“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Roger Renard treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Rotor 2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.42 para o resto.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Rotor 2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
A jogar fora da posição, substituído à hora de jogo, obrigado a ser alguém que não é — os detalhes variam e o humor não. O Rotor 2 tem um jogador a fazer o seu trabalho sob protesto.
O Rotor 2 passou o mercado a tentar colocar Ilja Gaponov e não apareceu ninguém. Treina com um plantel que já lhe disse que não conta com ele, e ambas as partes esperam agora pela próxima janela.
Artem Gavrilenko e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Roger Renard treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
Vyacheslav Mitrokhin e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Sofrer é uma coisa; a resposta é o que fala de um balneário. Ekemini Umoren pôs o Rotor 2 de novo em igualdade em 2 minutos, e o Irtysh nunca chegou a jogar com vantagem.
Quando isto acontece nada se anuncia, e toda a gente sabe. É uma parte maior do plano do Rotor 2 do que era há um mês, e o centro de treinos percebeu-o antes de a ficha de jogo o dizer.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.10 para o resto.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
5 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o SKA Khabarovsk 2 foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Roger Renard está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Rotor 2 terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Roger Renard, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.63
Um 7.63 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Toda a gente no Rotor 2 viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 34 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
Vyacheslav Mitrokhin e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Dribles concretizados: 13. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Todos os reforços esperam por ele e todas as conferências de imprensa perguntam por ele até chegar. Chegou, o Rotor 2 tem o seu homem a marcar, e o segundo é sempre mais fácil.
Deslocado, substituído antes da hora, a correr o que é dos outros: Ekemini Umoren está farto de ser útil e gostava de ser titular. Em Rotor 2 sabem, e sabem há semanas.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Alexandr Kryukov produziu-o, e o 8.85 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Uma exibição de 8.12 não aparece com frequência e, quando aparece, o resto da equipa passa a cenário. Esteve magnífico.
As bancadas10/12/2035
A bancada visitante no outro clube volta para casa feliz
4-1, e um canto do estádio dos outros que cantou mais alto do que o resto. Aqueles autocarros saem antes do amanhecer, e fora deles ninguém fala disso.
Segue-se o Strogino, e há um homem no balneário do Rotor 2 que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 16 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Derrota por 1‑6 com o Leningradets, e derrota em tudo o que conta. O inquérito começa no relvado de treino segunda-feira de manhã.
As bancadas03/12/2035
Os assobios descem de três lados
«Pagamos isto de quinze em quinze dias. O mínimo é alguém a quem se note que lhe importa.» 5 dos 11 do plantel principal saíram para aquilo; os outros não jogaram.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 7 golos entre o Rotor 2 e o Leningradets, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Artem Gavrilenko e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Metade do calendário jogado, 12.º lugar, 16 pontos somados. Multiplicar por dois é a conta que todos os adeptos já fizeram e a única que ninguém no clube fará em voz alta.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nikita Oleinik será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Rotor 2 as despedidas começaram em silêncio.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Rotor 2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 15 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Ilja Gaponov marcou, foi avaliado com 7.59 e voltou antes de alguém dar pela falta.
11 golos num jogo, Théodore Vidal na ficha e um resultado que vai parecer uma gralha. Os neutros não podiam pedir mais ao Rotor 2 nem ao Dinamo Bryansk.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Roger Renard está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
Faltam 1 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Rotor 2 pode pedir e sobe o salário que Théodore Vidal pode exigir.
6 tentativas, nenhuma lá dentro. Esteve nos sítios certos a tarde toda, que é a parte difícil, e fez mal a parte fácil: com isso um treinador consegue viver.
Em resumo
MercadoA história de Ilja Gaponov recusa-se a morrer
Com 2 golos de desvantagem isto era uma formalidade, e a formalidade durou até deixar de ser. O Rotor 2 encontrou algo que a primeira parte não tinha anunciado, e o SKA Khabarovsk 2 não soube segurar o que tinha.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Roger Renard não precisou: 8.25, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
1 para Ilja Gaponov, avaliado com 7.03, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Participação em 2 golos, de um jogador que passou noventa minutos a fazer aquilo que um treinador quer mesmo: estar onde a bola ia acabar. 7.95 ao lado do nome.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Alexandr Kryukov tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Rotor 2 coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
5 tentativas, nenhuma lá dentro. Esteve nos sítios certos a tarde toda, que é a parte difícil, e fez mal a parte fácil: com isso um treinador consegue viver.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Rotor 2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Artem Gavrilenko e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
100 jogos com esta camisola, através de treinadores, descidas e tudo o resto. Uma entrega assim está a desaparecer do futebol, e a bancada sabe o que está a ver.
Roger Renard esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Rotor 2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Andri Saevarsson e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Sofrer é uma coisa; a resposta é o que fala de um balneário. Artem Gavrilenko pôs o Rotor 2 de novo em igualdade em 4 minutos, e o Salyut nunca chegou a jogar com vantagem.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Roger Renard sai dessa comparação dentro da equipa, e o Rotor 2 beneficiou de cada uma dessas tardes.
Dribles concretizados: 13. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Artem Gavrilenko e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 19 anos foi o melhor de todos da sua idade na divisão durante um fim de semana. Ninguém devia construir uma carreira em cima disso, e toda a gente o faz sem dizer.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Artem Gavrilenko: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Rotor 2 a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Ninguém no Rotor 2 sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
Em resumo
Notas dos jogadoresArtem Gavrilenko passa por eles um de cada vez
3‑0, e a margem não enganou ninguém — aguentava mais um golo ou dois sem protesto. É por tardes assim que as pessoas continuam a vir.
Notas dos jogadores06/08/2035
Roger Renard, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.35
Um 8.35 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Rotor 2, e não vai ser retirado.
Participação em 2 golos, de um jogador que passou noventa minutos a fazer aquilo que um treinador quer mesmo: estar onde a bola ia acabar. 7.89 ao lado do nome.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Rotor 2 coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Há uma impotência muito própria em sofrer 2 vezes antes do minuto vinte. O Rodina 2 tentou reorganizar-se, o Rotor 2 não deixou, e o resultado estava escrito muito antes de ser confirmado.
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 16 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
Faltam 4 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Rotor 2 pode pedir e sobe o salário que Théodore Vidal pode exigir.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Vladimir Krylov pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Em resumo
PlantelOs relatórios de treino sobre David Gustafsson não são bons
Roger Renard lesiona os ligamentos do joelho — 20 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 20 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Rotor 2 coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Rotor 2 terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
O treinador reorganizou as ideias e Artem Gavrilenko saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Roger Renard treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Artem Gavrilenko, e o treinador deixou.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Rotor 2 vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Théodore Vidal treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Daniel Kamara e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Théodore Vidal pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Yuri Borovikov sai dessa comparação dentro da equipa, e o Rotor 2 beneficiou de cada uma dessas tardes.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Vyacheslav Mitrokhin está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Yuri Borovikov subiu nela.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Rotor 2, e não vai ser retirado.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Yuri Borovikov produziu-o, e o 8.58 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
7 golos num jogo, Vadim Dorokhov na ficha e um resultado que vai parecer uma gralha. Os neutros não podiam pedir mais ao Rotor 2 nem ao Arsenal Tula 2.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Ekemini Umoren produziu-o, e o 8.61 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Dois clubes atolados, um jogo entre eles, e um estádio que vai estar mais barulhento e mais assustado do que em qualquer outro momento da época. O Rotor 2 sabe o que está em jogo, e toda a gente na bancada visitante também.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Théodore Vidal treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Vestiu a outra camisola. No sábado joga contra o Arsenal Tula 2 com esta, e tudo o que disser esta semana sobre ser um jogo como os outros será mentira.
O Rotor 2 fez saber ao mercado que Daniil Penchikov está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
“Não peço a ninguém que seja melhor do que é. Peço a todos que sejam tão bons como são, todas as semanas.” Dito em voz alta, à frente de todos, e o balneário do Rotor 2 ficou diferente depois.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Théodore Vidal treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
«De fora não vem ninguém salvar-nos.» Foi curto, foi incómodo e, segundo todos, o vestiário do Rotor 2 ficou depois mais calado do que em toda a temporada.
Nem afastado nem lesionado — poupado. Um calendário moderno torna isto uma decisão banal, e contá-lo como um desprezo seria inventar uma história onde um treinador apenas fez um plano.
O painel dos descontos já estava levantado, a vitória já estava dada, e então o Irtysh marcou. Não há pior minuto para sofrer, e o estádio esvaziou-se no silêncio que se segue a um desses.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Ekemini Umoren sai dessa comparação dentro da equipa, e o Rotor 2 beneficiou de cada uma dessas tardes.
Dribles concretizados: 5. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
28 jogos sem vencer, e depois isto, frente ao SKA Khabarovsk 2. O alívio é um barulho estranho num estádio de futebol, e foi o único que se ouviu no fim.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Notas dos jogadores29/01/2035
Yuri Borovikov, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 9.43
Um 9.43 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Ekemini Umoren produziu-o, e o 8.24 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Aos 19 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Rotor 2 coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os reforços esperam por ele e todas as conferências de imprensa perguntam por ele até chegar. Chegou, o Rotor 2 tem o seu homem a marcar, e o segundo é sempre mais fácil.
Dois clubes atolados, um jogo entre eles, e um estádio que vai estar mais barulhento e mais assustado do que em qualquer outro momento da época. O Rotor 2 sabe o que está em jogo, e toda a gente na bancada visitante também.
“Não peço a ninguém que seja melhor do que é. Peço a todos que sejam tão bons como são, todas as semanas.” Dito em voz alta, à frente de todos, e o balneário do Rotor 2 ficou diferente depois.
Posição 15 e 0 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Théodore Vidal, e o treinador deixou.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Rotor 2 terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Ekemini Umoren treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Rotor 2 admitiria. Nota-se aos sábados.
Dois ou mais sofridos em cada um dos últimos 22 jogos. Não é um erro a repetir-se, o que seria mais fácil de corrigir; é um diferente todas as semanas.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Rotor 2 admitiria. Nota-se aos sábados.
Dois ou mais sofridos em cada um dos últimos 21 jogos. Não é um erro a repetir-se, o que seria mais fácil de corrigir; é um diferente todas as semanas.
19 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Rotor 2 sabe dizer em que semana.
0‑15 para o Leningradets, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 15 golos entre o Rotor 2 e o Leningradets, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Ninguém no Rotor 2 sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
«Se nos vão ganhar, que não seja porque alguém aqui não se quis chatear.» Levantou-se e disse-o à frente de todos, e isso é algo que um grupo recorda de um homem durante anos.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Vladimir Kerin pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
18 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Rotor 2 sabe dizer em que semana.
“Não peço a ninguém que seja melhor do que é. Peço a todos que sejam tão bons como são, todas as semanas.” Dito em voz alta, à frente de todos, e o balneário do Rotor 2 ficou diferente depois.
Segue-se a equipa do topo da tabela, e a medida honesta de onde esta equipa realmente está. Qualquer um ganha ao clube que tem abaixo; a pergunta é o que acontece contra o Rodina M.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Ekemini Umoren treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Rotor 2 terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
Dois ou mais sofridos em cada um dos últimos 19 jogos. Não é um erro a repetir-se, o que seria mais fácil de corrigir; é um diferente todas as semanas.
17 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Rotor 2 sabe dizer em que semana.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
16 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Rotor 2 sabe dizer em que semana.
0‑12 frente ao Metallurg, e nenhuma queixa que sobreviva ao replay. O treinador falou de carácter no final; a bancada usou palavras mais curtas.
Jogo28/10/2034
Ninguém conseguiu parar de marcar
12 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Rotor 2 e do Metallurg por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Dois ou mais sofridos em cada um dos últimos 17 jogos. Não é um erro a repetir-se, o que seria mais fácil de corrigir; é um diferente todas as semanas.
15 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Rotor 2 sabe dizer em que semana.
15.º lugar, 0 pontos e um calendário com menos jogos do que desculpas. As contas ainda não são cruéis, mas deixaram de ser simpáticas.
Jogo21/10/2034
Ninguém conseguiu parar de marcar
16 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Rotor 2 e do Dinamo Bryansk por igual; os restantes divertiram-se imenso.
«De fora não vem ninguém salvar-nos.» Foi curto, foi incómodo e, segundo todos, o vestiário do Rotor 2 ficou depois mais calado do que em toda a temporada.
Em resumo
PlantelCastigo cumprido e Théodore Vidal volta às contas
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 20 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Dois ou mais sofridos em cada um dos últimos 16 jogos. Não é um erro a repetir-se, o que seria mais fácil de corrigir; é um diferente todas as semanas.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 14 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
0‑8 para o Irtysh, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Jogo07/10/2034
Ninguém conseguiu parar de marcar
8 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Rotor 2 e do Irtysh por igual; os restantes divertiram-se imenso.
2 erro, um golo e uma noite à frente dos mesmos três segundos. Vai vê-lo hoje, amanhã e provavelmente em fevereiro, e quem já jogou sabe em que fotograma ele para.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 13 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o Rotor 2 e o SKA Khabarovsk 2, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Dois ou mais sofridos em cada um dos últimos 14 jogos. Não é um erro a repetir-se, o que seria mais fácil de corrigir; é um diferente todas as semanas.
12 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 11 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Jogo16/09/2034
Ninguém conseguiu parar de marcar
22 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Rotor 2 e do Zenit Penza por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Uma cara nova na posição dele e uma camisola que julgava sua de repente em discussão. O Rotor 2 não prometeu nada, que é o que os clubes prometem nesta fase.
“Não peço a ninguém que seja melhor do que é. Peço a todos que sejam tão bons como são, todas as semanas.” Dito em voz alta, à frente de todos, e o balneário do Rotor 2 ficou diferente depois.
Em resumo
PlantelCastigo cumprido e Théodore Vidal volta às contas
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 16 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
10 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Rotor 2 sabe dizer em que semana.
Jogo02/09/2034
Ninguém conseguiu parar de marcar
17 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Rotor 2 e do Salyut por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Avaliado com 3.79. Nada do que tentou resultou e a partir da hora deixou de tentar grande coisa, que é a parte em que um treinador repara, mais do que nos erros.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 17 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 9 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Jogo26/08/2034
Ninguém conseguiu parar de marcar
11 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Rotor 2 e do Znamya Truda por igual; os restantes divertiram-se imenso.
1 erro, um golo e uma noite à frente dos mesmos três segundos. Vai vê-lo hoje, amanhã e provavelmente em fevereiro, e quem já jogou sabe em que fotograma ele para.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Maxim Maltsev assinar alguma coisa — um contrato no Rotor 2 ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Dois ou mais sofridos em cada um dos últimos 10 jogos. Não é um erro a repetir-se, o que seria mais fácil de corrigir; é um diferente todas as semanas.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 8 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Jogo19/08/2034
Ninguém conseguiu parar de marcar
14 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Rotor 2 e do Kvant por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Um erro de guarda-redes não tem defesa atrás que o limpe. Soube-o antes de a bola passar a linha, o estádio soube-o um segundo depois, e esta noite não há nada que alguém possa dizer.
Dribles concretizados: 15. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
0‑16 para o Strogino, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
7 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Jogo12/08/2034
Ninguém conseguiu parar de marcar
16 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Rotor 2 e do Strogino por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Houve um erro e acabou lá dentro. Os defesas são julgados pela pior coisa que fizeram e não pelos oitenta e nove minutos à volta: é injusto e é também o ofício.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Ekemini Umoren treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
0‑12 para o Rodina 2, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Jogo05/08/2034
Não se vê o fim da espera do Rotor 2 por uma vitória
Já são 8 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Rotor 2 tem de arrancar um resultado de algum lado.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 6 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Jogo05/08/2034
Ninguém conseguiu parar de marcar
12 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Rotor 2 e do Rodina 2 por igual; os restantes divertiram-se imenso.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Maxim Maltsev, e o treinador deixou.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Rotor 2 terá de responder com minutos ou com uma transferência.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 5 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 10 golos entre o Rotor 2 e o Leningradets, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Théodore Vidal, e o treinador deixou.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Maxim Maltsev assinar alguma coisa — um contrato no Rotor 2 ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 4 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Jogo22/07/2034
Ninguém conseguiu parar de marcar
9 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Rotor 2 e do Rodina M por igual; os restantes divertiram-se imenso.
«Se nos vão ganhar, que não seja porque alguém aqui não se quis chatear.» Levantou-se e disse-o à frente de todos, e isso é algo que um grupo recorda de um homem durante anos.
«De fora não vem ninguém salvar-nos.» Foi curto, foi incómodo e, segundo todos, o vestiário do Rotor 2 ficou depois mais calado do que em toda a temporada.
Segue-se, fora, o Rodina M, 2.º classificado. Os adeptos que vão falarão disso a semana inteira, e os que ficam vão espreitar o telemóvel perto do apito final.
Um treinador perdoa um mau sábado muito mais depressa do que uma má terça, porque um explica-se e o outro escolheu-o. Os relatos desta semana não foram bons.
Posição 15 e 3 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Ahmed Abdelkader treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Rotor 2, e não vai ser retirado.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Rotor 2 sabem-no.
Todas as carreiras longas chegam à semana em que se pensa na última. Ele gostava que fosse onde começou, e o Rotor 2 sabe agora que esse pensamento chegou.
Em resumo
MercadoA história de Maxim Maltsev recusa-se a morrer
Faltam 2 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Rotor 2 pode pedir e sobe o salário que Yegor Danilkin pode exigir.
Disseram uma coisa a Ekemini Umoren e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Ninguém no Rotor 2 sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Rotor 2 sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.