A série sem derrotas chega aos 7 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Plantel28/02/2028
Wes Burns desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Cabeceamentos, cortes, desarmes, interceções: 21 no total, e nem um golo às suas costas. Daquelas exibições que nunca entram nos melhores momentos e ganham jogos.
200 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
Christian McFarlane esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Em resumo
Notas dos jogadoresUma tarde de defesa para Wout Faes
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.80 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Leicester City foi explícito quanto à situação de Sammy Braybrooke, o que é mais do que muitos recebem.
O Leicester City perguntou e o Chelsea disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.97 para o resto.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
19 ações defensivas e uma baliza a zero no fim delas. A tarde de um defesa só se pode contar pelo que não aconteceu, e é por isso que ninguém faz um resumo com ela e qualquer treinador da divisão a assinava.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jeremy Monga, e o treinador deixou.
O fim chegou numa terça-feira, como costuma acontecer: uma reunião curta, um comunicado mais curto, e George Ross a esvaziar o gabinete antes do meio-dia. O ritual mais cruel do futebol, cumprido a horas.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Leicester City sobre quem trabalha
0‑3 frente ao Stoke City, e nenhuma queixa que sobreviva ao replay. O treinador falou de carácter no final; a bancada usou palavras mais curtas.
Jogo25/12/2027
Não se vê o fim da espera do Leicester City por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Leicester City tem de arrancar um resultado de algum lado.
4 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Fredrik Bjørkan quer futebol continental; se o Leicester City o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Plantel27/12/2027
Palavras no treino do Leicester City sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Wes Burns está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jeremy Monga, e o treinador deixou.
18 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
Cabeceamentos, cortes, desarmes, interceções: 17 no total, e nem um golo às suas costas. Daquelas exibições que nunca entram nos melhores momentos e ganham jogos.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Jarrod Bowen quer futebol continental; se o Leicester City o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 19 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Plantel22/11/2027
Wes Burns desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 89. O Middlesbrough tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Christian McFarlane e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 1‑1, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Leicester City coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Leicester City foi explícito quanto à situação de Jeremy Monga, o que é mais do que muitos recebem.
O banco18/10/2027
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑2, ditas por George Ross a uma sala que já as tinha ouvido.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Leicester City disse a Wout Faes que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Wes Burns estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Woyo Coulibaly, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Benjamin White. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Jeremy Monga treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Jordan Ayew: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Leicester City a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Os números não ficam secretos num balneário. Não está a pedir mais do que vale; está a perguntar porque é que alguém ao lado dele vale mais, e o Leicester City não tem uma boa resposta.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Leicester City. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Treina a sério, diz o que há a dizer e volta para um apartamento vazio. No Leicester City ninguém fez nada de mal, e é justamente isso que torna tudo tão difícil de resolver.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Wout Faes quer futebol continental; se o Leicester City o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Dribles concretizados: 20. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jeremy Monga, e o treinador deixou.
Christian McFarlane e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
O banco27/09/2027
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” George Ross escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Disseram uma coisa a Jordan Ayew e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Leicester City vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Leicester City já se começa a dizer o nome dele no passado.
Já são 10 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Leicester City perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Leicester City, e não vai ser retirado.
Fredrik Bjørkan e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O Leicester City perguntou e o Aston Villa disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O banco12/07/2027
Patson Daka tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Leicester City dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Wout Faes chegou com um passado num clube maior do que este, e o balneário tratou-o em conformidade. Os mais novos veem-no treinar; os mais velhos veem se aquilo dura.
Um ano depois a língua não chegou, a cidade não se abriu, e come sozinho mais vezes do que no Leicester City gostariam de admitir. Nota-se aos sábados.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Hamza Choudhury será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Leicester City as despedidas começaram em silêncio.
Oliver Skipp esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Emil Riis, e o treinador deixou.
Plantel17/05/2027
Palavras no treino do Leicester City sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Tommy Watson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Leicester City sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
O Leicester City fez saber ao mercado que Caleb Okoli está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
2 golos de vantagem e depois uma rendição lenta de tudo o que fora ganho. Patson Daka não será o apontado, mas ninguém no Leicester City escapa à conversa que se segue a um colapso destes.
O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 64 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
Notas dos jogadores03/05/2027
Tommy Watson, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.90
Um 7.90 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
A série sem derrotas chega aos 7 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Leicester City coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Leicester City ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Max Weiß, e o treinador deixou.
Plantel03/05/2027
Tommy Watson desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
2 à frente e em controlo total, e acabou com o Millwall como a equipa mais feliz. Não há versão desta tarde que o Leicester City goste de rever.
Notas dos jogadores08/03/2027
Tommy Watson, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 9.33
Um 9.33 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
A bola do jogo é de Tommy Watson, cujos 3 golos transformaram uma tarde difícil num passeio.
Emprestados08/03/2027
O empréstimo de Stevie Bausor mede-se pelo que não acontece
24 balizas a zeros em 38 jogos no Newport County. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
A proposta do IFK Goteborg por Jeremy Monga foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Emprestados08/03/2027
O empréstimo de Fran Vieites mede-se pelo que não acontece
19 balizas a zeros em 35 jogos no Cambridge United. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
Aos 20 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
O empréstimo de Stevie Bausor mede-se pelo que não acontece
23 balizas a zeros em 36 jogos no Newport County. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
Aos 22 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Dribles concretizados: 21. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
O telefone voltou a tocar por causa de Jeremy Monga, e desta vez do outro lado está o IFK Goteborg. No Leicester City ouvem com educação e não prometem nada.
Oliver Skipp esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Leicester City sabem-no.
Alguns jogos decidem-se num instante; este decidiu-se num homem. 7.92 na ficha, e os adeptos do Leicester City saíram a repetir um nome.
O banco01/03/2027
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” George Ross, sobre uma vitória por 2‑1 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Leicester City podem fingir não ter ouvido.
A proposta ficou muito aquém e em Leicester City não precisaram de pensar muito. Ninguém neste negócio lê uma primeira recusa como um fim.
Direção01/02/2027
O prazo passa com 2 contratações e 2 saídas
Está feito o negócio no Leicester City até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Emprestados01/02/2027
O empréstimo de Stevie Bausor mede-se pelo que não acontece
19 balizas a zeros em 30 jogos no Newport County. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 13 ações, 7.51, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
Vitória por 4‑1 sobre o Blackburn Rovers, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Dribles concretizados: 29. Pelo minuto setenta aparece no rosto de um lateral um desespero muito próprio, e ali estava ele.
Notas dos jogadores09/11/2026
Tommy Watson, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.44
Um 8.44 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Conor Chaplin e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Abdul Fatawu tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
O golo que pôs o Oxford United na frente ainda passava nos ecrãs do corredor quando o Leicester City empatou, 4 minutos depois. Uma vantagem vale o que se fizer com ela.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Tommy Watson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 22 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Oliver Skipp esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Segue-se o Swansea City, e há um homem no balneário do Leicester City que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Marcus Bettinelli apontou a data.
Jeremy Monga fez a conta e não gosta do resultado. Nada corrói um grupo mais depressa, e nenhum clube resolveu isto explicando a um futebolista a estrutura salarial.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Leicester City sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
A língua chegou, o encolher de ombros foi-se, e discute nos treinos como um homem que conta estar cá para o ano. Nada disto aparece num valor de transferência, e tudo isto aparece no relvado.
Segue-se, em casa, o Swansea City, que chega no 10.º lugar. O tipo de jogo sobre o qual uma época se constrói em silêncio, ou em que perde a forma em silêncio.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Alvos de mercado14/09/2026
O mercado fecha em cima do negócio de Dylan Lawlor
O Leicester City ficou sem tempo com o Cardiff City. Os papéis estavam abertos quando o prazo passou, e uma transferência que estava quase feita é agora uma transferência que nunca aconteceu.
Mercado14/09/2026
Tão perto: a transferência de Abdul Fatawu morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Chelsea seguiu em frente, Abdul Fatawu apresenta-se de volta no Leicester City, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Portsmouth fica com o seu homem, e o Leicester City volta a uma lista com um nome riscado.
Dribles concretizados: 22. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Aos 18 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel14/09/2026
Tommy Watson desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco14/09/2026
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” George Ross não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Leicester City também ninguém o escondia.
Verba acordada, condições acordadas, e um exame que disse o contrário. Ele volta para o Middlesbrough; o Leicester City volta ao mercado; e ambos vão insistir que aqui não há história nenhuma.
O Leicester City perguntou e o Bournemouth disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Wes Burns. 1‑0 sobre o Norwich City, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Leicester City coisas que levam mais de uma semana a retirar.