Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 9 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 48 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Académica podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Académica ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Sandro Gambôa e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Direção18/08/2036
9 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Académica
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
Plantel18/08/2036
Samuel Lusale desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Académica vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Tiago Queiroz será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Académica as despedidas começaram em silêncio.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Académica podem fingir não ter ouvido.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Académica fez a parte difícil com o Braga, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Sandro Gambôa esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Académica perguntou e o Sporting CP disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Samuel Lusale estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Académica, mais uma semana sem a assinatura de Tiago Queiroz.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Académica falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Académica já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Académica, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Académica ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Académica fez a parte difícil com o Sporting CP, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Académica coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Benfica fica com o seu homem, e o Académica volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel04/08/2036
Palavras no treino do Académica sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Samuel Lusale está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 69 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Académica já se começa a dizer o nome dele no passado.
Sandro Gambôa e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Académica perguntou e o Benfica disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Samuel Lusale estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O telefone voltou a tocar por causa de Carlos Conceicao, e desta vez do outro lado está o Felgueiras. No Académica ouvem com educação e não prometem nada.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Académica vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Académica já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Académica, e não vai ser retirado.
O Académica perguntou e o Sporting CP disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel21/07/2036
Palavras no treino do Académica sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Samuel Lusale está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Académica foi explícito quanto à situação de Felipe Conceicao, o que é mais do que muitos recebem.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Felipe Conceicao não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Académica falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Verba acordada, salário acordado, e o União de Santarém à espera com uma camisola. No Académica ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Académica, e não vai ser retirado.
Sandro Gambôa esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Braga fica com o seu homem, e o Académica volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel14/07/2036
Samuel Lusale desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Académica vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Académica podem fingir não ter ouvido.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Académica já se começa a dizer o nome dele no passado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Académica ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Sandro Gambôa e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
$320.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Benfica pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
O Sanjoanense vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Daniel Fernandes pré-acordou a mudança para o Académica, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
O Académica perguntou e o Benfica disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Académica
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Académica já se começa a dizer o nome dele no passado.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Académica falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Académica, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Académica ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não há pior forma de perder um futebolista. Gustavo Henriques pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
O Académica perguntou e o Porto disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Samuel Lusale estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Tiago Queiroz será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Académica as despedidas começaram em silêncio.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Plantel16/06/2036
Thiago Lenza sofre uma lesão muscular — 14 dias de fora
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 14 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
Sandro Gambôa esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Académica perguntou e o Sporting CP disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Samuel Lusale estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Christian Swaby, e o treinador deixou.
O Sporting CP aceitou o dinheiro. O que o Académica ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
A proposta do Caldas por Carlos Conceicao foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Aris Karapetyan será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Académica as despedidas começaram em silêncio.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $400.0K — um clube que quer Rodrigo Correia ao ponto de perguntar duas vezes.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Académica coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Nunca quis estar noutro sítio. Ainda há trabalho por acabar aqui.» Henrique Mota compromete-se com o Académica por mais 4 anos.
Plantel09/06/2036
Samuel Lusale desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A proposta do Nacional por Felipe Conceicao foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 20 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. João Moura será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Académica as despedidas começaram em silêncio.
O Académica perguntou e o Atlético CP disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel02/06/2036
Palavras no treino do Académica sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Samuel Lusale está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 27 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mamoudou Cisse será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Académica as despedidas começaram em silêncio.
Não há pior forma de perder um futebolista. Tiago Queiroz pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Sandro Gambôa e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
32 dias, diz o departamento médico, e os departamentos médicos são otimistas por profissão. A ficha de jogo vai parecer errada sem ele.
Plantel26/05/2036
Samuel Lusale desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Disseram uma coisa a Luís Correia e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Académica falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Académica, e não vai ser retirado.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Pedro Santos e o Académica acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Samuel Lusale estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
55 dias de fora para Pedro Simoes depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Académica vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
12.º lugar com 36 pontos. Todas as épocas são uma história e esta é a última linha dela, e agora o clube tem três meses para decidir de que fala a próxima.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Académica ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Sandro Gambôa e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel28/04/2036
Samuel Lusale desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 69 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Académica, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Jesús Méndez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Académica as despedidas começaram em silêncio.
Sandro Gambôa esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Académica falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Académica ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Sandro Gambôa e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel07/04/2036
Palavras no treino do Académica sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Samuel Lusale está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Sofrer é uma coisa; a resposta é o que fala de um balneário. Tiago Rodrigues pôs o Académica de novo em igualdade em 4 minutos, e o Oliveirense nunca chegou a jogar com vantagem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Académica, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Jesús Méndez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Académica as despedidas começaram em silêncio.
Sandro Gambôa esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel17/03/2036
Samuel Lusale desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Santiago Fernandes, e o treinador deixou.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Académica, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Académica ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
A série sem derrotas chega aos 8 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Jogo08/03/2036
Não se vê o fim da espera do Académica por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Académica tem de arrancar um resultado de algum lado.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Plantel10/03/2036
Samuel Lusale desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
23 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Académica perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 9 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Académica ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Académica coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Plantel25/02/2036
Samuel Lusale desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Dribles concretizados: 17. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
O banco25/02/2036
Tiago Rodrigues tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Académica dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
30 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Académica perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Plantel18/02/2036
15 dias de fora para Pedro Simoes depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Académica vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Notas dos jogadores18/02/2036
Pedro Santos, 35 anos, faz recuar o relógio — 7.83
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.83 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Académica ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Sandro Gambôa esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Sporting CP fica com o seu homem, e o Académica volta a uma lista com um nome riscado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Samuel Lusale estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Thiago Lenza, e o treinador deixou.
114 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Académica perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Académica ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Tiago Rodrigues e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Gustavo Henriques está a viver essa versão no Académica, e costuma notar-se no primeiro mês.
Derrota por 2‑3, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
Plantel26/11/2035
Samuel Lusale desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Tiago Rodrigues e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel29/10/2035
Victor Romero consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Victor Romero acabou de assinar pelo Académica e, por uma vez, a resposta importava.
Plantel29/10/2035
Samuel Lusale desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑5, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
16 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Académica perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Umar Abubakar esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Samuel Lusale estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jesús Méndez, e o treinador deixou.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Thiago Lenza treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Disseram uma coisa a Carlos Conceicao e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Sandro Gambôa: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Académica a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Treina a sério, diz o que há a dizer e volta para um apartamento vazio. No Académica ninguém fez nada de mal, e é justamente isso que torna tudo tão difícil de resolver.
22 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Académica perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Académica ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não há pior forma de perder um futebolista. Eduardo Gonçalves pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Umar Abubakar esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O relógio fez o que o Sporting CP não quis fazer, e acabou com aquilo. Os adeptos que seguiram a contagem decrescente vão passar o próximo mercado a fazê-lo outra vez.
O Académica perguntou e o Sporting CP disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Samuel Lusale estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Académica ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Académica podem fingir não ter ouvido.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Académica perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O Académica foi ao Porto com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Umar Abubakar e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Braga fica com o seu homem, e o Académica volta a uma lista com um nome riscado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Faltam 11 meses e nem uma palavra de proposta. Um clube que deixa o calendário negociar por si costuma acabar a perder para o calendário.
Plantel02/07/2035
Nilton Cardoso desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Em resumo
PlantelNo Académica ainda são estranhos uns para os outros
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Académica perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Académica podem fingir não ter ouvido.
O Académica perguntou e o Real Sociedad disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Uma sondagem ao Porto para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Wesley Borges estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Sandro Gambôa treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Sandro Gambôa e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A enfermaria confirma 16 dias de paragem para Luís Correia, e um plano construído à volta dele tem de ser refeito.
Plantel21/05/2035
Nilton Cardoso desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Pedro Santos treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Felipe Conceicao está nela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Henrique Mota, e o treinador deixou.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Académica, e não vai ser retirado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Wesley Borges estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Académica, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Luís Correia está nela.
Os números não ficam em segredo num vestiário e nunca ficaram. Não pede mais do que vale: pergunta por que o do lado vale mais, e no Académica essa pergunta é mais difícil de responder.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Académica ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Sandro Gambôa esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Nunca quis estar noutro sítio. Ainda há trabalho por acabar aqui.» Thiago Lenza compromete-se com o Académica por mais 4 anos.
Plantel07/05/2035
Zsombor Menyhárt desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Académica, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 30 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Académica coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel30/04/2035
Nilton Cardoso desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Foi preciso Fernando Dias marcar para trazer alguma coisa para casa: 1‑1 com o Moreirense, e metade do balneário vai chamar-lhe um ponto ganho.
O banco30/04/2035
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Lucas Simoes não o escondia depois do 1‑1, e no balneário do Académica também ninguém o escondia.
30 jogos no Chaves e os golos não param. No Académica acompanham isto mais de perto do que o clube que o tem gostaria.
O banco30/04/2035
Henrique Mota tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Académica dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Para o Académica, cada ponto é agora uma discussão
Posição 16 e 29 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Académica podem fingir não ter ouvido.
Sandro Gambôa e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 34 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
Nota de 6.51 em 11 ações nas duas áreas. Médios assim são descritos como pouco vistosos por quem nunca tentou jogar contra um.
O banco23/04/2035
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Lucas Simoes saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Académica podem fingir não ter ouvido.
Jogo07/04/2035
Não se vê o fim da espera do Académica por uma vitória
Já são 6 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Académica tem de arrancar um resultado de algum lado.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Isto não é rotação. Pedro Santos está fora dos planos do treinador há algum tempo, e ninguém no Académica finge o contrário.
Notas dos jogadores09/04/2035
Um golo de defesa dá a vitória ao Académica — 7.74
1 para Mathias Silseth Mork, avaliado com 7.74, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Académica ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Académica coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Sandro Gambôa e o Académica acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Em resumo
Notas dos jogadoresFelipe Conceicao marcou um e fez outro — 7.35
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Biel
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Académica, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Académica coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Uriël Van Aalst estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Pedro Santos treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Académica, mais uma semana sem a assinatura de Uriël Van Aalst.
Emprestados02/04/2035
Os golos continuam a chegar do exílio de Umar Abubakar
8 golos em 26 jogos no Chaves — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Académica alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Disseram uma coisa a Thiago Lenza e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Académica podem fingir não ter ouvido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Uriël Van Aalst será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Académica as despedidas começaram em silêncio.
Aos 34 anos, todas as boas tardes são chamadas de regresso ao passado, e esta foi: 8.00, e ninguém melhor em campo.
Jogo24/03/2035
Não se vê o fim da espera do Académica por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Académica tem de arrancar um resultado de algum lado.
Sandro Gambôa e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Marius Elvius estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
7 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Zsombor Menyhárt e o Académica acertam mais 3 anos.
0‑3 para o Porto, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Académica ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel19/03/2035
Lesão muscular e 17 dias de fora para Pedro Santos
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Académica vai falar em 17 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Jogo17/03/2035
Não se vê o fim da espera do Académica por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Académica tem de arrancar um resultado de algum lado.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Miguel Romero agiu, no Académica, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Plantel19/03/2035
Marius Elvius desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
0‑5 para o Benfica, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Sandro Gambôa esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel12/03/2035
Palavras no treino do Académica sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Uriël Van Aalst está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Académica sabem-no.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Académica podem fingir não ter ouvido.
7 defesas, e um resultado a que os dez à frente dele não tinham direito. Nos guarda-redes só se repara nos dias maus; este foi dos outros.
Notas dos jogadores05/03/2035
Um golo de defesa dá a vitória ao Académica — 7.24
1 para Mathias Silseth Mork, avaliado com 7.24, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Académica coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Giorgio Cittadini, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Marius Elvius estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Tiago Queiroz chama-lhe outra coisa em privado.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Académica já falam dele no passado.
Notas dos jogadores19/02/2035
Um golo de defesa dá a vitória ao Académica — 7.67
1 para Sandro Gambôa, avaliado com 7.67, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Pedro Santos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Académica perguntou e o Braga disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Aos 20 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Uriël Van Aalst estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Pedro Santos chama-lhe outra coisa em privado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Académica podem fingir não ter ouvido.
Dribles concretizados: 24. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Hugo Sousa será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Académica as despedidas começaram em silêncio.
Sandro Gambôa esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Maritimo levou os pontos após um 0‑1 que será difícil de explicar nas bancadas.
Plantel12/02/2035
Palavras no treino do Académica sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marius Elvius está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Académica, e não vai ser retirado.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Académica perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Arnas Voitinovičius regressa a Académica com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
Houve 6 defesas pelo meio e pelo menos três que não tinham nada que ser defesas. Os dez jogadores de campo devem-lhe um copo, e sabem-no.
Direção05/02/2035
Fecha o mercado: 2 entradas, 3 saídas no Académica
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 2, saíram 3, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Académica coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Académica já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Académica, e não vai ser retirado.
Alvos de mercado29/01/2035
$970.0K põem os clubes de acordo sobre Dieu Michel
O AVS aceitou o dinheiro. O que o Académica ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Uriël Van Aalst será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Académica as despedidas começaram em silêncio.
O Sporting CP queria mais do que $2.0M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Sandro Gambôa e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Académica, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Marius Elvius será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Académica as despedidas começaram em silêncio.
O Académica foi ao Sporting CP com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Académica fez a parte difícil com o Benfica, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Toda a gente deixou de fingir: o Varzim vai fazer a chamada por Arnas Voitinovičius esta semana. O Académica tem um número em mente, e o número não é tímido.
Verba acordada, salário acordado, e o Lusitano Évora à espera com uma camisola. No Académica ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Académica, e não vai ser retirado.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Farense ninguém diz, e no Académica ninguém gosta de estar a adivinhar.
Sandro Gambôa esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Académica perguntou e o Vitoria Guimaraes disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel15/01/2035
Marius Elvius desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Académica já falam dele no passado.
Jogo16/12/2034
Não se vê o fim da espera do Académica por uma vitória
Já são 6 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Académica tem de arrancar um resultado de algum lado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Académica coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel18/12/2034
Aleksa Paić desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Académica disse a Felipe Conceicao que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Académica ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Académica lida com um homem que quer outro país.
Plantel04/12/2034
Aleksa Paić desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Alejandro Lopera e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
21 dias de fora para Marius Elvius depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Académica vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Vitória por 2‑0 sobre o Belenenses, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 33 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Académica é como lidar com um homem a quem deve muito.
Plantel06/11/2034
Aleksa Paić desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Aos 19 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 89. O Benfica tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 45 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Académica ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Sandro Gambôa esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel16/10/2034
Palavras no treino do Académica sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Aleksa Paić está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Luís Correia, e o treinador deixou.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Académica ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Ninguém no Académica dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Académica, mais uma semana sem a assinatura de Eduardo Gonçalves.