Peter Ayumba lesiona os ligamentos do joelho — 84 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 84 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Posição 2, 70 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Kakamega Homeboyz nada responderam, o que também é uma resposta.
Plantel26/11/2040
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Thulani Furman
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Kevin Kahata esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Oliver Machaka. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Kakamega Homeboyz podem fingir não ter ouvido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Clinton Onyango lesiona os ligamentos do joelho — 27 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 27 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Oliver Machaka e o Kakamega Homeboyz acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
A direção respondeu com dinheiro em vez de incentivo, que é a única resposta que um treinador quer ouvir. Gastá-lo bem passa a ser problema exclusivamente dele.
28 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Plantel24/09/2040
Clinton Onyango lesiona os ligamentos do joelho — 41 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 41 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Já são 7 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Salah Hegazi. 1‑0 sobre o Tusker, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Jesse Rupia esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Brian Kagere, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Oliver Machaka assinar alguma coisa — um contrato no Kakamega Homeboyz ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Em resumo
MercadoSamuel Kahata colocado na lista de transferências
Notas dos jogadoresCarlos Acosta tinha sempre o passe
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Oliver Machaka
26 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Brian Kagere está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
14 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Kakamega Homeboyz ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
11 ações combinadas e 6.77. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Anthony Mbugua e o Kakamega Homeboyz acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Avaliado com 7.61. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Oliver Machaka produziu-o, e o 8.54 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Caleb Juma tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Kakamega Homeboyz coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Carlos Acosta tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Kakamega Homeboyz dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Peter Mukangula, e o treinador deixou.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
21 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Kakamega Homeboyz podem fingir não ter ouvido.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Brian Kagere está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Amos Omurwa e o Kakamega Homeboyz acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Thulani Furman, e o treinador deixou.
Um toque que não queria, um ressalto impossível de ler e o seu nome na coluna errada. Depois disto não há consolo, e no Kakamega Homeboyz não o vão tentar esta noite.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e George Masika treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Kakamega Homeboyz sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Já são 23 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Plantel30/04/2040
Victor Juma lesiona os ligamentos do joelho — 20 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 20 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Dribles concretizados: 24. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
Plantel30/04/2040
George Masika desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
56 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Kakamega Homeboyz perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
6 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Josephat Lopaga. 3‑1 sobre o Gor Mahia, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Avaliado com 8.21. Há carreiras inteiras sem uma única tarde assim, e ele acabou de ter uma à frente de todo o Kakamega Homeboyz.
Plantel26/03/2040
Carlos Acosta tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Kakamega Homeboyz dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Já são 15 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
11 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Oliver Machaka e o Kakamega Homeboyz acertam mais 2 anos.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
David Kibwage esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Salah Hegazi está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Kakamega Homeboyz podem fingir não ter ouvido.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Anthony Mbugua e o Kakamega Homeboyz acertam mais 3 anos.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Josephat Lopaga e o Kakamega Homeboyz acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
A direção respondeu com dinheiro em vez de incentivo, que é a única resposta que um treinador quer ouvir. Gastá-lo bem passa a ser problema exclusivamente dele.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Kakamega Homeboyz ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel14/11/2039
Uma lesão muscular afasta Victor Juma durante 16 dias
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Kakamega Homeboyz vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
27 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Kakamega Homeboyz perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Salah Hegazi será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Kakamega Homeboyz as despedidas começaram em silêncio.
55 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Kakamega Homeboyz perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Salah Hegazi será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Kakamega Homeboyz as despedidas começaram em silêncio.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Kakamega Homeboyz pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
1 para Glen Masava, avaliado com 7.23, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Caleb Juma e o Kakamega Homeboyz acertam mais 3 anos.
17 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
69 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Kakamega Homeboyz perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Posição 2, 60 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Já são 7 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
A direcção pôs dinheiro em cima da mesa em vez de uma palavra de incentivo. O que lhe acontece a partir de agora é problema de outro, e trabalho de outro.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Oliver Machaka está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
76 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Kakamega Homeboyz perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O Bidco United vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Kakamega Homeboyz foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Carlos Acosta produziu-o, e o 8.53 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.09 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Kakamega Homeboyz ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Salah Hegazi e o Kakamega Homeboyz acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Carlos Acosta tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
83 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Kakamega Homeboyz perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
13 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Oliver Machaka. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Em resumo
Notas dos jogadoresSalah Hegazi encarou-os todo o jogo
As bancadasA imprensa encontrou o seu homem em Carlos Acosta
As bancadasA bancada já tem cântico para Carlos Acosta
97 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Kakamega Homeboyz perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Posição 2, 52 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
O prémio de melhor jovem do mês vai para um jogador de 21 anos do Kakamega Homeboyz que pareceu um produto acabado durante quatro jornadas seguidas. As quatro seguintes é que decidem se é.
Salah Hegazi ganha-o quando o apito já devia ter soado
Minuto 93. Salah Hegazi encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o Gor Mahia passou do ponto ao nada num só movimento.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Kakamega Homeboyz podem fingir não ter ouvido.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Nestor Jimenez e o Kakamega Homeboyz acertam mais 3 anos.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Kakamega Homeboyz podem fingir não ter ouvido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Caleb Mulee lesiona os ligamentos do joelho — 91 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 91 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Notas dos jogadores30/05/2039
George Masika, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.62
Um 7.62 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Brian Mainge e o Kakamega Homeboyz acertam mais 3 anos.
Aos 19 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Oliver Machaka. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
99 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Kakamega Homeboyz perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.91 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Carlos Acosta tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Cabeceamentos, cortes, desarmes, interceções: 17 no total, e nem um golo às suas costas. Daquelas exibições que nunca entram nos melhores momentos e ganham jogos.
Em resumo
PlantelSalah Hegazi tornou-se um homem de confiança do treinador
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
A série sem derrotas chega aos 10 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 9 ações combinadas e uma nota de 6.63, e nenhuma delas entrará num resumo.
Um 1‑1 com o Mara Sugar deixa o balneário entre o alívio e a frustração.
Plantel18/04/2039
Glen Masava tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Kakamega Homeboyz dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Kakamega Homeboyz sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Rodgers Ouma e o Kakamega Homeboyz acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Ações defensivas: 21, e a baliza a zero no final. As melhores tardes de um central parecem não ter nada dentro, e é exatamente esse o ponto.
Plantel04/04/2039
Peter Ayumba desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Carlos Acosta está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Carlos Acosta, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.19
Um 8.19 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Kakamega Homeboyz coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel21/03/2039
Amos Omurwa desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O Kakamega Homeboyz marcou aos 93, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
O prémio é pouca coisa com um significado pesado: durante quatro semanas ninguém neste escalão fez melhor o seu trabalho. Kakamega Homeboyz têm o troféu numa prateleira e o jogador na equipa.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Salah Hegazi está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
Plantel07/03/2039
Rodgers Ouma tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Kakamega Homeboyz dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Oliver Machaka assinar alguma coisa — um contrato no Kakamega Homeboyz ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Em resumo
Notas dos jogadoresOchieng Olunga encarou-os todo o jogo
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
20 ações defensivas e uma baliza a zero no fim delas. A tarde de um defesa só se pode contar pelo que não aconteceu, e é por isso que ninguém faz um resumo com ela e qualquer treinador da divisão a assinava.
19 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Francis Rupia e o Kakamega Homeboyz acertam mais 3 anos.
Em resumo
PlantelThulani Furman tornou-se um homem de confiança do treinador
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Kakamega Homeboyz ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.85 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Brian Kagere e o Kakamega Homeboyz acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. George Masika está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Plantel14/02/2039
Glen Masava tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Kakamega Homeboyz dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Kakamega Homeboyz sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.