco anos.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Chapa e o San Martín acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Matías González assinar alguma coisa — um contrato no San Martín ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
O San Martín perguntou e o Racing Club disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O San Martín já telefonou ao Belgrano. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Felipe Navarro e o San Martín acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Italo Espinoza assinar alguma coisa — um contrato no San Martín ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Hernán Ibáñez está nela.
O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 24 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que San Martín podem fingir não ter ouvido.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Racing Club ninguém diz, e no San Martín ninguém gosta de estar a adivinhar.
Toda a gente no San Martín viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 35 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
O San Martín perguntou e o San Lorenzo disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 19 anos que sente como seu. Picante tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Um 1‑0 sobre o Ferro Carril Oeste, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Alejandro Cohen não precisou: 7.91, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Jogo26/05/2035
Ninguém quer jogar contra o San Martín neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Tem 20 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Aos 20 anos foi o melhor de todos da sua idade na divisão durante um fim de semana. Ninguém devia construir uma carreira em cima disso, e toda a gente o faz sem dizer.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Alejandro Cohen produziu-o, e o 9.14 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
O mais difícil de ter 19 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Daniel Ruiz não precisou: 7.74, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 19 anos que sente como seu. Daniel Ruiz tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Beto e o San Martín acertam mais 3 anos.
O banco14/05/2035
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Interim Coach, sobre uma vitória por 3‑1 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Aos 20 anos está a ser medido contra os restantes jovens da divisão e sai à frente. A versão sénior deste prémio é onde o clube gostaria que isto levasse.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no San Martín falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
É dinheiro que mantém as luzes acesas, não dinheiro que compra um central, e essa diferença é a história toda. Um clube que vive do dono e não do futebol tem apenas uma conversa pela frente.
A proibição impede o pagamento de qualquer verba por um jogador, pense o treinador o que pensar. Cada rumor publicado sobre este clube até ela ser levantada é um rumor sobre um negócio impossível.
O endividamento passou o que o banco tinha autorizado, e é aí que uma dívida deixa de ser a forma como o futebol se financia e passa a ser um problema. Todos os programas de adeptos desta cidade vão citar o número nos próximos cinco anos.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Interim Coach depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 31 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
0‑1 para o Comunicaciones, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
O banco23/04/2035
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Interim Coach saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Dribles concretizados: 14. Pelo minuto setenta aparece no rosto de um lateral um desespero muito próprio, e ali estava ele.
Direção23/04/2035
Em San Martín não entra ninguém enquanto não sair alguém
O clube não está proibido de gastar; simplesmente não tem nada que não tenha encaixado primeiro. Cada nome associado a San Martín neste mercado vem com um nome a sair na mesma frase.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Daniel Ruiz, e o treinador deixou.
38 dias de fora para Italo Espinoza depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O San Martín vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Felipe Rivarola tinha feito a sua parte na construção de um colchão de 2 golos. O que veio depois foi coletivo, e ao Maipú deixaram voltar a um jogo que estava arrumado.
2‑2, e os dois balneários vão falar de dois pontos perdidos. Um empate que fez muitas perguntas e não respondeu a nenhuma.
O banco16/04/2035
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Interim Coach não o escondia depois do 2‑2, e no balneário do San Martín também ninguém o escondia.
Segue-se a equipa do topo da tabela, e a medida honesta de onde esta equipa realmente está. Qualquer um ganha ao clube que tem abaixo; a pergunta é o que acontece contra o Comunicaciones.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O San Martín sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Franco Di María e o San Martín acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Leonardo Arias sai dessa comparação dentro da equipa, e o San Martín beneficiou de cada uma dessas tardes.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Guillermo Rodríguez assinar alguma coisa — um contrato no San Martín ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Gustavo Suárez está nela.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Leonardo Arias subiu nela.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Daniel Navarro treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 8 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Bostero e o San Martín acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
O banco26/03/2035
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 3‑4, ditas por Interim Coach a uma sala que já as tinha ouvido.
O treinador tem uma lista e a direção pôs-lhe uma condição. Não é uma crise — metade do futebol funciona assim — mas decide qual dos dois leva a sua avante em agosto.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no San Martín falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Jogo24/02/2035
Não se vê o fim da espera do San Martín por uma vitória
Já são 6 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no San Martín tem de arrancar um resultado de algum lado.
Derrota por 1‑2, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
O banco26/02/2035
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑2, ditas por Interim Coach a uma sala que já as tinha ouvido.
Ninguém proibiu o clube de gastar; simplesmente não tem nada para gastar que não tenha primeiro arrecadado. Cada nome que entra vem com outro agarrado à saída.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Agustín Blanco, e o treinador deixou.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.