As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 84 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Tobias Canale produziu-o, e o 9.08 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Já são 5 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Gonzalo Asis e o Almagro acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Emiliano González e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O prémio é pouca coisa com um significado pesado: durante quatro semanas ninguém neste escalão fez melhor o seu trabalho. Almagro têm o troféu numa prateleira e o jogador na equipa.
Em resumo
DireçãoEm Almagro, 89% das receitas vão para salários
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 91 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.92 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Emiliano González esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
98 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Almagro perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A dinâmica não se compra e perde-se depressa; neste momento o Almagro tem 3 vitórias seguidas dela.
Plantel22/04/2030
Lautaro Closter desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Todos suspeitavam que havia esta versão dele lá dentro, e aqui está a prova. 8.11, e nem uma objeção no estádio.
O banco22/04/2030
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Matías Silva foi breve depois da vitória por 2‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
105 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Almagro perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Faltavam 89 minutos e o Gimnasia y Esgrima tinha o ponto praticamente guardado. O futebol raramente lê o ambiente, e o Almagro não parou para dar explicações.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Lautaro Closter esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 2‑1, Matías Silva podia dar-se ao luxo de ser generoso.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Lautaro Closter treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
112 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Almagro perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Dribles concretizados: 22. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lautaro Closter estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 20 anos que sente como seu. Marcelo Pulgar tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Notas dos jogadores08/04/2030
Thiago López jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.25. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lautaro Closter está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Maximiliano Repolho e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Enzo Martínez. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
O banco01/04/2030
Jose Osorio tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Almagro dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Almagro, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Almagro admitiria. Nota-se aos sábados.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Thiago López produziu-o, e o 8.03 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 34 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
Lautaro Closter e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
100 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 2‑2, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Bautista Silva, e o treinador deixou.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Thiago López produziu-o, e o 8.13 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Emiliano González e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lautaro Closter está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Matías Silva depois do 3‑4, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Emiliano González está nela.
Eliminado, 0‑1 com o Nueva Chicago, e a longa discussão sobre qual dos pequenos momentos o decidiu. Agora só resta o campeonato, e toda a gente o sabe.
Emiliano González e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 37 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Almagro sobre quem trabalha
Notas dos jogadoresOs dois trabalhos feitos por Enzo Martínez — 6.87
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 8 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Tobias Canale e o Almagro acertam mais 4 anos.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
Lautaro Closter e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Empate aos 85 minutos, depois de uma tarde que o Almagro tinha praticamente arrumada. O All Boys vai chamar-lhe um ponto ganho; o balneário da casa vai chamar-lhe dois oferecidos, e ambos têm razão.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Ivan Garcia está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lautaro Closter está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Tobias Canale tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 1‑0, Matías Silva podia dar-se ao luxo de ser generoso.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Thiago López treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
13 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Lautaro Closter desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
100 jogos com esta camisola, através de treinadores, descidas e tudo o resto. Uma entrega assim está a desaparecer do futebol, e a bancada sabe o que está a ver.
O banco18/02/2030
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Matías Silva a uma sala que já as tinha ouvido.
Andrés Fernández e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Segue-se a equipa do topo da tabela, e a medida honesta de onde esta equipa realmente está. Qualquer um ganha ao clube que tem abaixo; a pergunta é o que acontece contra o Atlanta.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Almagro, e não vai ser retirado.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.89 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Lautaro Closter e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 1‑1, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.91 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Direção04/02/2030
5 jogadores da formação sobem à equipa principal do Almagro
Números de equipa principal entregues a miúdos que os treinadores conhecem desde os doze anos. A maioria não vai lá chegar, e todos já fizeram a parte difícil.
As contas são de leitura incómoda. Primeiro os salários, depois a ambição: é essa a ordem no Almagro.
Plantel04/02/2030
Lautaro Closter desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Almagro coisas que levam mais de uma semana a retirar.
3 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Benjamín Correa está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
A formação existe exatamente para esta manhã. Gabriel Castillo passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Emiliano González e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lautaro Closter está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Emiliano González assinar alguma coisa — um contrato no Almagro ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Lautaro Closter pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Hernán Núñez treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Almagro, e não vai ser retirado.
O negócio que levaria Pedro Arce para o Chaco For Ever caiu na fase final e ele reapresenta-se no Almagro com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lautaro Closter estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Diego Rincon e o Almagro acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Enzo Martínez. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Thiago López apontou a data.
O negócio que levaria Thiago López para o Tigre caiu na fase final e ele reapresenta-se no Almagro com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Aos 33 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Thiago López, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lautaro Closter está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Almagro, mais uma semana sem a assinatura de Thiago López.
Em resumo
MercadoUm trampolim, não uma casa, para Diego Rincon
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Almagro já se começa a dizer o nome dele no passado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Almagro ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Newell's Old Boys ninguém diz, e no Almagro ninguém gosta de estar a adivinhar.
O Almagro perguntou e o Morón disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Lautaro Closter esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Franco Bustamante está nela.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Almagro, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
A proposta do Rosario Central por Thiago López foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Almagro já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Almagro, e não vai ser retirado.
O Almagro perguntou e o Central Córdoba SdE disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Maximiliano Repolho e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lautaro Closter está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para José González, e o treinador deixou.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Marcelo Pulgar treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Almagro já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Almagro, e não vai ser retirado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Instituto fica com o seu homem, e o Almagro volta a uma lista com um nome riscado.
Maximiliano Repolho e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lautaro Closter estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Almagro já telefonou ao Instituto. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Uma sondagem ao Central Córdoba SdE para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Hernán Núñez, e o treinador deixou.
Em resumo
O bancoO treinador ainda não acabou de esquecer o erro de José González
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Almagro, e não vai ser retirado.
Emiliano González e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O Almagro perguntou e o Gimnasia y Esgrima disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Franco Bustamante assinar alguma coisa — um contrato no Almagro ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Em resumo
O bancoSebastian Jara tornou-se um homem de confiança do treinador
Emiliano González e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Almagro perguntou e o Boca Juniors disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lautaro Closter está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Franco Bustamante está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Emiliano González assinar alguma coisa — um contrato no Almagro ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
O mercado está aberto, e com ele o único mês do ano em que as esperanças de um adepto só são limitadas pela aritmética. A direção conhece a aritmética; os adeptos conhecem as esperanças.
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 14 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
Plantel26/11/2029
Lautaro Closter desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Lautaro Closter e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lautaro Closter estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Andrés Fernández e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Thiago López treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Franco Bustamante assinar alguma coisa — um contrato no Almagro ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Em resumo
O bancoSebastian Jara tornou-se um homem de confiança do treinador
Maximiliano Repolho esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel05/11/2029
Lautaro Closter desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Ninguém no Almagro dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Emiliano González assinar alguma coisa — um contrato no Almagro ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Jogo enquanto o corpo deixar e paro no dia em que não deixar.” Tem 36 anos e 33 jogos atrás de si, e o clube tem de planear para uma decisão que ainda não está tomada.
Maximiliano Repolho e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ivan Garcia, e o treinador deixou.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Thiago López assinar alguma coisa — um contrato no Almagro ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Almagro, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Ninguém faz um título sobre um explicador. Também não é preciso explicar a ninguém o que acontece a um reforço que passa dois anos a ser o homem com quem ninguém pode falar ao almoço.
Emiliano González esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel22/10/2029
Lautaro Closter desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Bautista Silva e o Almagro acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Enzo Martínez. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Almagro, e não vai ser retirado.
Emiliano González e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Almagro vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lautaro Closter estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Franco Bustamante assinar alguma coisa — um contrato no Almagro ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Em resumo
As bancadasOs rumores sobre Lautaro Closter chegam às bancadas
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Gonzalo Asis e o Almagro acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Emiliano González assinar alguma coisa — um contrato no Almagro ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Thiago López apontou a data.
Trabalho individual, longe do grupo, dirigido a uma coisa concreta que os treinadores acham que o está a travar. Raramente é notícia e é assim que acontece a maior parte da evolução.
Lautaro Closter e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Thiago López, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Raul Gallese estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Thiago López assinar alguma coisa — um contrato no Almagro ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Lautaro Closter treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Lautaro Closter e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Thiago López treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Em resumo
O bancoO treinador ainda não acabou de esquecer o erro de José González
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Almagro coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Franco Bustamante assinar alguma coisa — um contrato no Almagro ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Almagro, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Maximiliano Repolho esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Almagro sabem-no.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Marcus Lien estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Alguém viu todos os jogos da divisão no fim de semana e decidiu que ele foi o melhor que havia em qualquer deles. Uma honra pequena, e a maioria das carreiras acaba sem uma.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Juan Fernández tem a sua resposta do Almagro; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Emiliano González assinar alguma coisa — um contrato no Almagro ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Marcelo Pulgar treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Almagro coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Há uma impotência muito própria em sofrer 2 vezes antes do minuto vinte. O Madryn tentou reorganizar-se, o Almagro não deixou, e o resultado estava escrito muito antes de ser confirmado.
Plantel03/09/2029
Lautaro Closter desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Emiliano González esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel27/08/2029
Lautaro Closter desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Um fim de semana, avaliado contra o de todos os outros. Tobias Canale ficou por cima, e para a maioria dos futebolistas um prémio semanal é o único troféu que uma carreira produz.
O banco27/08/2029
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de José González
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Enzo Martínez. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O Almagro fez saber ao mercado que Danilo Fernández está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
Minuto 86, meio estádio já a caminho da saída, e Lautaro Closter decidiu que ninguém ia a lado nenhum. O Gimnasia y Tiro não teve tempo para responder.
1 para Lautaro Closter, avaliado com 7.48, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Thiago López, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lautaro Closter estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O banco13/08/2029
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Matías Silva foi breve depois da vitória por 2‑1, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Em resumo
O bancoFranco Bustamante tornou-se um homem de confiança do treinador
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Almagro, e não vai ser retirado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lautaro Closter estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Almagro, mais uma semana sem a assinatura de Thiago López.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Matías Silva depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Alexander Rosso está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
Andrés Fernández esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Almagro podem fingir não ter ouvido.
Direção23/07/2029
O Almagro fecha o mercado com um plantel feito por si
0 entradas e 3 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Toda a gente no Almagro viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 33 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Almagro coisas que levam mais de uma semana a retirar.
0‑3 para o Alvarado, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Emiliano González e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Almagro coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Alexander Rosso e o Almagro acertam mais 1 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco07/05/2029
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Matías Silva saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Mateo Cirigliano subiu nela.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Gino Barbieri treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Em resumo
MercadoA história de Enzo Martínez recusa-se a morrer
Emiliano González e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
Aos 19 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Duas equipas do topo da tabela, uma tarde, e um mês de conversa decidido em noventa minutos. O Almagro não vai usar a palavra título esta semana e não vai deixar de a pensar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gino Barbieri estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alexander Rosso, e o treinador deixou.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 85 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Boca Juniors fica com o seu homem, e o Almagro volta a uma lista com um nome riscado.
Maximiliano Repolho e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gino Barbieri está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Almagro sabem-no.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Tobias Canale treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Almagro toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Emiliano González e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Thiago López, e o treinador deixou.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Almagro, mais uma semana sem a assinatura de Thiago López.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lautaro Closter está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Thiago López está nela.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Almagro coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gino Barbieri estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.