Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Sacachispas ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
7.95, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sacachispas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Há uma impotência muito própria em sofrer 2 vezes antes do minuto vinte. O San Martín de Burzaco tentou reorganizar-se, o Sacachispas não deixou, e o resultado estava escrito muito antes de ser confirmado.
A enfermaria confirma 34 dias de paragem para Thomas Jaimes, e um plano construído à volta dele tem de ser refeito.
Plantel30/04/2035
Palavras no treino do Sacachispas sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Carlos Casabuena está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Marcos Caballero lesiona os ligamentos do joelho — 16 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 16 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 13 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Kevin Rodríguez e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Iván Arboleda, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Carlos Casabuena estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Plantel16/04/2035
Demasiada mudança demasiado depressa no Sacachispas
7 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
23 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sacachispas perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A série sem derrotas chega aos 13 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Thomas Jaimes produziu-o, e o 8.55 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
7.80, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Matías Zepeda será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Sacachispas as despedidas começaram em silêncio.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Sacachispas e do Racing por igual; os restantes divertiram-se imenso.
93 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Sacachispas perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Sacachispas falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sacachispas, e não vai ser retirado.
Henry Rochón esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel18/09/2034
Palavras no treino do Sacachispas sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ramiro Sordo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Direção18/09/2034
Em Sacachispas, 117% das receitas vão para salários
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Sacachispas ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Benjamín Garay e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ramiro Sordo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 0‑0, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Sacachispas, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mario Virtuoso será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Sacachispas as despedidas começaram em silêncio.
Henry Rochón esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel27/03/2034
Ramiro Sordo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Luciano Pacco. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Sacachispas fez a parte difícil com o Acassuso, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Agropecuario Argentino ninguém diz, e no Sacachispas ninguém gosta de estar a adivinhar.
O Sacachispas ofereceu $22.0K; o Talleres disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Plantel26/12/2033
Enzo Aguirre desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O La Equidad fica com o seu homem, e o Sacachispas volta a uma lista com um nome riscado.
Benjamín Garay e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Tem 20 anos e ninguém em Sacachispas o contratou para esta época. Negócios destes julgam-se daqui a quatro anos, por gente que talvez já não esteja na casa.
Plantel26/12/2033
No Sacachispas ainda são estranhos uns para os outros
5 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.