Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Vitória ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Vitória lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Paulinho e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel10/03/2036
Lucas Lohan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Diego Neves está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. João Araujo está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Vitória, e 0 jogos em 9 dizem que merece ser ouvido.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Vitória ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Vitória lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Plantel07/01/2036
Lucas Lohan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Vitória perguntou e o Borussia Dortmund disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Verba acordada, salário acordado, e o Internacional à espera com uma camisola. No Vitória ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 49 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Tanque não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Jogo08/12/2035
Não se vê o fim da espera do Vitória por uma vitória
Já são 6 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Vitória tem de arrancar um resultado de algum lado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Arthur Viana será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Vitória as despedidas começaram em silêncio.
Otávio esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel10/12/2035
Lucas Lohan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Vitória ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Mercado05/11/2035
O Vitória pode não conseguir dar a Benício o que ele quer
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Benício quer futebol continental; se o Vitória o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
“Três empréstimos em três anos. A certa altura um clube tem de decidir se sou jogador ou ativo.” A passagem pelo Sergipe continua; o recado viaja para casa.
Plantel05/11/2035
Lucas Lohan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 11 ações combinadas e uma nota de 6.81, e nenhuma delas entrará num resumo.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 29 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Vitória lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Vitória coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lucas Lohan está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Miguel Antonio. 2‑0 sobre o Remo, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
2 golos em vinte minutos com Miguel Antonio no meio de tudo, e o Remo sem conseguir chegar à bola tempo suficiente para mudar seja o que for. Há jogos que se ganham antes da primeira bebida.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Vitória vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ariel González Brizuela será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Vitória as despedidas começaram em silêncio.
As regras permitem-no e dói na mesma. Ariel González Brizuela acertou condições com o Paysandu para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Otávio esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lucas Lohan está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 64 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Vitória ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O Vitória ficou sem tempo com o Atlético Goianiense. Os papéis estavam abertos quando o prazo passou, e uma transferência que estava quase feita é agora uma transferência que nunca aconteceu.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Vitória já se começa a dizer o nome dele no passado.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 78 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Marcos Moura não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Toda a gente no Vitória viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 34 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lucas Lohan estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Figueirense fica com o seu homem, e o Vitória volta a uma lista com um nome riscado.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Vitória já se começa a dizer o nome dele no passado.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Vitória falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Alvos de mercado09/07/2035
$150.0K põem os clubes de acordo sobre David Lucas
O Atlético Goianiense aceitou o dinheiro. O que o Vitória ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
As regras permitem-no e dói na mesma. Juninho acertou condições com o Manaus para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Benício esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Vitória já se começa a dizer o nome dele no passado.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Vitória vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Vitória já falam dele no passado.
Mercado02/07/2035
O Vitória pode não conseguir dar a Benício o que ele quer
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Benício quer futebol continental; se o Vitória o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lucas Lohan estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Botafogo fica com o seu homem, e o Vitória volta a uma lista com um nome riscado.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 106 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Vitória já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Cianorte tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Vitória falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Vitória lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Benício e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lucas Lohan está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Avaliado com 7.43. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Vitória, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
56 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Vitória perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
10 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
“Vejo todos os jogos do Vitória daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Monte Azul segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Claudinho. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Vitória, mais uma semana sem a assinatura de Filip Salković.
70 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Vitória perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Vitória lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Juan Garay e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel26/02/2035
Lucas Lohan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Vejo todos os jogos do Vitória daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Sampaio Corrêa segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Vitória, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Kauã Paes, e o treinador deixou.
105 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Vitória perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Vitória está a esgotar-se.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Vitória ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Benício esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Vitória lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Plantel22/01/2035
Lucyo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Vitória, e 0 jogos em 5 dizem que merece ser ouvido.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Lautaro Pasteris tem a sua resposta do Vitória; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
A proposta do Grêmio por Miguel Antonio foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Caetano acabou de assinar pelo Vitória e, por uma vez, a resposta importava.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Dancan Omala será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Vitória as despedidas começaram em silêncio.
Mercado25/12/2034
O Vitória pode não conseguir dar a Benício o que ele quer
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Benício quer futebol continental; se o Vitória o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Juan Garay e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lucas Lohan estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Verba acordada, salário acordado, e o Santos à espera com uma camisola. No Vitória ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O Vitória foi ao Horizonte com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
$120.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Remo pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 57 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
Benício esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lucas Lohan está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Vitória já falam dele no passado.
Emprestados13/11/2034
Os golos continuam a chegar do exílio de Diego Minete
19 golos em 32 jogos no Cuiabá — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Vitória alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Juan Garay esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lucas Lohan está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Vitória ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Vitória pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Plantel23/10/2034
Claudinho sofre uma lesão muscular — 15 dias de fora
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 15 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
Mercado23/10/2034
O Vitória pode não conseguir dar a Benício o que ele quer
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Benício quer futebol continental; se o Vitória o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Benício e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lucas Lohan está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lucas Lohan está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Plantel16/10/2034
7 caras novas e o Vitória ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
23 jogos no Itabirito e os golos não param. No Vitória acompanham isto mais de perto do que o clube que o tem gostaria.
O banco16/10/2034
Lucyo tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Vitória dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Matheuzinho assinar alguma coisa — um contrato no Vitória ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
11 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Alejo Villalba será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Vitória as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lucyo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
100 jogos com estas cores. Uma entrega assim é cada vez mais rara, e as bancadas sabem-no.
Emprestados09/10/2034
Os golos continuam a chegar do exílio de Diego Minete
12 golos em 28 jogos no Cuiabá — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Vitória alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gabriel Knesowitsch estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
2 golos em vinte minutos com César Assis no meio de tudo, e o Novorizontino sem conseguir chegar à bola tempo suficiente para mudar seja o que for. Há jogos que se ganham antes da primeira bebida.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Ponte Preta ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Ponte Preta, e não vai ser retirado.
Léo Maná e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e João Prado estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O banco11/09/2034
Mateus Pureza reencontra um treinador com quem se desentendeu
Já trabalharam juntos e não acabou bem. Ninguém no Ponte Preta espera que o novo treinador tenha esquecido, e Mateus Pureza menos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para João Prado, e o treinador deixou.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Plantel28/08/2034
20 dias de fora para Mateus Pureza depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Ponte Preta vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Ponte Preta já se começa a dizer o nome dele no passado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Ponte Preta ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Benício e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 38 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
César Assis tinha feito a sua parte na construção de um colchão de 2 golos. O que veio depois foi coletivo, e ao Avaí deixaram voltar a um jogo que estava arrumado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Ponte Preta ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Ponte Preta podem fingir não ter ouvido.
Não há pior forma de perder um futebolista. Caio Santana pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Em resumo
JogoAo fim de 8 jogos, o Ponte Preta volta a perder
47 dias de fora para Mateus Pureza depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Ponte Preta vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
A série sem derrotas chega aos 8 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gabriel Knesowitsch estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O banco07/08/2034
Mateus Pureza reencontra um treinador com quem se desentendeu
Já trabalharam juntos e não acabou bem. Ninguém no Ponte Preta espera que o novo treinador tenha esquecido, e Mateus Pureza menos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Matias Ludueña, e o treinador deixou.
A raiva no Ponte Preta transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Verba acordada, salário acordado, e o Caxias à espera com uma camisola. No Ponte Preta ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Ponte Preta podem fingir não ter ouvido.
Léo Maná e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Botafogo fica com o seu homem, e o Ponte Preta volta a uma lista com um nome riscado.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Plantel19/06/2034
36 dias de fora para João Araújo depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Ponte Preta vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Ponte Preta já falam dele no passado.
Jogo17/06/2034
Ninguém quer jogar contra o Ponte Preta neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Léo Maná e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Vila Nova obrigou o Ponte Preta a suar, mas no fim o marcador dizia 1‑0 e a tabela não pergunta como.
Plantel19/06/2034
Palavras no treino do Ponte Preta sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. João Prado está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Operário Ferroviário vai querer esquecer isto depressa: 5‑2, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Ponte Preta foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 44 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Ponte Preta ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
A proposta do Santa Cruz por João Araújo foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Benício quer futebol continental; se o Ponte Preta o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Ponte Preta falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Pedro Lucas será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Ponte Preta as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Ponte Preta coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Isto não é rotação. Marcelo Teixeira está fora dos planos do treinador há algum tempo, e ninguém no Ponte Preta finge o contrário.
Plantel29/05/2034
João Marcelo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A raiva no Ponte Preta transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Júnior Xingu agarrou este contra o Itabirito. 5‑1 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Ponte Preta.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 67 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Notas dos jogadores22/05/2034
Uma estreia que Caio Rangel não vai esquecer — 7.93
Há exatamente uma destas por carreira e normalmente não corre assim. 1 no marcador, 7.93 ao lado do nome e uma bancada que nunca o tinha visto a cantá-lo no final.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Ponte Preta podem fingir não ter ouvido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Benício será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Ponte Preta as despedidas começaram em silêncio.
Léo Maná e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Ponte Preta e do Itabirito por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Ponte Preta