109 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Envigado perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Franco Pinoni esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel18/08/2036
Uma transferência que Álvaro Cortés teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Álvaro Cortés está a viver essa versão no Envigado, e costuma notar-se no primeiro mês.
Dribles concretizados: 16. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Envigado foi explícito quanto à situação de Fabián Ángel, o que é mais do que muitos recebem.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jeremías Martinet, e o treinador deixou.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Patriotas falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Patriotas ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Andrés Dávila e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O banco19/11/2035
Jesús Cuero volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do Patriotas já trabalhou com Jesús Cuero e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Álvaro Cortés, e o treinador deixou.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Habib Keïta treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
O banco19/11/2035
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Juninho
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Patriotas sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Abraham Ortíz será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Patriotas as despedidas começaram em silêncio.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Patriotas lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Tomás Hernández esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 36 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Patriotas ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Álvaro Cortés, e o treinador deixou.
Todas as carreiras longas chegam à semana em que se pensa na última. Ele gostava que fosse onde começou, e o Patriotas sabe agora que esse pensamento chegou.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Patriotas foi explícito quanto à situação de Jacob Gómez, o que é mais do que muitos recebem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Patriotas ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alan Luongo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Estamos muito longe um do outro, e fingir o contrário não ajuda ninguém.» Nada se moveu, e o calendário não joga a favor do clube.
Plantel10/09/2035
No Patriotas ainda são estranhos uns para os outros
10 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Plantel10/09/2035
Mory Gbané desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Faltam 2 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Patriotas pode pedir e sobe o salário que Juan Cruz Payal pode exigir.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Patriotas ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Patriotas podem fingir não ter ouvido.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
As regras permitem-no e dói na mesma. Pedro Lapadula acertou condições com o Independiente Medellin para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Fernando Arce e o Patriotas acertam mais 4 anos.
Verba acordada, salário acordado, e o Barranquilla à espera com uma camisola. No Patriotas ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Patriotas podem fingir não ter ouvido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lorenzo Albarracín será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Patriotas as despedidas começaram em silêncio.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Santiago Mosquera agiu, no Patriotas, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Patriotas lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Matías Gastaldi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O Patriotas perguntou e o Santa Fe disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Verba acordada, salário acordado, e o Real Santander à espera com uma camisola. No Patriotas ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Mercado09/07/2035
Tão perto: a transferência de Thiago Pacheco morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Valledupar seguiu em frente, Thiago Pacheco apresenta-se de volta no Patriotas, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
Matías Gastaldi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Patriotas lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
O Patriotas perguntou e o Junior disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel09/07/2035
Palavras no treino do Patriotas sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Álvaro Cortés está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém em campo chegou perto de Guilherme Smith
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Patriotas podem fingir não ter ouvido.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Patriotas perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Patriotas lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Patriotas fez a parte difícil com o Envigado, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Patriotas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Atletico Nacional fica com o seu homem, e o Patriotas volta a uma lista com um nome riscado.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Andrés Dávila. 2‑0 sobre o Jaguares, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Verba acordada, salário acordado, e o Valledupar à espera com uma camisola. No Patriotas ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Bogota tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Patriotas, e não vai ser retirado.
A proposta do Leones por Sergio Valencia foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Juan Cruz Payal e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Santa Fe fica com o seu homem, e o Patriotas volta a uma lista com um nome riscado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Patriotas, e não vai ser retirado.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Estudiantes fica com o seu homem, e o Patriotas volta a uma lista com um nome riscado.
Alan Luongo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Álvaro Cortés estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Valentín Depietri e o Patriotas acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Patriotas podem fingir não ter ouvido.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Elías Ocampo quer futebol continental; se o Patriotas o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Patriotas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Álvaro Cortés estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Notas dos jogadores28/05/2035
Elías Ocampo jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.05. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
O Patriotas torna a sua casa um sítio difícil de visitar
17 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Eliminado, 1‑2 com o Deportes Tolima, e a longa discussão sobre qual dos pequenos momentos o decidiu. Agora só resta o campeonato, e toda a gente o sabe.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.88 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Patriotas ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Notas dos jogadores14/05/2035
Um golo de defesa dá a vitória ao Patriotas — 7.98
1 para Alan Luongo, avaliado com 7.98, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Matías Gastaldi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Patriotas lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Juan Cruz Payal esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Terminou 1‑0, e a tarde foi de Andrés Dávila: marcou quando era preciso, e é a razão de os pontos ficarem com o Patriotas.
Plantel07/05/2035
Palavras no treino do Patriotas sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Álvaro Cortés está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O treinador reorganizou as ideias e Juninho saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
O banco07/05/2035
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Interim Coach foi breve depois da vitória por 1‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
O Fortaleza CEIF vai querer esquecer isto depressa: 5‑2, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Patriotas foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Patriotas, e não vai ser retirado.
16 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Juan Cruz Payal e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
7 golos num jogo, Matías Gastaldi na ficha e um resultado que vai parecer uma gralha. Os neutros não podiam pedir mais ao Patriotas nem ao Fortaleza CEIF.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Edwin Zapata quer futebol continental; se o Patriotas o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Diego Ulloa quer futebol continental; se o Patriotas o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Patriotas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel16/04/2035
Palavras no treino do Patriotas sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Álvaro Cortés está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
9 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Interim Coach depois do 0‑3, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Patriotas podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Patriotas ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Juan Cruz Payal quer futebol continental; se o Patriotas o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Patriotas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Johan Campaña tem a sua resposta do Patriotas; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Álvaro Cortés estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Johan Campaña treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Jacob Gómez está nela.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Patriotas podem fingir não ter ouvido.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Patriotas lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Patriotas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Álvaro Cortés estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O banco26/03/2035
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Interim Coach escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
O Patriotas torna a sua casa um sítio difícil de visitar
14 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Juan Cruz Payal e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Álvaro Cortés, e o treinador deixou.
Plantel19/03/2035
14 caras novas e o Patriotas ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Uma nota de 7.72, e ninguém no estádio a contestaria. Esteve em tudo o que importava e em quase tudo o que não.
O banco19/03/2035
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Interim Coach foi breve depois da vitória por 1‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Patriotas, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Patriotas sobre quem trabalha
Juan Cruz Payal esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel12/03/2035
Álvaro Cortés desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 2‑3, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
2 golos, e o segundo foi o que fechou o jogo. Nota de 8.92, e com mais sorte ao primeiro poste teria tido um terceiro.
Jogo03/03/2035
O Patriotas torna a sua casa um sítio difícil de visitar
13 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Patriotas lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Patriotas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Álvaro Cortés desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Patriotas podem fingir não ter ouvido.
Juan Cruz Payal esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Dribles concretizados: 21. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 35 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
Plantel12/02/2035
Alan Luongo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Álvaro Cortés, e o treinador deixou.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Patriotas joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Patriotas vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Verba acordada, salário acordado, e o Real Santander à espera com uma camisola. No Patriotas ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Patriotas, e não vai ser retirado.
Matías Gastaldi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O La Equidad fica com o seu homem, e o Patriotas volta a uma lista com um nome riscado.
O Patriotas já telefonou ao Alianza Lima. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.