Já são 19 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
33 golos e uma média de 7.50 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Manuel Panaro produziu-o, e o 8.41 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Jogo06/10/2035
O Fénix torna a sua casa um sítio difícil de visitar
11 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Leonardo Realpe esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O buraco voltou a ser tapado lá de cima. Os adeptos têm direito a ficar aliviados e direito a perguntar o que acontece no mês em que não for tapado, e os dois sentimentos costumam chegar juntos.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Gonzalo Aguirre, e o treinador deixou.
Já são 18 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
1 para Mathias Santana, avaliado com 7.15, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Não há pior forma de perder um futebolista. Murillo pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fénix coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Jogo29/09/2035
O Fénix torna a sua casa um sítio difícil de visitar
10 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Leonardo Realpe, e o treinador deixou.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Mathias Santana tem a sua resposta do Fénix; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Fabrizio Fiumara estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Já são 18 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Franco Watson será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Racing Club as despedidas começaram em silêncio.
Emprestados24/09/2035
Os golos continuam a chegar do exílio de Lucas Álvarez
19 golos em 43 jogos no Fénix — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Racing Club alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Jogo22/09/2035
O Racing Club torna a sua casa um sítio difícil de visitar
11 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Rodrigo Granillo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Já são 16 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fénix ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alexis Yegros e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O endividamento passou o que o banco tinha autorizado, e é aí que uma dívida deixa de ser a forma como o futebol se financia e passa a ser um problema. Todos os programas de adeptos desta cidade vão citar o número nos próximos cinco anos.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Fénix sabem-no.
Em resumo
PlantelMurillo desentende-se com um colega por causa das exigências
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Racing Club ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
40 jogos no Fénix e os golos não param. No Racing Club acompanham isto mais de perto do que o clube que o tem gostaria.
Emprestados27/08/2035
Os golos continuam a chegar do exílio de Facundo Gulli
18 golos em 26 jogos no Montevideo City Torque — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Racing Club alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
10 golos em 19 jogos no Tembetary — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Racing Club alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
O banco27/08/2035
Jabes Saralegui tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Racing Club dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Plantel27/08/2035
6 caras novas e o Racing Club ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.08 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Luís Gustavo marcou, foi avaliado com 7.98 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Em resumo
Notas dos jogadoresValter Sedin sobe e resolve — 7.94
Posição 2, 93 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
6 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Leonardo Realpe esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Racing Club nada responderam, o que também é uma resposta.
Jogo11/08/2035
Ninguém quer jogar contra o Racing Club neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
As regras permitem-no e dói na mesma. Mateo Sánchez acertou condições com o Atlético Tucumán para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Federico Redondo, e o treinador deixou.
O Los Andes vai querer esquecer isto depressa: 5‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Fénix foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Gonzalo Aguirre produziu-o, e o 8.30 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Alexis Yegros e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel06/08/2035
Uma transferência que Diego Muñoz teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Diego Muñoz está a viver essa versão no Fénix, e costuma notar-se no primeiro mês.
O buraco nas contas voltou a ser tapado lá de cima. Os adeptos têm o direito de agradecer e de perguntar o que acontece no mês em que não for, e os dois sentimentos chegam juntos.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Mauricio Chanampa, e o treinador deixou.
O Atlético Tucumán vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Racing Club foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O Racing Club marcou aos 103, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Racing Club perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O Chaco For Ever vai querer esquecer isto depressa: 7‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Fénix foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Manuel Panaro produziu-o, e o 8.93 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
15 golos e uma média de 7.62 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
2.º lugar com 81 pontos, e as filas na bilheteira são a parte de uma luta pela subida que nunca aparece numa tabela. A cidade decidiu que esta é a sério.
7.38, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fénix coisas que levam mais de uma semana a retirar.
7 golos num jogo, Jesús Castellano na ficha e um resultado que vai parecer uma gralha. Os neutros não podiam pedir mais ao Fénix nem ao Chaco For Ever.
Verba acordada, salário acordado, e o Defensa y Justicia à espera com uma camisola. No Racing Club ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Racing Club, e não vai ser retirado.
O Racing Club perguntou e o Tigre disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A perseguição a Hinneh Listowell terminou com $640.0K a mudar de mãos e o Tigre sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Gonzalo Morales e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Hinneh Listowell está a viver essa versão no Racing Club, e costuma notar-se no primeiro mês.
Plantel16/07/2035
Palavras no treino do Racing Club sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nahuel Herrera está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Emprestados16/07/2035
Os golos continuam a chegar do exílio de Lucas Álvarez
14 golos em 31 jogos no Fénix — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Racing Club alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Verba acordada, salário acordado, e o San Martín de Burzaco à espera com uma camisola. No Fénix ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
14 golos e uma média de 7.60 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Leonardo Realpe e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Belgrano fica com o seu homem, e o Fénix volta a uma lista com um nome riscado.
A proibição impede o pagamento de qualquer verba por um jogador, pense o treinador o que pensar. Cada rumor publicado sobre este clube até ela ser levantada é um rumor sobre um negócio impossível.
Verba acordada, salário acordado, e o Gimnasia La Plata à espera com uma camisola. No Racing Club ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Comunicaciones tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
O Racing Club perguntou e o Libertad disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Posição 3, 27 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
O Racing Club foi ao Tigre com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Racing Club podem fingir não ter ouvido.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Nahuel Herrera e o Racing Club acertam mais 3 anos.
Gonzalo Morales e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
15 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Fénix perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Uma média de 7.59 na época, com 13 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Leonardo Realpe e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Gimnasia La Plata fica com o seu homem, e o Fénix volta a uma lista com um nome riscado.
Participação em 4 golos, de um jogador que passou noventa minutos a fazer aquilo que um treinador quer mesmo: estar onde a bola ia acabar. 7.99 ao lado do nome.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Vélez ninguém diz, e no Fénix ninguém gosta de estar a adivinhar.
Leonardo Realpe e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Manuel Panaro produziu-o, e o 8.85 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Fénix, e não vai ser retirado.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Fénix fez a parte difícil com o Villa San Carlos, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fénix coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O buraco voltou a ser tapado lá de cima. Os adeptos têm direito a ficar aliviados e direito a perguntar o que acontece no mês em que não for tapado, e os dois sentimentos costumam chegar juntos.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Fénix foi explícito quanto à situação de Lautaro Aguilera, o que é mais do que muitos recebem.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel04/06/2035
Enzo Cejas desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Lucas Álvarez no seu melhor
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Racing Club ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Gonzalo Morales esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel28/05/2035
Frederik Ihler desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Ramiro Loto está nela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Simón Prima, e o treinador deixou.
7 golos em 16 jogos no Tembetary — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Racing Club alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Santiago Martínez treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
O San Miguel vai querer esquecer isto depressa: 4‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Fénix foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Fénix, e não vai ser retirado.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Manuel Panaro produziu-o, e o 8.93 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Leonardo Realpe esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
11 golos e uma média de 7.45 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alexis Yegros está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Jogo26/05/2035
Mais uma trazida de fora
3 seguidas na estrada para o Fénix. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Leonardo Realpe e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Edwin Rodríguez está a viver essa versão no Fénix, e costuma notar-se no primeiro mês.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ethian Morales estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não pode pagar-se um valor por ninguém, precise o plantel do que precisar. Todos os rumores sobre este clube até o embargo ser levantado são rumores sobre um negócio que não se pode fazer.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.05 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Martín Espinoza esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Enzo Cejas está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O endividamento passou o que o banco tinha autorizado, e é aí que uma dívida deixa de ser a forma como o futebol se financia e passa a ser um problema. Todos os programas de adeptos desta cidade vão citar o número nos próximos cinco anos.
Mathias Santana e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
É dinheiro que mantém as luzes acesas, não dinheiro que compra um central, e essa diferença é a história toda. Um clube que vive do dono e não do futebol tem apenas uma conversa pela frente.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alexis Yegros está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Enzo Cejas. 1‑0 sobre o Liniers, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Matías Romero lesiona os ligamentos do joelho — 19 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 19 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Racing Club, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Racing Club ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel30/04/2035
Nahuel Herrera desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alessandro Nunziante, e o treinador deixou.
Alan Coria esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 20 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Fénix lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Leonardo Realpe esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ethian Morales estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
9 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Luis Miranda lesiona os ligamentos do joelho — 20 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 20 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 27 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Leonardo Realpe e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Uma média de 7.36 na época, com 10 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Luca Barceló, e o treinador deixou.
A proibição impede o pagamento de qualquer verba por um jogador, pense o treinador o que pensar. Cada rumor publicado sobre este clube até ela ser levantada é um rumor sobre um negócio impossível.
33 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Racing Club perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Posição 3, 17 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Alejo Torres será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Racing Club as despedidas começaram em silêncio.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Racing Club sabem-no.
Gonzalo Morales e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Frederik Ihler estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Luis Miranda lesiona os ligamentos do joelho — 27 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 27 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Fénix falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Leonardo Realpe e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Enzo Cejas está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Lucas Álvarez. 2‑0 sobre o Tristán Suárez, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Os clubes de futebol endividam-se; isso não é notícia. Endividarem-se acima do que lhes foi concedido é, porque a partir daqui é o dinheiro do dono ou a decisão de outra pessoa, e nenhuma das duas coisas pertence à direção.
Em resumo
DireçãoEm Fénix, 97% das receitas vão para salários
Notas dos jogadoresYamil Mourglia encarou-os todo o jogo
Luis Miranda lesiona os ligamentos do joelho — 34 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 34 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Fénix vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Iván Barbona será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Racing Club as despedidas começaram em silêncio.
Plantel02/04/2035
Palavras no treino do Racing Club sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nahuel Herrera está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Gonzalo Morales esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 34 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Aarón Quiros, e o treinador deixou.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Gonzalo Morales está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
O banco02/04/2035
Ramiro Loto tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Racing Club dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Juan Bisanz tem a sua resposta do Racing Club; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Em resumo
EmprestadosOs golos continuam a chegar do exílio de Lucas Álvarez
Luis Miranda lesiona os ligamentos do joelho — 48 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 48 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Fénix vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Já são 6 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Participação em 2 golos, de um jogador que passou noventa minutos a fazer aquilo que um treinador quer mesmo: estar onde a bola ia acabar. 7.84 ao lado do nome.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fénix coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Enzo Cejas está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O treinador pode falar com quem quiser e não pode pagar a ninguém. Um plantel sobrevive a um mercado destes com empréstimos, com miúdos da casa e com a esperança de que as lesões caiam noutro sítio.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Racing Club podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Racing Club ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nahuel Herrera estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Racing Club coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Mateo Seoane, e o treinador deixou.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Racing Club ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Plantel12/03/2035
Demasiada mudança demasiado depressa no Racing Club
14 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
62 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Fénix perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 69 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Fénix, e não vai ser retirado.
Yamil Mourglia e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Alexis Yegros. 3‑2 sobre o Los Andes, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Enzo Cejas estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Luis Miranda lesiona os ligamentos do joelho — 76 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 76 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Fénix falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Lucas Álvarez produziu-o, e o 8.42 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Enzo Cejas e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel26/02/2035
Ethian Morales desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Lautaro Coria, e o treinador deixou.
Não pode pagar-se um valor por ninguém, precise o plantel do que precisar. Todos os rumores sobre este clube até o embargo ser levantado são rumores sobre um negócio que não se pode fazer.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
83 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Fénix perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Fénix falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Mathias Santana esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Enzo Cejas está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Um 2‑0 sobre o Deportivo Merlo, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
2 golos antes de o estádio acabar de chegar. O Deportivo Merlo passou o resto da tarde a jogar um jogo já decidido, e toda a gente nas bancadas sabia disso.
132 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Fénix perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Mauricio Chanampa agiu, no Fénix, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Juan Tapia não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Martín Espinoza esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Independiente fica com o seu homem, e o Fénix volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel01/01/2035
Enzo Cejas desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Cerro Porteno aceitou o dinheiro. O que o Racing Club ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
A proposta seguiu esta semana para o Botafogo, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Racing Club perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Ferrocarril Midland tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Estava tudo acordado com o Sarmiento, e então o médico falou. O Racing Club desistiu de uma contratação por conselho de alguém que nunca o viu jogar, que é exatamente como deve funcionar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Racing Club, e não vai ser retirado.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Nahuel Herrera agiu, no Racing Club, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Argentino de Merlo podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Argentino de Merlo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 34 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Argentino de Merlo é como lidar com um homem a quem deve muito.
Jogo10/12/2033
Mais uma trazida de fora
3 seguidas na estrada para o Argentino de Merlo. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
O Gimnasia y Esgrima vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Argentino de Merlo foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Lucas Álvarez produziu-o, e o 8.52 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Uma média de 7.49 na época, com 11 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Lautaro Rodríguez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel21/11/2033
Nicolás Guerra desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Notas dos jogadores21/11/2033
Franco Gindin jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.05. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
O endividamento passou o que o banco tinha autorizado, e é aí que uma dívida deixa de ser a forma como o futebol se financia e passa a ser um problema. Todos os programas de adeptos desta cidade vão citar o número nos próximos cinco anos.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Argentino de Merlo ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
A eliminatória está fechada e do lado certo. 3‑0 esta noite, um balneário que não vai descer durante dia e meio, e uma ronda seguinte em que ninguém pensou ainda.
56 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Racing Club perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Racing Club falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Contra qualquer outro seriam três pontos e pouco mais. Contra eles, e com o nome dele no golo, é um ano de conversa garantida para o Racing Club e uma história que vai sobreviver ao contrato dele.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lucio Ferrari será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Racing Club as despedidas começaram em silêncio.
Thomás De Martis esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Ser difícil de bater não é o mesmo que ganhar, mas 6 jogos sem derrota são uma base que o Racing Club não tinha no outono.
Emprestados21/11/2033
O empréstimo de Felipe San Juan mede-se pelo que não acontece
14 balizas a zeros em 21 jogos no Deportivo Municipal. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.