Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Atletico Bucaramanga falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
22 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Atletico Bucaramanga perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Já são 8 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Atletico Bucaramanga tem de arrancar um resultado de algum lado.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Atletico Bucaramanga já se começa a dizer o nome dele no passado.
A proposta do Jaguares por Stiven Rentería foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
1 para Roberto Fernández, avaliado com 7.95, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Junior fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Aguilas Doradas fica com o seu homem, e o Atletico Bucaramanga volta a uma lista com um nome riscado.
Em resumo
MercadoFélix Charrupí está livre para procurar outro sítio
Brayan Llanos lesiona os ligamentos do joelho — 29 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 29 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Já são 7 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Atletico Bucaramanga tem de arrancar um resultado de algum lado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Atletico Bucaramanga podem fingir não ter ouvido.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Atletico Bucaramanga fez a parte difícil com o Patriotas, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atletico Bucaramanga coisas que levam mais de uma semana a retirar.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
37 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Atletico Bucaramanga perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Aldair Gutiérrez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Derrota por 0‑2, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
Plantel29/05/2028
Aldair Zárate desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco29/05/2028
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑2 Manuel Palacios saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
O banco29/05/2028
Juan Castilla tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atletico Bucaramanga dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Segue-se o Atletico Nacional, e há um homem no balneário do Atletico Bucaramanga que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
44 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Atletico Bucaramanga perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
José Julián Martínez e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco22/05/2028
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Manuel Palacios a uma sala que já as tinha ouvido.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Atletico Bucaramanga, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O banco22/05/2028
Félix Charrupí tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atletico Bucaramanga dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Brayan Llanos lesiona os ligamentos do joelho — 15 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 15 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Dribles concretizados: 25. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Atletico Bucaramanga tem de arrancar um resultado de algum lado.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco22/03/2027
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑2, ditas por Manuel Palacios a uma sala que já as tinha ouvido.
O banco22/03/2027
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Carlos Romaña
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Um amarelo de que ninguém precisava, numa noite em que o jogo já estava ganho. Atletico Bucaramanga perdem um jogador pelo motivo mais evitável que existe.
O banco22/03/2027
Félix Charrupí tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atletico Bucaramanga dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
22 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Atletico Bucaramanga perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Atletico Bucaramanga pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Já são 7 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Atletico Bucaramanga foi explícito quanto à situação de Kevin Londoño, o que é mais do que muitos recebem.
18 ações defensivas e uma baliza a zero no fim delas. A tarde de um defesa só se pode contar pelo que não aconteceu, e é por isso que ninguém faz um resumo com ela e qualquer treinador da divisão a assinava.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Disseram uma coisa a Marcelo Weigandt e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
30 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Atletico Bucaramanga perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Atletico Bucaramanga podem fingir não ter ouvido.
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Emerson Batalla está nela.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 1‑1, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Em resumo
Notas dos jogadoresAldair Zárate passa por eles um de cada vez
38 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Atletico Bucaramanga perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Israel Alba, e o treinador deixou.
Acabou 1‑1, e de certa forma sempre pareceu que ia acabar assim. Uma daquelas tardes em que a tabela mexe menos do que os nervos.
O banco01/03/2027
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Manuel Palacios escolheu a versão do copo meio cheio do 1‑1; os adeptos saíram com a outra.
Brayan Llanos lesiona os ligamentos do joelho — 46 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 46 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Stiven Rentería produziu-o, e o 8.72 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Já são 7 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Atletico Bucaramanga tem de arrancar um resultado de algum lado.
Stiven Rentería esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Atletico Bucaramanga lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Empate aos 92 minutos, depois de uma tarde que o Atletico Bucaramanga tinha praticamente arrumada. O La Equidad vai chamar-lhe um ponto ganho; o balneário da casa vai chamar-lhe dois oferecidos, e ambos têm razão.