85 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Khimik perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Khimik falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Khimik coisas que levam mais de uma semana a retirar.
As contas são de leitura incómoda. Primeiro os salários, depois a ambição: é essa a ordem no Khimik.
Plantel26/06/2028
Nadir El Majdoub desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Em resumo
DireçãoEm Khimik, 91% das receitas vão para salários
Evgeny Tatarinov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Strogino disse a Denis Faizullin que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Ninguém no Strogino sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Nikita Perinskiy deixa o Strogino pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.
Andrey Chobanu lesiona os ligamentos do joelho — 95 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 95 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O Avangard segue em frente e o Strogino vai para casa, com um 0‑3 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 57 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
0-3, e muito antes do fim a bancada visitante tinha passado do incentivo para algo bastante mais afiado. Ninguém liga para um programa de rádio por perder por pouco.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
As bancadas24/08/2026
Os assobios descem de três lados
«Pagamos isto de quinze em quinze dias. O mínimo é alguém a quem se note que lhe importa.» 5 dos 22 do plantel principal saíram para aquilo; os outros não jogaram.
Jogo22/08/2026
Não se vê o fim da espera do Strogino por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Strogino tem de arrancar um resultado de algum lado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Strogino, e não vai ser retirado.
Vladislav Saushkin esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.