Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Ponferradina vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Ponferradina já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Ponferradina, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Ponferradina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Ponferradina fez a parte difícil com o Sevilla, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Jogo16/08/2036
Ninguém quer jogar contra o Ponferradina neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Slavy esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Em resumo
Direção7 jogadores da formação sobem à equipa principal do Ponferradina
PlantelImrane El Ouaroudi desentende-se com um colega por causa das exigências
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Ponferradina já se começa a dizer o nome dele no passado.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 77 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Ponferradina, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Ponferradina coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Slavy estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Sevilla fica com o seu homem, e o Ponferradina volta a uma lista com um nome riscado.
O nome de Tomás Amado apareceu em conversas de que o Ponferradina não fez parte. Nada formal, nada assinado — mas também nada de acidental.
Plantel21/07/2036
8 caras novas e o Ponferradina ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
O Ponferradina já telefonou ao Sevilla. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Em resumo
O bancoMario Lozano pede uma conversa com o treinador
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Ponferradina falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Ponferradina podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Ponferradina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Hugo López e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel30/06/2036
Palavras no treino do Ponferradina sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Slavy está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O telefone voltou a tocar por causa de Matías Espíndola, e desta vez do outro lado está o Eldense. No Ponferradina ouvem com educação e não prometem nada.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Ponferradina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.95 aos 36, e ninguém no campo esteve melhor.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Ponferradina pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
7.28, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Não há pior forma de perder um futebolista. Hugo López pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Ponferradina coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel17/12/2035
Palavras no treino do Ponferradina sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Slavy está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ramiro Palomo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nordan Mukiele e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
100 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
Em resumo
Notas dos jogadoresFelix Schönegger passa por eles um de cada vez
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Levante, e não vai ser retirado.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Jerónimo Domina produziu-o, e o 8.74 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Tomás Amado será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Levante as despedidas começaram em silêncio.
Ramiro Palomo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Levante sabem-no.
Aos 35 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
Em resumo
PlantelAxel Benites desentende-se com um colega por causa das exigências
19 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Levante perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Jogo17/03/2035
Não se vê o fim da espera do Levante por uma vitória
Já são 9 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Levante tem de arrancar um resultado de algum lado.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 30 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ramiro Palomo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Andy Escudero e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Nassim Chadli, e o treinador deixou.
Axel Norén lesiona os ligamentos do joelho — 26 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 26 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 37 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Ramiro Palomo agiu, no Levante, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Levante ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Santiago Santiago estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
82 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Levante perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
$2.0M era o máximo que o clube pagaria, e o Barcelona pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
A proposta seguiu esta semana para o Gijón, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Levante fez a parte difícil com o Valladolid, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
As regras permitem-no e dói na mesma. Tomás Amado acertou condições com o Ponferradina para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
110 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Levante perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Tomás Amado agarrou este contra o Mallorca. 3‑1 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Levante.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Gonzalo Nuccio será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Levante as despedidas começaram em silêncio.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Nicolás Cabral marcou, foi avaliado com 7.63 e voltou antes de alguém dar pela falta.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Levante e do Ceuta por igual; os restantes divertiram-se imenso.
117 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Levante perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Santiago Santiago produziu-o, e o 8.17 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Levante ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Santiago Santiago está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Um desempate por grandes penalidades fica na memória pelo fim, e este acaba em Ivan Kešina: 3 travadas, e uma bancada que vai descrever cada uma delas nos próximos vinte anos.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.86 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Levante sabem-no.