“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O SC Aubagne Air Bel tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sochaux coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Direção18/08/2036
9 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Sochaux
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Brahim Mokhtari está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Olympique Lyonnais fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Não há pior forma de perder um futebolista. Nikoli Degtiarev pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Brahim Mokhtari está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Sochaux já telefonou ao LOSC Lille. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Em resumo
O bancoO treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Nikola Terzić
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Henri Bourgeois não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Plantel09/06/2036
Uma transferência que Jérémy Bulaba teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Jérémy Bulaba está a viver essa versão no Sochaux, e costuma notar-se no primeiro mês.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sochaux, e não vai ser retirado.
Alexei Savinov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
O Sochaux perguntou e o OGC Nice disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Em resumo
PlantelBrahim Mokhtari desentende-se com um colega por causa das exigências
Alexei Savinov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
Plantel02/06/2036
Brahim Mokhtari desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Mais um nome na lista: o Stade Briochin fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Henrijs Auseklis. A resposta do Sochaux não mudou — para já.
O Sochaux já telefonou ao OGC Nice. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Em resumo
Alvos de mercadoUm empréstimo de Ajdin Muminovic está em marcha
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 44 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
1 para Bernardo Gomes, avaliado com 7.42, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Direção04/02/2036
O prazo passa com 1 contratações e 7 saídas
Está feito o negócio no FC Rouen até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bernardo Gomes estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Rafael Luís não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
A proposta do US Concarneau por Arnaud Kalimuendo foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do OGC Nice já se começa a dizer o nome dele no passado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no OGC Nice coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 35 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
O SC Bastia vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O OGC Nice foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em OGC Nice, e 4 jogos em 21 dizem que merece ser ouvido.
Arnaud Gaillard lesiona os ligamentos do joelho — 73 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 73 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No FC Rouen ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Mahdi Camara e o FC Rouen acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lucas Tavares estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Noam Fajr esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Saidou Nouhou tem a sua resposta do FC Rouen; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 1‑1, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em FC Rouen, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Em resumo
Notas dos jogadoresAnis Soubeir podia ter feito três
Noam Fajr lesiona os ligamentos do joelho — 30 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 30 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no FC Rouen coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O FC Lorient fica com o seu homem, e o FC Rouen volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel10/09/2035
Lucas Tavares desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no FC Rouen, mais uma semana sem a assinatura de Martin Paskalev.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O FC Rouen vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
37 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O FC Rouen perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Mohamed Bechikh produziu-o, e o 8.82 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $97.1K do que o FC Rouen pagou por Dylan Jams é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do FC Rouen, e não vai ser retirado.
Direção03/09/2035
O prazo passa com 17 contratações e 33 saídas
Está feito o negócio no FC Rouen até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
A camisola ainda lhe serve. Daniel Epanya está de volta ao FC Rouen, e metade do estádio ainda o lembra com estas cores. Há contratações que é preciso vender à cidade; esta vendeu-se sozinha.
Saidou Nouhou esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
44 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O FC Rouen perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
1 para Pavel Valenzuela-Simoneton, avaliado com 7.93, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Olympique de Marseille fica com o seu homem, e o FC Rouen volta a uma lista com um nome riscado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
51 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O FC Rouen perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
9 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o FC Fleury 91 foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No FC Rouen ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o FC Metz fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Yazid Tifrani e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
5 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
Em resumo
Alvos de mercadoPorta fechada: Aebe Morel fica onde está
58 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O FC Rouen perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no FC Rouen coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O FC Rouen perguntou e o FC Lorient disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Antoine Kerriou, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Andrija Drljo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do FC Rouen, e não vai ser retirado.
Não há pior forma de perder um futebolista. Mateo Houngbo Civier pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Yazid Tifrani esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel09/07/2035
Lucas Tavares desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no FC Rouen, mais uma semana sem a assinatura de Antoine Kerriou.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Mohamed Bechikh assinar alguma coisa — um contrato no FC Rouen ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
A proposta do FC Villefranche por Ludovic Louis-Marie foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O FC Nantes fica com o seu homem, e o FC Rouen volta a uma lista com um nome riscado.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no FC Rouen, mais uma semana sem a assinatura de Martin Paskalev.
O treinador reorganizou as ideias e Mahdi Camara saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
Uma sondagem ao FC Metz para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Nenhum deles será visto por quem quer que seja fora do centro de treinos durante três anos, a maioria nunca jogará um jogo sénior, e um deles pode mudar o clube. É toda a proposta, e é por isso que as academias existem.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do FC Rouen sobre quem trabalha
17 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O FC Rouen perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O FC Rouen fez a parte difícil com o OGC Nice, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Saidou Nouhou e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel04/06/2035
Palavras no treino do FC Rouen sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lucas Tavares está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O FC Rouen já telefonou ao Stade Rennais. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em FC Rouen, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O RC Lens vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O OGC Nice foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Enzo Koffi será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no OGC Nice as despedidas começaram em silêncio.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.39 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de OGC Nice ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Adam Ayari e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel05/03/2035
Mohamed Meïté desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Vitória por 3‑0 sobre o SC Bastia, e pela primeira vez em muito tempo o sorteio da próxima ronda vê-se com algum interesse.
Notas dos jogadores01/01/2035
Sofiane Diop, 34 anos, faz recuar o relógio — 8.19
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.19 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do OGC Nice, e não vai ser retirado.
1 para Junior Onana, avaliado com 7.74, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Nassim Laarej marcou, foi avaliado com 7.98 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Junior Onana será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no OGC Nice as despedidas começaram em silêncio.
As regras permitem-no e dói na mesma. Eric Bile acertou condições com o LOSC Lille para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no OGC Nice coisas que levam mais de uma semana a retirar.
15 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O OGC Nice perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O clube procurou lá fora durante um mês, não encontrou nada de que gostasse mais e entregou o cargo a quem já o estava a fazer. Conhece a casa; falta provar que conhece o resto.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No OGC Nice ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Dribles concretizados: 22. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no OGC Nice a ouviu como outra coisa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Joseph Kalulu estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Junior Onana esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.