14 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Avellino perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Plantel14/03/2033
62 dias de fora para Pol Lirola depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Avellino vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Avellino, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Avellino ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Tolgahan Sahin agiu, no Avellino, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
13 dias com a cadeira livre, uma lista de nomes que cresce e encolhe todos os dias, e nem uma assinatura. Cada semana que passa retira dela os melhores candidatos.
Plantel14/03/2033
Palavras no treino do Avellino sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ergis Arifi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Sandro Cruz lesiona os ligamentos do joelho — 56 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 56 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Plantel31/01/2033
104 dias de fora para Pol Lirola depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Avellino vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
As bancadas31/01/2033
A raiva no Avellino transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
70 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Avellino perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Avellino falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Avellino, e não vai ser retirado.
A proposta do Catania por Hans Nicolussi Caviglia foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Avellino perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O Avellino ofereceu $410.0K; o Bologna disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Avellino ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O Casertana obrigou o Avellino a suar, mas no fim o marcador dizia 1‑0 e a tabela não pergunta como.
Plantel25/10/2032
Palavras no treino do Avellino sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Simone Raimondi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
5 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 9 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Bologna ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lorenzo Sgarbi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Napoli fica com o seu homem, e o Bologna volta a uma lista com um nome riscado.
O clube procurou lá fora durante um mês, não encontrou nada de que gostasse mais e entregou o cargo a quem já o estava a fazer. Conhece a casa; falta provar que conhece o resto.
Dribles concretizados: 24. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Sandro Cruz e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Piotr Zieliński estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Avellino perguntou e o Cesena disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
43 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Avellino perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A proposta do Modena por Adam Žulevič foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ziad Tarek será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Avellino as despedidas começaram em silêncio.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Avellino fez a parte difícil com o Sassuolo, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Hans Nicolussi Caviglia e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Avellino perguntou e o Cesena disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel16/08/2032
Marco Spina desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Vejo todos os jogos do Avellino daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Bologna segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Uma sondagem ao Napoli para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Bologna já se começa a dizer o nome dele no passado.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $9.0M do que o Bologna pagou por Bostero é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bologna, e não vai ser retirado.
As bancadas21/06/2032
Os adeptos revoltam-se com a venda de Bostero por $7.3M
Vai para o Inter, o clube tem $7.3M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Sebastian Biller agiu, no Bologna, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $6.7M — um clube que quer Seydou Fini ao ponto de perguntar duas vezes.
97 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Avellino perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Adam Žulevič não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
O negócio que levaria Gennaro Iaccarino para o Pro Vercelli caiu na fase final e ele reapresenta-se no Avellino com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Avellino ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
5 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Avellino sabe dizer em que semana.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Piotr Zieliński e o Avellino acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
O Avellino foi ao Empoli com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Juventus queria mais do que $850.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Juventus fica com o seu homem, e o Avellino volta a uma lista com um nome riscado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Pol Lirola estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Avellino já telefonou ao Hertha BSC. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.