Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Maurilio de Lannoy será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Le Havre AC as despedidas começaram em silêncio.
As regras permitem-no e dói na mesma. Fotis Christofi acertou condições com o Stade Lavallois para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Le Havre AC coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel22/10/2035
Palavras no treino do Le Havre AC sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mathis Touho está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Dribles concretizados: 17. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Kylian Combo tem a sua resposta do Le Havre AC; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Kylian Combo, e o treinador deixou.
23 dias de fora para Marius Savidan depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Le Havre AC vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Le Havre AC podem fingir não ter ouvido.
Não há pior forma de perder um futebolista. Kylian Combo pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Loïc Etoga e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel08/10/2035
Palavras no treino do Le Havre AC sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mathis Touho está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
29 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Le Havre AC perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 44 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Le Havre AC ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As regras permitem-no e dói na mesma. Kristoffer Ibrahimovic acertou condições com o FC Annecy para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Loïc Etoga e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel17/09/2035
Palavras no treino do Le Havre AC sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mathis Touho está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 88. O Paris Saint-Germain tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
Granit Okafor lesiona os ligamentos do joelho — 43 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 43 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Le Havre AC falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Le Havre AC ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
9 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Angers SCO foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
A proposta ficou muito aquém e em Le Havre AC não precisaram de pensar muito. Ninguém neste negócio lê uma primeira recusa como um fim.
Direção03/09/2035
O Le Havre AC fecha o mercado com um plantel feito por si
24 entradas e 24 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Le Havre AC coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
Alvos de mercadoPorta fechada: Rafael Luís fica onde está
65 dias de fora para Marius Savidan depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Le Havre AC vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Le Havre AC já se começa a dizer o nome dele no passado.
$5.1M era o máximo que o clube pagaria, e o RC Strasbourg pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
O negócio com o Paris Saint-Germain está feito em todos os sentidos menos no que o põe em campo. Nesta fase nada corre mal, exceto nas vezes em que corre.
Loïc Etoga e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
4 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Le Havre AC sabe dizer em que semana.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mathis Touho estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O telefone voltou a tocar por causa de Nicolas Florival, e desta vez do outro lado está o Rodez AF. No Le Havre AC ouvem com educação e não prometem nada.
Em resumo
Alvos de mercadoPorta fechada: Lasso Coulibaly fica onde está
79 dias de fora para Marius Savidan depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Le Havre AC vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Loïc Etoga esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O telefone voltou a tocar por causa de Hervé Lemaire, e desta vez do outro lado está o Rodez AF. No Le Havre AC ouvem com educação e não prometem nada.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Kylian Combo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Perguntou-se ao Olympique Lyonnais se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Le Havre AC perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lukas Kjellnäs será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Le Havre AC as despedidas começaram em silêncio.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Paris Brunner esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Le Havre AC foi ao Stade Brestois com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Plantel18/06/2035
Palavras no treino do Le Havre AC sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mathis Touho está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Le Havre AC ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 14 ações, 6.62, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
Plantel30/04/2035
Paris Brunner desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nathanaël Gane Bernardino e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Le Havre AC ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Loïc Etoga esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel23/04/2035
Palavras no treino do Le Havre AC sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mathis Touho está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Loïc Etoga e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Paris Brunner estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Le Havre AC sabem-no.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Acabou 1‑1, e de certa forma sempre pareceu que ia acabar assim. Uma daquelas tardes em que a tabela mexe menos do que os nervos.
O banco09/04/2035
o treinador: “Temos de ser melhores”
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 1‑1, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Le Havre AC, e não vai ser retirado.
Plantel12/03/2035
Mathis Touho desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Yanis Messaoudi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Avaliado com 7.56. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Le Havre AC está a esgotar-se.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Le Havre AC ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Loïc Etoga esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Paris Brunner estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Interim Coach depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
O banco26/02/2035
Paul Argney tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Le Havre AC dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Mathis Touho
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Le Havre AC toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Le Havre AC, e não vai ser retirado.
8 jogos, dois ou mais sofridos em todos eles. Equipas que criam tanto podem viver com isso durante algum tempo. Ninguém vive com isso para sempre.
Direção05/02/2035
Fecha o mercado: 3 entradas, 6 saídas no Le Havre AC
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 3, saíram 6, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Hervé Lemaire será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Le Havre AC as despedidas começaram em silêncio.
Dribles concretizados: 22. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Le Havre AC
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 11 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Eliminado, 1‑2 com o Olympique Lyonnais, e a longa discussão sobre qual dos pequenos momentos o decidiu. Agora só resta o campeonato, e toda a gente o sabe.
Andria Svanidze tinha feito a sua parte na construção de um colchão de 2 golos. O que veio depois foi coletivo, e ao Stade Rennais deixaram voltar a um jogo que estava arrumado.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Le Havre AC está a esgotar-se.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Le Havre AC coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel01/01/2035
Paris Brunner desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Le Havre AC foi explícito quanto à situação de Léo Frechingues, o que é mais do que muitos recebem.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Le Havre AC podem fingir não ter ouvido.
Loïc Etoga esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel27/11/2034
Palavras no treino do Le Havre AC sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Paris Brunner está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Le Havre AC ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Interim Coach depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Dribles concretizados: 13. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Loïc Etoga e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel20/11/2034
Paris Brunner desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Mücahit İbrahimoğlu acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Le Havre AC substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel20/11/2034
No Le Havre AC ainda são estranhos uns para os outros
5 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Andria Svanidze está nela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Paris Brunner. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
21 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Le Havre AC perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O clube procurou lá fora durante um mês, não encontrou nada de que gostasse mais e entregou o cargo a quem já o estava a fazer. Conhece a casa; falta provar que conhece o resto.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Le Havre AC podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Le Havre AC ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Le Havre AC a ouviu como outra coisa.
Loïc Etoga esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Paris Brunner estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
28 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Le Havre AC perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Minuto 100. Andria Svanidze encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o FC Rouen passou do ponto ao nada num só movimento.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Le Havre AC ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
40 dias desde que o banco ficou vago, uma lista de nomes a circular e ninguém assinou nada. A cada semana que isto se arrasta, a lista encurta.
Jogo23/09/2034
Ninguém quer jogar contra o Le Havre AC neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Dribles concretizados: 21. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Plantel25/09/2034
Paris Brunner desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
35 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Le Havre AC perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Le Havre AC ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As regras permitem-no e dói na mesma. Nazareno López acertou condições com o RC Strasbourg para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Loïc Etoga e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. Vüsal Şabanov volta a ser jogador do Le Havre AC, e a cidade tem a sua história do verão.
Plantel18/09/2034
Paris Brunner desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Léo Frechingues. 1‑0 sobre o LOSC Lille, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Em resumo
Notas dos jogadoresMathis Touho passa por eles um de cada vez
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Le Havre AC ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O Le Havre AC foi ao FC Metz com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
A enfermaria confirma 24 dias de paragem para Hervé Lemaire, e um plano construído à volta dele tem de ser refeito.
Plantel24/07/2034
Palavras no treino do Le Havre AC sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sadibou Sané está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Le Havre AC perguntou e o Paris Saint-Germain disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Anis Mathurin e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Le Havre AC, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Junior Ake será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Le Havre AC as despedidas começaram em silêncio.
Plantel22/05/2034
Palavras no treino do Le Havre AC sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sadibou Sané está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Artúr Horváth e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Le Havre AC, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Le Havre AC está a esgotar-se.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
«Nunca quis estar noutro sítio. Ainda há trabalho por acabar aqui.» Léo Frechingues compromete-se com o Le Havre AC por mais 4 anos.
Plantel03/04/2034
Palavras no treino do Le Havre AC sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sadibou Sané está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Artúr Horváth e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Léo Frechingues. 2‑1 sobre o RC Lens, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
A raiva no Le Havre AC transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Le Havre AC ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Loïc Etoga e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel27/03/2034
Palavras no treino do Le Havre AC sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Paris Brunner está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Le Havre AC sabem-no.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco27/03/2034
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Uriah Djedje
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Le Havre AC, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Le Havre AC coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Nito agiu, no Le Havre AC, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Plantel06/03/2034
Paris Brunner desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Mark Travers, e o treinador deixou.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑2, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
O treinador reorganizou as ideias e Dudu Hatamoto saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
Soube como os outros, uma hora antes, por uma folha colada na parede. Ninguém em Le Havre AC fingiu que fosse outra coisa que não uma decisão sobre ele.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Le Havre AC podem fingir não ter ouvido.
As regras permitem-no e dói na mesma. Juan Esteban Lerma acertou condições com o Stade Brestois para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Loïc Etoga e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel20/02/2034
Palavras no treino do Le Havre AC sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sadibou Sané está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Léo Frechingues. 1‑0 sobre o FC Nantes, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Le Havre AC ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
O Le Havre AC perguntou e o Olympique Lyonnais disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Le Havre AC podem fingir não ter ouvido.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Keziah Moreira agiu, no Le Havre AC, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Le Havre AC ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Loïc Etoga esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel16/01/2034
Palavras no treino do Le Havre AC sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Paris Brunner está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Eric Bocat tem a sua resposta do Le Havre AC; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Le Havre AC e do AS Saint-Etienne por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Derrota por 2‑4, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
Plantel26/12/2033
Uma transferência que Tomáš Brázda teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Tomáš Brázda está a viver essa versão no Le Havre AC, e costuma notar-se no primeiro mês.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sadibou Sané estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Dribles concretizados: 17. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Le Havre AC
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Le Havre AC está a esgotar-se.
Loïc Etoga e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel05/12/2033
Sadibou Sané desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Le Havre AC, mais uma semana sem a assinatura de Léo Frechingues.
Dribles concretizados: 14. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
O banco05/12/2033
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Interim Coach não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Le Havre AC também ninguém o escondia.
Em resumo
PlantelNão há lugar para Ahmed Sherif no desenho novo
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Le Havre AC podem fingir não ter ouvido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Raphaël Le Guen será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Le Havre AC as despedidas começaram em silêncio.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Mathieu Da Silva agiu, no Le Havre AC, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Plantel28/11/2033
Sadibou Sané desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ervin Bashi, e o treinador deixou.